Escrito por: Fernanda Turesso

The Evil Within é o novo jogo do pai do survival horror, Shinji Mikami. O título promete trazer o survival horror à moda antiga para a geração de hoje. Um jogo que mistura muitos clichês, visuais e histórias do mundo dos jogos de terror e consegue ficar em um estilo próprio.

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Review Escrita 

Não contente com o caminho que o survival horror estava levando nos dias atuais, Shinji Mikami resolveu que era hora de trazer o gênero à moda antiga para a nova geração.

The Evil Within serve para trazer de volta a sobrevivência mesclada com o terror psicológico. Esse gênero de jogos se iniciou nos anos 90 com o clássico Alone in the Dark, mas só fez sucesso em 96 quando o primeiro Resident Evil foi lançado.

O survival Horror foi negligenciado pelas empresas durante muito tempo e quem sofria mais com isso eram os fãs que tinham que se contentar com jogos indie.

The Evil Within aborda sobre uma investigação liderada por Sebastian Castellanos e sua equipe no Asilo Beacon, localizado na fictícia cidade de Krimson, onde ocorreu uma chacina, e antes que eles percebessem, as coisas não eram mais as mesmas. Enquanto o mistério central começa de um jeito, ele gradualmente muda de curso e, eventualmente perde o foco. Em parte, a narrativa é prejudicada pelos personagens sem personalidade. Não que o enredo seja uma obra notavelmente original para esse tipo de gênero, mas ele consegue pelo menos prender o jogador, já que ele vai tentar entender o que acontece, mesmo o jogo não lhe dando esse prazer.


O medo e o mistério andam juntos nesse novo mundo que se distorce e retorce ao seu redor. Corredores, paredes, casas e até mesmo a cidade inteira estão em constante mudança em tempo real, colocando o jogador à uma realidade em que as ameaças são constantes e podem surgir na sua frente.
Terrores inimagináveis lhe esperam num mundo hostil que abrigam armadilhas cruéis a cada canto não visto e fazendo com que o jogador tenha de prestar muita atenção para não morrer, já que elas são constantes e podem matar a qualquer passo em falso.

A escuridão predomina em cada lugar, obrigando Sebastian a rastejar quietamente para que seus inimigos não o encontrem. Afinal, enfrentá-los de frente pode não ser uma boa ideia, já que seu armamento é escasso.

Criaturas bizarras e perturbadoras aparecem com frequência para atormentar, incluindo encontros com chefes exclusivamente aterrorizantes. O ritmo é bom com a maioria das seções com foco na furtividade e exploração, enquanto que outros momentos envolverão o jogador em perseguições frenéticas. Há um sentimento real na descoberta e apesar de estar correndo para sua vida, não se pode deixar de apreciar cada novo local surpreendente.


O combate é visceral e gráfico. Existem cinco principais tipos de armas, incluindo espingarda, rifle e granadas. O revólver é perfeito para lidar com inimigo mais fracos. Tiros nas pernas podem derrubá-los assim criando uma oportunidade para queimá-los com o fósforo, para ter a certeza de que morreram. Se cronometrado corretamente, as chamas do cadáver podem queimar outros inimigos deitados ao lado. Isso lembra muito Resident Evil Remake onde o jogador era obrigado a queimar os zumbis para que não voltassem mais fortes.

A arma mais distinta e importante do jogo é a Besta, que utiliza uma variedade de flechas chamadas de "agony bolts", onde tem poderes variados que vão de perfurações até efeitos congelantes. Elas podem ser criadas com itens pegos de armadilhas dos cenários.

Apesar de tantas maneiras de matar seus inimigos, o combate corpo-a-corpo deve ser evitado sempre que possível. Jogando furtivamente podem aumentar muito as suas chances de sobrevivência. As garrafas encontradas nos cenários podem distrair inimigos e assim o jogador podendo matá-los pelas costas. Se descoberto, Sebastian pode se esconder em uma série de locais para despistá-los.

Apesar disso tudo, os inimigos acabam ficando injustos com o passar do tempo e por mais que o jogador queira passar despercebido, isso acaba se estragando, já que alguns inimigos simplesmente percebem Sebastian independente da situação. Parece até que eles conseguem ver através das paredes. Sem contar que, ao fugir e se esconder - porque sim, pode se esconder em vários pontos do cenário - em algum cômodo que não tenha saída, os inimigos não vão procurar, nem mesmo se o jogador vá àquele local várias vezes ou tenha feito isso na frente deles. Parece até que a furtividade acabou sendo anulada, mas, normalmente ajuda nas horas de pânico.


O jogo apresenta um sistema de upgrades bem simples que podem ser feitos em uma cadeira especial dentro do “safe room”. Além das armas, o jogador poderá melhorar habilidades físicas de Sebastian com um “gel verde” que pode ser adquirido em abundância durante o jogo.

Dentro desse mesmo local o jogador poderá salvar seu progresso, ter acesso a alguns documentos para entender a história, ver cenas horríveis, ser atendido por uma enfermeira bastante familiar e ter acesso a vários armários contendo itens para benefício próprio que podem ser abertos com chaves adquiridas dentro de pequenas estátuas durante o jogo.

Muito dos inimigos vistos na terrível experiência de Sebastian tem significados que entram no contexto da história. Então, eles não estão ali somente para assustar o jogador, mas sim, para fazê-los entender o que se passa nesse pesadelo distorcido.

Algumas curiosidades interessantes é de que o jogo foi inspirado em vários jogos de terror distintos e contém muitos easter eggs. Por exemplo, a cena clássica do zumbi comendo um morto em Resident Evil ganhou um tributo no novo jogo de Mikami. Além disso, influencias visíveis sobre mundos alternativos de Silent Hill, o troféu chamado “Silent Kill” ou o “Master of Unlocking” – do apelido que Barry deu para Jill -, cenas parecidas, se não iguais à RE4 na vila dos ganados, a mansão de Spencer, a enfermeira que parece a Lisa de Silent Hill, entre muitas outras influências. 


Concluindo, The Evil Within é um jogo brutal, desafiador e extremamente divertido. O seu mundo estranho e inimigos imaginativos são genuínos e os sustos são intensificados pela escassez de recursos à sua disposição.  O jogo mantém a agonia e o pânico bastante presentes nas batalhas contra inimigos mais fortes e manter a cabeça fria pode ajudar a focar melhor em seus objetivos. Embora a história não explique direito o que acontece, há pouco aqui para tirar sua alegria de viver um novo survival horror à moda antiga sob a mão de um mestre no assunto.



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  1. Tenho grandes expectativas quanto a game, sinto falta dos sustos que pegava nos jogos antigo de horror.

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    1. Aaah esse está cheio de sustos mesmo! Mas eu sou uma pessoa assustada né, então é meio suspeito HIUSAHSUI

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  2. Jogo desafiodor, morro em cada passo, RE4 parece parque da xuxa perto dele.

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  3. Quando eu comecei a ler os seus textos não percebir que era uma mulher que escrevia. Então eu fiquei muitíssimo curioso e queria saber: Você é a mesma que foi entrevistada no Madrugames?; é mesmo uma mulher?; gosta mesmo de videogames?; e de rpg?; é solteira? He he he. Parabéns pelo blog e fortes abraços.

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  4. O jogo é muito bom cada susto q eu levei Kkkk sem contar q e tenso tbm 😀

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