Escrito por: Fernanda Turesso

E ai pessoal! Espero que estejam comemorando o Halloween da forma que for, pois hoje saiu vídeo novo no nosso canal e nada melhor do que falar sobre uma série que marcou nossa infância. Sim, ela mesma, Pokémon!

Quem ai nunca ouviu falar que quem chega na cidade de Lavender dentro do jogo Pokémon Red ou Green (ou Blue) acaba se suicidando depois de um tempo? É, hoje vamos falar sobre essas e outras coisas que levaram a série a ser amada pelos fãs de terror e odiada pelas igrejas que acham que o Pocket Monsters são do demônio!

Veja o em vídeo:




Ou leia o artigo:

O Mistério de Lavender Town

Pokémon pode ser notoriamente alegre mas a série tem sua pincelada de terror com seus mitos assustadores. O mais famoso, com certeza, é o mistério da cidade de Lavender.

A primeira vez que eu ouvi sobre essa história foi em meados de 2011. Não faz muito tempo, mas a história continua a reaparecer na internet. Pokémon foi uma das maiores febres entre as crianças aqui no Brasil e causou muita polêmica e diversão lá em 1999. O curioso é que Pokémon é constantemente alvo de teorias conspiratórias, histórias de terror, suicídios de crianças, morte e violência. Apesar de saberem que as histórias são falsas, as pessoas ainda adoram discutir sobre o assunto.  

A história é conhecida por reunir uma série de relatos e contos assustadores indicando casos de muitos jogadores que, após jogar Pokémon Red e Green de Gameboy, manifestaram sintomas de “dores de cabeça, sangramento dos olhos e ouvidos, alterações do humor, irritabilidade, apego aos jogos, violência sem sentido, reclusão, apatia, e em aproximadamente 67% dos casos, tendências suicidas”. Ainda de acordo com as histórias, os sintomáticos apresentaram essas sequelas após chegarem à cidade de Lavender. E, de forma mais específica, a maioria deles utilizava fones de ouvido enquanto jogavam.

Lavender Town é um trecho que fica um pouco fora da rota normal e consiste em uma das menores cidades do mundo Pokémon. Além disso, ela é caracterizada por ter uma torre enorme chamado Pokémon Tower. Ali, são depositados os restos mortais de todos os Pokémon falecidos, que (obviamente) viram fantasmas, assombrando o local. Como se só esse pano de fundo já não fosse suficiente para assustar alguns, a música do lugar não colabora muito para tornar as coisas mais leves.

De acordo com um dos casos relatados no conto, as primeiras versões de Pokémon Red/Green possuíam a música com algumas frequências a mais, que seriam inaudíveis aos seres humanos, mas que provocam efeitos psicológicos totalmente perturbadores, resultando nas patologias indicadas pelo conto. Esse efeito acústico é conhecido como “batidas binaurais”, que, de acordo com alguns estudos, influenciam a mente de algumas pessoas.

Dada a sua eficácia, é uma maravilha que a cidade e sua música tema tenham se tornado uma referência assustadora para o jogo. Considere que o propósito da cidade é ser um cemitério. A história de Lavender no jogo não é menos assustadora que a creepypasta. A trama envolve um espírito inquieto que assombra uma torre. Essa mesma torre está cheia de pessoas em luto por causa de seus Pokémon mortos. Conforme você explora o local, você vai se deparar com uma série de Pokémon fantasmas. Tudo isso para dizer: Lavender é obscura e passou a se tornar uma fonte de fascínio entre os jogadores.

A cidade é assustadora e memorável por conta própria, mas há algo estranhamente sedutor sobre esse mito. Quando algo fica tão maciço como Pokémon, que é sempre acompanhado com alegações de que, apesar de sua natureza saudável, há uma mensagem escondida que irá, de alguma forma, corromper seus filhos, nós acabamos acreditando nas histórias que aparecem na internet já que, em partes, isso aconteceu no passado.

Lembro-me da época em que o Pokémon era uma febre aqui no Brasil e as escolas/igrejas ficavam tentando dizer que eles eram do demônio e prejudicavam as crianças. Na real, isso acontece com todas as novas febres vindas do Japão (yu-gi-oh mandou abraços). O anime deixou sequelas que são sentidas até nos dias de hoje, em 97, Pokémon virou notícia no mundo inteiro, inclusive no Brasil. Entenda o caso:

Mais de 700 crianças e adolescentes foram parar no hospital por causa da série. Tudo aconteceu durante um episódio do anime quando Pikachu começa a emitir vários flashes que geraram convulsões e náuseas. A explicação dos médicos a respeito do ocorrido foi clara, quando exposto a uma rápida repetição de flashes é comum ter esse tipo de sintoma, como um ataque epilético.

Tudo isso acabou parando na justiça e os criadores do episódio tiveram que banir da TV para não causar mais problemas. E isso desencadeou preocupação e estresse com os pais no Brasil. Eles reclamavam que os filhos ficavam viciados no desenho e pelo horário que era transmitido, assim as crianças não queriam ir para a escola só para assistir Pokémon.

Fora algumas religiões que culpavam o Pokémon por ser algo que introduzia as crianças ao satanismo. E que era lotado de mensagens ocultas, dando a ideia de que o desenho induzia as crianças a virarem discípulas do diabo.

Bobagem.

O fato de que essas histórias sobre suicídios que aconteceram no Japão terem tomado lugar importante na creepypasta de Lavender é por conta dessa antiga história. Considerando que isso aconteceu de verdade, não é surpresa que a creepypasta de Lavender falando sobre suicídios tenha ficado famosa.


É por essas e outras que, mesmo após 16 anos do lançamento de Pokémon Red e Green, que a cidade de Lavender ainda continue nos assombrando.

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  1. Eu gostaria de poder visitar essa cidade, em especial essa torre, nos meus sonhos. Achei a história super incrível, muito sinistra mesmo... Pokemon é demais mesmo, eu e várias outras pessoas assistimos e tudo mais e estamos bem. Na verdade a série é ótima por passar valores como a amizade, o amor e o respeito a natureza para crianças assim, mas de forma que cativa até os adultos. E se querem falar mal que falem da Disney, que já foram comprovados os seus podres só pra constar. Fora o fato de Pokemon não ser um desenho idiota que subestima a inteligência dos telespectadores como Capitão N ou outras animações horrorosas lá das antigas, ou mesmo as mais novas.

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