Escrito por: Delacroix

A long time ago in a galaxy far, far away...


E mais uma vez venho fazer uma review (ou não) de um jogo que não é de hoje (apesar de ser bem mais recente que outros já analisados), mas é bem popular e que todo mundo conhece. A verdade é que isso aqui vai ficar mais como uma recomendação, um convite para recordar, que uma análise. Dead Space foi lançado pela EA, em 2008, para PS3, 360 e PC. Você pode encontrar mais sobre as continuações da série aqui mesmo, no VGD. Esta é a oportunidade para quem já conhece e jogou, relembrar e, quem sabe, reembarcar na USG Ishimura para exterminar, uma vez mais, hordas e hordas de necromorphs; também é a chance para quem nunca jogou (sério?) parar tudo que estiver fazendo e ir jogar agora (Ouviu?  Eu disse a-g-o-r-a-!).
Se distraindo, né, Sr. Isaac? É por isso que o life está no vermelho...
Dead Space ainda é um dos melhores jogos de terror já feitos, talvez o melhor do gênero na geração passada. As influências são diversas, a trama e a ambientação da obra tomam como base várias histórias de ficção científica, cinematográficas e literárias. O visual e outros elementos do título são claramente inspirados em filmes como  2001: Uma Odisseia no Espaço, Alien - O Oitavo Passageiro, Enigma de Outro Mundo, e, em livros, com destaque às obras dos mestres Isaac Asimov e Arthur. C. Clarke (que emprestam seus nomes para o protagonista). A trama pode não ser autêntica, mas graças à ambientação impecável, funciona muito bem, o tempo todo. A aventura de Isaac Clarke abordo da gigantesca espaçonave USG Ishimura é repleta de mistérios, alienígenas e conspirações. É uma história simples, mas das boas, que recorre a todos os princípios básicos de uma obra de terror espacial que se preze.  
Não existe HUD, todas as informações estão nos equipamentos de Isaac.
O maior mérito do jogo, e que faz com que ele ainda seja único, mesmo depois de suas continuações, é o ambiente moldado por seus desenvolvedores. A atmosfera é sempre densa e claustrofóbica, o grau de imersão é tamanho que, qualquer ruído, dentro ou fora do jogo, é capaz de levar fulanos e sicranos ao teto. Cenários mal iluminados, sussurros, sangue e criaturas medonhas me fizeram suar litros. Experimente jogar com um daqueles headphones de múltiplos canais de áudio. O som é, sem sombra de dúvidas, um dos maiores expoentes da obra. As composições de Jason Graves (também responsável pelas músicas do novo Tom Raider) são excelentes e lhe renderam inúmeros prêmios.
Contra esse inimigo, Isaac já deveria estar mirando e atirando. Tarde demais.
A mecânica continua tão sofisticada quanto era na época. Isaac é protegido por sua armadura característica, que pode ser modificada, tornando-se mais resistente e poderosa. O protagonista conta também com uma variedade satisfatória de armas e itens. As aberrações espaciais, os necomorphs, são habitualmente ágeis e traiçoeiros (se escondem e transitam pelas tubulações da nave); é necessário destruí-las aos poucos, membro a membro, para então eliminá-las definitivamente. A concepção dos monstros talvez seja o que mais aproxima a trajetória de Isaac com a de McrReady, personagem de Kurt Russell no seu filme de alienígena de 1982. As situações que acontecem em gravidade zero, auxiliadas pela própria NASA, estão entre os melhores momentos do jogo e ainda são superiores às suas equivalentes nos títulos seguintes da franquia.  
A atmosfera é o ponto alto do jogo; os inimigos também são medonhos.
A minha intenção era mais a de relembrar (porque eu tenho certeza de que, se você não havia jogado até o começo da review, você foi lá, zerou o jogo, e agora voltou aqui para o blog, para relembrar). Dead Space ainda é fantástico, uma verdadeira referência para o gênero. Particularmente, considero não só o melhor da franquia, como o melhor terror da geração passada. Eu recomendo também que vejam as obras que serviram de base para os caras da EA, verdadeiros clássicos do cinema e da literatura. É, aliás, onde se enquadra Dead Space, no mundo dos games, sobretudo nos de terror: no hall dos clássicos. 
Lança-chamas, a arma dos eternamente desesperados.

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