Escrito por: Delacroix


Previously on Alone in the Dark...


Só para ficar claro: Alone in the Dark (Eden Games) foi lançado originalmente para Xbox360 e PC, além de duas variantes igualmente terríveis para PS2 e Wii. A verdade é que as quatro versões foram lançadas com uma infinidade de problemas: gráficos horríveis, bugs assombros e controles ridículos, além de outras barbáries. Alone in the Dark Inferno trata-se de uma versão razoavelmente “””melhorada”””, exclusiva para PS3, lançada apenas alguns meses depois, no mesmo ano.
Edward Carnby é mais uma vez o protagonista.
Com armas de fogo, o jogo assume a perspectiva de 1º pessoa. E pode isso, Arnaldo?
Já aviso logo que vou cortar a introdução. Aquela, sobre a série Alone in the Dark ser a grande mãe dos jogos de terror.  Todo mundo sabe disso. Esse novo capítulo se passa nos dias atuais, o detetive sobrenatural Edward Carnby é mais uma vez o protagonista e o mal está por aí, para ser combatido. O problema é que Carnby perdeu a memória (graças àquela milenar tática de roteiristas, a chamada conveniência), está sendo perseguido por um bando de estranhos que demanda algo que ele desconhece e - aí sim, para aliviar um pouco a tensão - o mundo está à beira de um apocalipse. Convenhamos que não é pouca merda. Principalmente se levarmos em consideração que o enredo do jogo é muito ruim, os diálogos são babacas e as revelações, obtusas. É sério, a trama é bem chata (talvez a única coisa legal seja o fato de ela ser estruturada aos moldes de um seriado, em episódios; apesar de isso não ser grande coisa hoje).

Inferno é a única versão realmente jogável. Os problemas continuam: visual grotesco (só os efeitos de iluminação prestam; um dos melhores efeitos de fogo já feitos), bugs pipocam ocasionalmente (ao menos, aqui, não temos daqueles que travam o jogo, como nas demais versões) e os controles, apesar do manuseio ainda desengonçado, funcionam melhor. Em síntese: há progressos, não milagres. Mais uma vez, reforço: Alone in the Dark Inferno é ao menos jogável.
Apesar dos pesares, confesso: os efeitos de fogo são um dos melhores que já vi.
Olha bem pra esses gráficos. Olha bem. Olha. A história ainda consegue ser pior.
O jogo parecia fenomenal, antes de ser lançado (como sempre). De fato, há certa genialidade em relação às ideias – às ideias – por trás funcionamento da coisa (atenção: melhor inventário ever). É interessante manusear o fogo, combinar itens, dirigir e transformar qualquer coisa em arma. As ideias são realmente boas, pena que a execução do conjunto seja uma catástrofe nuclear. Os inimigos, por exemplo, são verdadeiras mulas, portas ambulantes. A trilha sonora, apenas, merece ser elogiada e lembrada. Oliver Deliviere, o compositor, faz um trabalho excelente. 

A jaqueta é o inventário aqui. Tudo em tempo real. Muito bem bolado.
Em caso de você não ter olhado o bastante. Olha bem. Olha pra isso. Olha. Olha!
Definitivamente, não há motivos para jogar Alone in the Dark Inferno hoje. Veja só: se naquela época ele já era um bosta, imagine agora. Nem cheguei a mencionar em como o título se comporta sendo um jogo de terror, né? E eu não esqueci. Para você ver o quanto ele é assustador. Por fim, digamos que, mesmo Inferno, com suas “””melhoras”””, ainda se trate de uma versão beta de algo que poderia ter sido pelo menos bom.

PS: apesar de tudo, eu gosto do jogo (até platinei). Eu sei, preciso me tratar.

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  1. KKKKKKKKKKKKKKKKKK amo suas análises!De fato que tragédia grega hein? Zangado bem disse que é um Alone sem cara de Alone!

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  2. KKKKKKKKKKKKKKKKKK amo suas análises!De fato que tragédia grega hein? Zangado bem disse que é um Alone sem cara de Alone!

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