Escrito por: Fernanda Turesso



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DreadOut veio ao mundo com poucas pessoas sabendo sobre ele. Poucas notícias foram dadas, mas quem compra sempre na Steam ficou sabendo no dia de seu lançamento a propaganda do jogo na primeira página. Considerado o Fatal Frame indonésio, DreadOut acabou trazendo de volta aquele terror oriental que a série da Tecmo marcou desde 2002 com seu primeiro título lançado para Playstation 2

Para os ocidentais, DreadOut pode ser muito assustador ou simplesmente passar despercebido. Aqui do outro lado do mundo é difícil agradar os americanos - principalmente - com jogos orientais onde não existem armas de fogo. Como eu havia escrito um tempo atrás sobre o terror oriental nas Visuais Novels e como cada lado do mundo tende a ter crendices populares totalmente diferentes fazendo com que os jogos não seja bem vistos ou ignorados.

Mas, DreadOut trás um novo tipo de terror oriental. Um terror de outra cultura sem ser a nipônica, um terror da Indonésia. Quer dizer, quem já ouviu falar de Palasiks ou Pocongs? Pois é. Existe uma cultura inteiramente nova e que partilha com o Japão (e demais países orientais) os espíritos assustadores e vingativos. 

Sendo um jogo indie em terceira pessoa, já dá para ver que ele começou bem. Jogos nesse estilo são referências a jogos de terror dos anos 90 e 2000 que marcaram muitas pessoas, e por ser indie, ele acaba se tornando diferente depois da enchorrada de jogos FPS e RPG Maker que lançaram nos últimos anos. 


O jogo foi desenvolvido pela Digital Happiness para Windows, OS X e Linux na engine Unity. Ele foi publicado pela PT Digital Semantika Indonesia no dia 15 de Maio de 2014 e se encontra disponível na Steam por apenas R$25,19. 

"Quando o crepúsculo cai, a escuridão começa"

Tudo começa quando Linda e seu grupo de amigos da escola resolvem fazer uma viagem de formatura junto de sua professora até uma cidade turística. Chegando lá, eles descobrem que a estrada está destruída e a cidade completamente abandonada. 

Ao entrar em uma espécie de museu caindo aos pedaços, Linda acaba sentindo poderosas energias sobrenaturais que fazem com que todos se separem e se percam. E agora, ela está sozinha e armada somente com um smart-phone que servirá de fonte de luz e arma contra seus inimigos misteriosos. 

Linda irá experienciar os mais terríveis pesadelos de sua vida...   


Dreadout é um jogo diferente e bem feito. Seus gráficos serem bem desenvolvidos, dando para quase rodar eles no "Fantastic" em um computador sem placa de vídeo, mas, se colocados na versão "Fast" (que para meu computador foi a melhor opção), acaba tirando todo o bonito do jogo. 

Os personagens, cenários e inimigos acabam ficando muito feios e fica parecendo que é um jogo antigo, ao invés de ser algo lançado em 2014. Mas, para jogadores que não ligam para gráficos, isso acaba passando despercebido. 


A jogabilidade é semelhante ao de Fatal Frame. O jogador irá controlar Linda em terceira pessoa e na hora de ativar o celular, a câmera mudará para uma visão em primeira pessoa. Nesse modo a personagem continua andando mas muito lentamente. O smart-phone possui uma bateria que irá diminuir durante o jogo. Também possui um cartão de memória limitado e quando estiver cheio irá substituir as fotos automaticamente. Caso o jogador queira salvar as fotos preferidas dele, bastante deixá-las nos favoritos que elas não serão deletadas. 

Como se trata de um smart-phone, as fotos saem muito rápidas e não é necessário carregar nada. Mas, é bastante difícil de saber quando ou como atingir algum inimigo com ele, pois o celular não dá nenhuma indicação de que está na hora de atirar. O único fator indicativo disso são os inimigos que acabam deixando algumas partes de seus corpos com uma coloração vermelha, indicando seus pontos fracos. 



Como DreadOut é um jogo inteiramente desenvolvido para o computador, obviamente que o jogador irá usar o mouse e o teclado em conjunto. O mouse acaba sendo muito sensível e no começo faz com que o jogador se sinta muito desconfortável na hora de caminhar ou interagir com algumas coisas. Com o tempo isso vai ficando mais fácil e essa sensibilidade acaba ajudando muito em horas que Linda tem de virar rapidamente para trás. 

Assim como em Fatal Frame, Dreadout possui uma lista de fantasmas. A cada inimigo que Linda fotografar, irá direto para essa lista e mostrará algumas informações sobre o mesmo. Normalmente explicando sobre suas origens e lendas. 

No menu também existe um caderno de dicas onde o jogador poderá consultar sempre, caso esteja perdido e não souber muito bem o que fazer. Claro que essas dicas são bastante vagas e normalmente não ajudam em nada. Além disso os documentos também serão guardados nesse caderno e podem ser consultados a hora que o jogador quiser. 

Linda é meio que uma médium. Ela tem sentidos especiais que detectam espíritos ou coisas que possam ser úteis, como pistas. Por exemplo, espíritos que podem atacar o jogador deixam a tela ao redor vermelha, enquanto que objetos e pistas possuem a tela esbranquiçada. 



Todos os cenários, obviamente, são baseados na cultura da Indonésia. Até mesmo os banheiros são daquele estilo oriental que poucos devem ter tido a infelicidade de ter usado (eu nunca usei, mas já entrei em um para trocar de roupa e eu vi aquela coisa estranha). 

O diferencial de Dreadout é que seus desenvolvedores não ocidentalizaram o jogo. Por exemplo, nenhum cartaz ou documento encontrado no jogo foi traduzido. Todos acabam ficando na versão original que é na língua nativa deles. 


Os puzzles do jogo trazem aquele sentimento de nostalgia que muitos tiveram no passado com jogos de terror. Quer dizer, eles não são difíceis, mas fazem o jogador quebrar um pouco a cabeça para resolvê-los. Normalmente existem pequenas pistas por perto, mas isso leva o jogador a concluí-los de forma natural. 

DreadOut acabou sendo muito curto pois os desenvolvedores irão lançá-lo em capítulos. Sendo esse o primeiro Ato em que jogamos, o segundo será lançado de graça na Steam! Também contamos com uma DLC em forma de mangá que está sendo vendido lá também juntamente com a trilha sonora original!


Conclusão, DreadOut é um jogo de terror que trás a tradicionalidade de volta ao mundo do terror. É um jogo que fará muitos jogadores sentirem a nostalgia dos anos 2000 e viver uma nova cultura, mesmo que o jogo seja meio pesado e com gráficos medianos. 

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  1. eu vi um gameplay desse jogo no EDGE, e kra.... o jogo é foda pra caralho!

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    Respostas
    1. Ta muito bom mesmo!
      Queria poder jogar ele no full, mas acho que não mudaria nada da experiência <3

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  2. Nhoooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooow <3 Dread Out :3
    Eu ia comprar, mas um dia antes meu pc quebrou, e cá estou eu, usando um notebook antigo ;n;
    Esse jogo é perfeito cara. As personalidades dos personagens foram bem trabalhadas, e os produtores cuidaram de fazer os mínimos detalhes (tipo quando eles estão chegando na escola e a amiga da Lin dá um tapão nela, ou quando a Lin vai sair do carro e mete a porta na cara de um dos meninos.)
    A única coisa que eu achei meio estranha foi o combate. Me deu uma agonia enorme ver os gameplays no youtube, porque é simplesmente horrível o celular não dar nenhum sinal de que tá na hora de atirar D: Mas eu acho que isso dá um toque de terror a mais (Certo que Fatal Frame também assusta pra caramba, mas Dreadout é mais "honesto" na parte de "garota despreparada aparece num lugar cheio de fantasmas prontos pra enfiarem a tesoura no olho dela).
    Tirando isso, eu achei o jogo muito bom <3 A trilha sonora também é engraçada, e a Lin tem uma das melhores personalidades dos jogos de terror. Se você pensar bem, muitos dos jogos de terror com meninas como protagonistas deixam elas como "sensíveis, meigas, com opinião forte sobre o bem e o mal". E a Linda é diferente, porque ela enfrenta os fantasmas sem medo nenhum, e ela não é daquelas de 'Oh! Estou morrendo! Tenho que morrer heroicamente!", e você percebe isso logo no final, na batalha com a última fantasma (que eu achei um pouco estranha). Ela sai correndo em direção a porta, e quando consegue sair, ela nem hesita e mete a porta na cara da desgraçada *-----* Ela é, digamos assim, mais "humana". Ela não pensou nos amigos na hora de sair dali (claro que isso vai ser trabalhado nos próximos atos), e sim em conseguir sobreviver. Apesar de muita gente pensar que iria tentar salvar os amigos, o que importa em momentos assim é sobreviver. Claro que eu não deixaria meus amigos na mão numa situação dessa, mas mesmo assim, achei muito legal a personalidade dela :3
    Outro comentário grande meu. Acho que sou desses leitores que escrevem outros textos como resposta :P A propósito, não é um museu, é uma escola (Eu acho ._.). Um dos garotos diz que parece um museu por causa do estado de conservação, mas eu tenho quase certeza que é uma escola .-.
    Adorei o post, Morte. Continue assim o/

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    Respostas
    1. Eu não cheguei a terminar o jogo por inteiro. Mas nossa, ele é muito bom!
      Me deixou com aquele clima tradicional de jogos de terror do PS2! Sentia muitas saudades daquela época e pensei que nunca mais iria voltar com nenhum jogo que fosse lançado agora, mas DreadOut conseguiu!

      Simplesmente maravilhoso!

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  3. gostei da analise Sra. Morte, mas não é um jogo que eu jogaria imediatamente, quem sabe um dia quando sair na PSN Plus, ja q a Sony parece que tbm esta apostando nos indies, nao duvido que esse jogo va para o seu catalogo, muito legal a analise ^^

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