Escrito por: Fernanda Turesso

Uma das lendas urbanas mais conhecidas e relidas na arte Ocidental é a do fantasma que teria habitado os subterrâneos da Ópera de Paris no final do século XIX. Desde que Gaston Leroux publicou seu romance em 1910, já foram produzidos dezoito filmes e quatro peças teatrais que narram a história do triângulo amoroso que envolve Erik (o Fantasma), Christine Daaé (a soprano) e Raoul (o pretendente de Christine) sob diferentes enfoques e estéticas. 

Gaston diz que a história do Fantasma da Ópera é real, e que se comprova através de documentos, relatos de contemporâneos aos fatos e vestígios arqueológicos encontrados sob o teatro. 

Eu como sou uma amante do Fantasma da Ópera desde que vi seu filme de 2004 com Gerard Butler interpretando Erik, comecei a me aprofundar mais e mais na história, até que eu tive a brilhante ideia de ir procurar algum jogo sobre ele. E porque não poderia haver um? Afinal o Fantasma da Ópera é considerado por muitos uma novela gótica por combinar romance, horror, ficção, mistério e tragédia.



Um dos jogos é da série Mystery Legends, que são jogos relativamente novos criados pela Big Fish Games. Empresa na qual é uma provedora de mídia na internet que entrega softwares e jogos com uma sede em Washington. The Phantom of the Opera foi lançado em 2010.

"Enfrente o homem por trás da máscara"

As ruínas de uma antiga casa de ópera serve de túmulo para um amor não correspondido. Apesar de há muito tempo abandonada, um fantasma imortal ainda vagueia em seus salões, traçando o retorno do desejo de seu coração. 

Depois de anos longe da ópera, Christine Daaé e Raoul acabaram tendo uma filha chamada Evelina, na qual foi alvo do Fantasma da Ópera. Raptada e sem saber de nada sobre seu sequestrador, Evelina agora terá de descobrir a história que assombra a casa de ópera e enfrentar todos os seus desafios.



Para quem está acostumado com os jogos de point-and-click desde os anos 90, verá que o jogo do Fantasma é bastante fácil e curto. Não apenas por causa das dicas à disposição do jogador, mas também por causa de um guia de estratégia onde mostrará o que fazer, onde encontrar objetos e a resolver puzzles.  

A jogabilidade é simples e intuitiva. O jogador só precisará clicar em direção aos cenários que quer ir. Muitos objetivos, itens e puzzles estarão à vista por causa de pequenos brilhos. Se o jogar não encontrar o que fazer, poderá clicar no espelho mágico que revela as coisas e dá dicas do que fazer em algum cenário. Lembrando que esse espelho pode ser usado apenas um vez a cada tantos minutos, porque uma vez quebrado, ele terá que se reconstruir para ser usado novamente. 

Muitos itens são encontrados em mini-games onde o jogador terá de procurar num cenário todo bagunçado os objetos que estiverem marcados numa lista. Todos os itens são muito bem camuflados e é bastante difícil de encontrar os que você está procurando. Por sorte, o espelho revela o formato do objeto e assim a procura fica bem mais fácil. 



Muitos desses jogos de point-and-click de mistério tem esse mesmo tipo de mini-game para fazer com que o jogador fique procurando objetos. É um meio divertido e fácil de passar seu tempo dentro do jogo. 

Indo um pouco para os puzzles. Existirão muitos deles espalhados por todos os cenários e eles são essenciais para prosseguir na história. Apesar de alguns parecerem ameaçadores, o jogador terá um pequeno tempo, marcado por uma barra, para completar o enigma. Quando essa barra terminar, o jogador poderá optar por terminar o puzzle por conta própria ou simplesmente "pular" e continuar seu caminho. 



Na minha opinião isso deixou o jogo absurdamente fácil, o que deixa ele até meio infantil por conter respostas de puzzles aparentemente fáceis. Acredito que só tendo as dicas de como resolver os enigmas já ajudaria bastante e não tiraria o desafio de todo o jogo. 

Já o ponto forte do Fantasma da Ópera são os gráficos. Os criadores realmente capricharam nos desenhos dos cenários e personagens. O Fantasma agora recebeu uma nova vestimenta e até um novo design para sua máscara, deixando ele bem mais moderno e exótico.

Os cenários são ricos em detalhes e a iluminação da cada lugar é bastante trabalhada. Logo na breve introdução do jogo podemos ver que tudo foi muito bem feito e que deixa o jogador imerso no mistério e beleza das ruínas da ópera. 


A atuação dos personagens foi bem realizada e podemos contar até com dublagens muito bem feitas. A voz do Fantasma passa o terror e o sofrimento que ele passou por todos esses anos com seu amor não correspondido. A personagem principal também transpassa seu medo por ter sido raptada e não saber de nada o que está acontecendo. 




No final, o que vale mais a pena é o desenrolar da história e os desenhos fabulosamente trabalhados. Para quem gostaria de ver uma continuação para a história do original do Fantasma da Ópera, esse jogo é uma boa pedida. 

Como muitos títulos dos jogos da Big Fish, The Phantom of the Opera é gratuito na versão simples e na edição de colecionador custa apenas $13,99. 


O que difere nas duas versões são as buscas bônus, guia de estratégia integrada, história original, uma linda jogabilidade e uma clássica história de amor. 


Nos anos 90 era muito comum termos muitos jogos em point-and-click e ainda por cima feito com pessoas de verdade atuando para fazer as movimentações dos personagens e cenas gráficas. Um jogo muito conhecido que fez isso foi Mortal Kombat, que apesar de não ser point-and-click, tem seus personagens feitos com atores reais. 

Return of the Phantom foi publicado em 1993 pela MicroProse, produzido pelo Matt Gruson e escrito pelo futuro novelista de James Bond, Raymond Benson.



O Palais Garnier - uma casa de ópera - está no meio da estréia mundial de Don Juan Triunfante quando o enorme lustre decorativo da Ópera despenca em cima da platéia e mata várias pessoas. Então, um detetive da Sureté e patrono da casa de ópera, Raoul Montand, vai investigar o caso. O gerente, Monsieur Brie suspeita que o Fantasma tenha sido a causa das mortes. 

Raoul encontra a soprano, Christine Florent, que recebeu uma carta do Fantasma a ameaçando. Raoul começa a investigar mais a fundo e logo após ser derrubado das plataformas acima do teatro pelo Fantasma, acaba desmaiando e em seguida acordando no ano de 1881, onde ele é confundido com o Visconde Raoul de Chagny. 

Agora Raoul terá de descobrir o que está acontecendo e tentar impedir o Fantasma de assassinar mais pessoas...

O Return of the Phantom usa uma interface de point-and-click, como tantos outros jogos de aventura dos anos 90, mas não é completamente baseado nos clássicos. O jogador terá de criar frases com palavras como: olhar, pegar, abrir, empurrar, dentre outras e combiná-las com itens pegos. Para andar o jogador terá de clicar no local que deseja ir e assim por diante. É muito parecido com a jogabilidade de Clock Tower: The First Fear do Super Famicom e Dark Seed para DOS também. 



A investigação começa na própria ópera e o jogador poderá entrevistar os atores e pessoas que ainda estão no local. Isso é feito com um simples menu de múltiplas escolhas, onde o jogador poderá escolher as suas perguntas e respostas. 

Graficamente e musicalmente não há nada de errado em Return of the Phantom. Os gráficos digitalização atores reais e fazem com que os personagens tenham movimentos muito realistas. Já os cenários são feitos em pixels mas mesmo assim são muito detalhados, além de terem um lado sombrio que se encaixa perfeitamente no tema. 



O jogo tem a opção para iniciantes e um modo mais desafiador, mas de todo modo o jogo não é muito difícil. A única coisa que deixa o jogo meio complicado é que colocaram um labirinto terrível que foi usado, principalmente, parar alongar o jogo - e frustrar os jogadores. 

O ponto forte de Return of the Phantom é a história e a exploração. Apesar de ser um jogo bastante interessante e bem feito, não trás muitos desafios para os jogadores.

Bom, é isso pessoal! Espero que tenham gostado!

Fonte: Metáfora do Fantasma da Ópera por Viegas Fernandes da Costa

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  1. legal, eu já joguei um jogo da mesma produtora do The Phantom of the Opera era uma história de vampiros, realmente é bem fácil zerar e eu também diria que é indicado pra todas idades. Bem que poderiam criar um game novo baseado nesta história.

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    1. Verdade... Queria mais jogos baseados nessa história. Pena que os jogos de point-and-click de hoje são muito fáceis D:

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