Escrito por: Fernanda Turesso

Fatal Frame, também conhecido como Project Zero na Europa e Zero (零) no Japão, é uma série de jogos de terror clássico do PlayStation 2. Os jogos tem como premissa mostrar um pouco das lendas e a religião do Japão. Onde normalmente o jogador irá lidar com fantasmas, exorcismos e obscuros rituais xintoístas. 

Criado pela Tecmo, Fatal Frame é um dos jogos de horror mais bem recebidos até hoje. Foi uma entrada original para o gênero por fazer o jogador explorar uma mansão assombrada e ter de exorcizar espíritos com apenas uma câmera fotográfica. O jogo, desde então, ganhou uma reputação muito boa e se destingue bastante dos outros títulos do gênero. Com o primeiro título lançado, creditado como um dos jogos de horror mais bem escritos já feitos, segundo a UGO Networks.  

A origem de Fatal Frame

Muitas revistas e até mesmo na própria introdução de Fatal Frame podemos ver o slogan "baseado em uma história real", no entanto, a validade desta afirmação é falsa. 

O enredo do jogo é supostamente baseado em lendas que cercam a Mansão Himuro, que diziam ser encontrada em uma das entradas de Tóquio, no Japão. 

Nesse local eram contadas histórias de mortes horríveis entre familiares e habitantes da mansão décadas atrás, no entanto, o produtor da série, Makoto Shibata disse que a mansão não existe e não foi base para a história do jogo. Em vez disso, ele citou duas velhas lendas urbanas japonesas como inspiração principal. Além disso o "baseado em uma história real" não foi explicitamente anunciado no Japão. Isso só aconteceu fora do país. 



Makoto Shibata também descreveu sua inspiração real em uma entrevista:

"Em uma área fora de Tóquio, encontra-se uma mansão em que sete pessoas foram assassinadas de uma maneira terrível. Na mesma propriedade, se encontram três residências unifamiliares que cercam a mansão, todas as quais são ligadas à mesma. 


Diz-se que há uma rede subterrânea de túneis, mas ninguém sabe quem fez ou para que serviam. Muitos fenômenos inexplicáveis foram relatados ocorrendo na propriedade. Marcas de mãos sangrentas foram encontradas espalhadas pelas paredes. Espíritos foram vistos no local... Mesmo em plena luz do dia! 


Uma escada estreita levava ao sótão, onde havia um talismã que, diziam, estar selando um espírito. Muitos homens tentaram encontrar esse talismã, mas seus corpos foram encontrados desmembrados com marcas de cordas em seus pescoços e pulsos. Existe uma antiga estátua de uma mulher com um quimono, mas sua cabeça sumiu. 


E dizem, que se você tirar uma foto de certa janela, uma pequena garota pode ser vista nas fotos. 


Esses incidentes tem provocado muito medo nas pessoas de Tóquio, e muitos acreditam que as pessoas que vivem perto desse lugar são amaldiçoadas. As mortes das sete pessoas nunca foram explicadas."


Com base nessas lendas - sendo verdadeiras ou não -, podemos ver que Fatal Frame é um jogo bastante assustador para as pessoas facilmente impressionáveis. Ainda mais para os orientais que são incrivelmente supersticiosos e acabam tendo mais medo do que os ocidentais. 

Mas as inspirações não param por ai, Makoto Shibata conta que criou Fatal Frame através de suas próprias visões na vida real, o que faz o jogo ficar ainda mais criativo e medonho por conter certas realidades.  



Ele tentou criar uma reação emocional nos jogadores e fazer com que eles sentissem o que eles nunca haviam visto antes nas telas. Como resultado, ele optou pelo gênero horror, na qual era uma área alinhada com seus interesses pessoais, uma vez que ele tem tendência a ver "coisas sobrenaturais". Em outras palavras, a experiência de Makoto em ver coisas que não estavam realmente lá - ou de perceber coisas anormais em torno dele - foram alguns dos fatores de medo que ele pensou que iria apelar para um lado emocional mais forte no jogador. 

As pesquisas iniciais do novo hardware do PlayStation 2 levaram à conclusão de que ele seria capaz de recriar algumas das maneiras que ele mesmo havia experienciado vendo "coisas" na vida real. Também, a existência de Silent Hill foi benéfico para que ele pudesse ver como o horror no PlayStation 2 estava sendo visto pelos jogadores. Como resultado, a tarefa de Makoto foi a de dar um passo à frente e conseguir com que os jogadores sentissem coisas que ele mesmo sentia, recriando um sentimento inimaginável. 

Quando Makoto começou a trabalhar no Project Zero, a ideia básica era que, quanto mais medo e pavor fornecessem ao jogador, mais assustado ele ficaria e mais iria vender. Como resultado, muitos jogadores chegaram a desistir no meio do jogo, porque eles não conseguiam suportar. Para que isso não acontecesse, ele teve de fornecer alguns fatores encorajadores para que eles conseguissem completar o jogo. Isto o levou a fazer uma história bem escrita. 

"Um mistério não revelado..."


O primeiro título da série foi lançado em 2001 para PlayStation 2 e Xbox. Além de que, também foi lançado na PSN como um dos clássicos do PlayStation 2 em 2013. 

Um aspirante a folclorista chamado Mafuyu Hinasaki, que decide uma noite ir investigar a Mansão Himuro, um lugar que dizem ser assombrado, atrás de um folclorista famoso chamado Junsei Takamine. Mafuyu acaba sofrendo alguns problemas no local e fica desaparecido há mais de duas semanas. Assim, sua irmã preocupada, Miku, vai para a mansão procurar por ele. Temendo o pior, ela acaba encontra a câmera fotográfica de Mafuyu e acaba descobrindo os segredos que a residência dos Himuro esconde. 

Fatal Frame começou muito criativo no meio de tantos jogos de terror saindo para o PlayStation 2 e demais consoles. Seu diferencial é que ele fazia com que a personagem principal não fosse somente fraca e assustada, mas que dava à ela somente uma câmera exorcizadora para se defender de inimigos fantasmagóricos. 

O jogo é todo em terceira pessoa, nós podemos controlar o personagem para qualquer lugar da mansão. Mas ao ativar a câmera entramos em um modo em primeira pessoa, onde o personagem fica bastante lento ao andar, sendo assim impossível de jogar com a câmera ativada. 



Nesse modo você pode tirar fotos de fantasmas hostis que irão te atacar sem dó, nem piedade. Nesse modo a câmera irá mudar seu circulo de centralização para várias cores que estão sujeitas a alterações dependendo da lente que se usa. O que indica que um fantasma é hostil, é o pequeno medidor de energia no topo da câmera que fica amarelado. No canto superior esquerdo podemos ver a barra de energia do espírito e no canto inferior de mesmo lado, podemos ver quantos filmes temos sobrando. 

Os fantasmas benignos normalmente são espíritos colecionáveis e que servem para contar um pouco sobre o que aconteceu no local; Portas trancadas, onde teremos que tirar uma foto e saber o que temos de buscar para que ela seja aberta ou objetos escondidos. Nesse modo a câmera fica com um pequeno medidor de espíritos no canto da tela (ou no topo dela quando estiver ativada) e o círculo de centralização ficará em tons azuis. Esses fantasmas não matam a personagem de maneira alguma. 

Para se conseguir pontos no jogo precisa-se matar fantasmas. Quanto mais se encontrar no jogo, melhor. Mas, para que o jogador consiga mais pontos que o normal, pode ser executados combos, sendo o mais forte deles o "Fatal Frame", que pode matar fantasmas mais fracos com um só golpe. Os combos vão depender de quantos filmes você tem (e o tipo deles), qual é a sua lente e a sua aptidão em mirar corretamente. Quanto mais centralizado um fantasmas estiver, mais chances de obter combos o jogador terá. 



A câmera terá muitos upgrades no decorrer do jogo. Dentro disso estão os sensores de fantasmas, as lentes que podem ter diferentes ataques e efeitos, como por exemplo o Stun (que deixa os inimigos lentos). O poder de ataque da câmera, velocidade, entre outras coisas que você poderá aumentar com os pontos que ganhar e também com as Spirit Orbs (que a cada tantos pontos, poderá colocar uma e assim ir aumentando o nível). Acredito que em apenas um gameplay, o jogador seja capaz de dar upgrade em 80% da câmera. 

No jogo temos uma lanterna também, mas não sendo muito necessária pois os cenários não são tão escuros como em Silent Hill 2, por exemplo. Muitos itens também estão disponíveis, alguns sendo itens de consumo, sendo a maioria chaves necessárias para abrir portas, completar tarefas ou resolver alguns puzzles. 

Os puzzles são encontrados com frequência, alguns sendo baseados no mesmo conceito, mas tornando-se progressivamente mais difíceis. 

Fatal Frame possui, normalmente, duas dificuldades iniciais (easy e normal) e depois de fechar o jogo, podem ser abertas as dificuldades Hard, Nightmare ou Fatal (mas essa está disponível apenas na versão do Xbox). A diferença de cada nível são os itens de cura, filmes em escassez e os inimigos possuem mais poder de ataque e vida. 

"Espíritos hostis estão à espreita em qualquer lugar da Mansão Himuro"

O principal aspecto de horror do jogo é, sem dúvida, os fantasmas. A mecânica programada para os fantasmas lhes permitem flutuar etéreos pelo ar, paredes, pisos e até mesmo se teletransportar, assim, permitindo-lhes muitas maneiras de atacar o jogador. Aparições dos fantasmas geralmente são inspiradas por suas mortes ou por estigmas japoneses. 



O jogo, dependendo de qual console é jogado, oferece finais diferentes. Após a conclusão do jogo, um ranking é dado e nele é análise o tempo, pontos acumulados, itens pegos e outras categorias. O jogador também recebe recompensas destraváveis como roupas alternativas e funções da câmera. Isso depende de qual dificuldade foi jogada, quanto dano o jogador levou, quantos fantasmas ele conseguiu localizar e outros critérios também. 

Ao terminar o jogo podemos liberar o Modo Battle, onde o jogador é confrontado com uma luta contra fantasmas específicos e é recompensado com pontos para comprar itens desbloqueáveis. 

Uma opção também é dada onde o jogo pode ser repetido com todos os equipamentos, upgrades e itens do gameplay anterior. 

Mudanças regionais e a Versão do Xbox!

Na versão do Xbox inclui muitas mudanças, sendo que a maior adição foi um novo final exclusivo que é desbloqueado na dificuldade Fatal. A aparência do visor da câmera também foi renovado e existem mais fantasmas escondidos para completar a lista. Diários foram adicionados, bem como uma batalha opcional com um novo fantasma durante a Noite Final do jogo. 

Além da mudança de nome, outros aspectos do jogo sofreram alterações no lançamento fora do Japão. O termo "Fatal Frame" não havia sido introduzido até o lançamento no exterior. Outra mudança importante foi no design de personagens. As roupas foram mudadas e o rosto também foi editado, dando-lhe olhos menores e lábios mais vermelhos. Seu cabelo também foi deixado mais claro. Essa nova modelo foi usada para versões posteriores, incluindo a versão de Xbox. 

"As borboletas irão preencher o céu mais uma vez..."

Mio e Mayu são irmãs gêmeas. Um dia elas estavam em uma floresta onde passaram sua infância. Mio se lembra da uma vez em que elas estavam correndo por uma trilha e Mayu caiu em lugar alto e machucou sua perna. Desde então ela ficou coxa. 

Mio se arrepende profundamente disso, então, ao tentar relembrar sua irmã disso acabou percebendo que a mesma estava indo em direção a floresta seguindo uma borboleta vermelha. Mio corre atrás dela e enquanto tenta alcançá-la acaba tendo visões de uma mulher de quimono branco. 

Quando Mayu finalmente para, as duas já estão dentro de uma vila há muito tempo escondida. Seu nome é Vila de Todos os Deuses. E esse é exatamente o lugar onde elas estão. 

Agora as duas terão de encontrar seu caminho para sair sãs e salvas desse misterioso lugar. Muitas memórias ocultas habitam as casas. Muitas tristezas e rituais estavam esquecidos há muito tempo... 

O jogo gira em torno dos fantasmas gêmeos. Muitos lugares você encontrará crianças gêmeas. O destino da vila foi causado por causa de um dos rituais que não deram certo com Sae Kurosawa e sua irmã, Yae. Mas entrarei em detalhes!

Makoto fala um pouco de como conseguiu criar Fatal Frame II: Crimson Butterfly, que começou relativamente pouco tempo após o primeiro jogo ser concluído. 

Desde que Fatal Frame havia recebido muitos comentários de que os jogadores tinham muito medo a ponto de não conseguirem terminar o jogo, Makoto Shibata resolveu focar sua atenção numa história mais interessante, para que isso incentivasse os jogadores a superar o medo e querer ver o fim da história. 



O enredo é baseado em um sonho que Makoto teve depois que finalizou o primeiro título. O sonho era assustador, mágico e traumático, e que tinha um enredo perfeito - mesmo com um título e um final estruturado. Assim, foi simplesmente um caso de como interpretar o sonho e recriá-lo no jogo. 

Em um cenário de horror é normal que os fantasmas e espíritos não apareçam em locais exatos em que morreram e  pode-se sentir a presença deles em outros lugares de vez em quando. Além disso, a forma como um determinado espírito faz sua aparição pode ser diferente, dependendo da ocasião. 


Tais ciclos intermináveis de pensamentos são as características principais do horror psicológico. 

"Uma vila perdida que esconde terríveis rituais"

Fatal Frame II: The Crimson Butterfly utiliza uma mecânica de jogo muito semelhante ao seu antecessor, mas, com algumas alterações e atualizações. Na maior parte do jogo o jogador irá controlar Mio Amakura, com exceção de algumas cenas curtíssimas onde se pode controlar sua irmã gêmea, Mayu. 

Como na premissa original da série, sua única arma é uma câmera fotográfica. Uma antiga câmera com a capacidade de exorcizar fantasmas ao tirar suas fotos. Como no jogo anterior, muitos filmes e lentes especiais podem ser encontradas no decorrer do jogo, que aumentam o dano causado nos espíritos. Funções nativas da câmera podem ser atualizadas usando as Spirit Orbs. Elas são usadas para aumentar os pontos de qualquer item da câmera, tais como, velocidade, dano máximo e etc. 



A câmera também possui um filamento que brilha nas cores vermelhas quando aparece um fantasmas hostil. Já com fantasmas benignos ela brilha em azul. Igual ao primeiro Fatal Frame. 

Durante o jogo, Mio tem de explorar toda as casas da vila. Nesse período o jogador experienciará muitos puzzles. Além de fantasmas hostis, há inúmeros espíritos ocultos que o jogador poderá fotografar para receber pistas ou revelar mais algo sobre a história. 

No segundo título da série também fora adicionado um rádio, conhecido como Spirit Radio, onde o jogador poderá ouvir objetos de pessoas mortas que contenham memórias delas. Então qualquer pedra, colar, brinco, chaveiro pode ser ouvido no rádio para entender melhor sobre a história. 

O jogo, como no primeiro, é dividido em capítulos e em sua maioria relacionados a determinadas áreas em que Mio visita. No total são nove capítulos e um décimo é especial, onde só aparece na dificuldade Hard e Nightmare. 

No New Game+ poderemos obter mais recursos, tais quais, começar o jogo com todos os upgrades já prontos da jogatina anterior e todos os itens que o jogador pegou. Durante vários playthroughts poderá ser desbloqueado vários conteúdos bônus, incluindo um modo missão, onde o jogador terá de completar várias missões, que basicamente são matar fantasmas em determinado tempo ou com certo tanto de filmes e vários outros desafios. Cada missão presenteará com pontos para serem trocados por itens novos, roupas, galerias, lentes especiais e até filmes. 


Os fantasmas do segundo título são bastante criativos e em várias ocasiões iremos nos deparar com as assombrações mais horríveis que o jogador pode imaginar. Apesar de serem bastante comuns, existirão muitos fantasmas considerados "sub bosses" que farão com que o jogador tenha bastante problemas em derrotá-los. Já alguns fantasmas principais irão aparecer em certos cenários e que serão letais para o protagonista. Com apenas um golpe, você estará morto. 

Como nas crendices orientais, os fantasmas pegam características da morte que sofreram. Como por exemplo, a minha preferida, Fallen Woman. Ela se jogou do topo da escadaria para escapar do terrível destino que a vila estava sofrendo. Só que sua tentativa de escapar foi em vão, assim fazendo com que ela repetisse o ato de sua morte eternamente. 

Na versão de Xbox 



A versão de Xbox se chama Fatal Frame Director's Cut. Nessa versão há um modo FPS, onde o jogador poderá ver todo o jogo em primeira pessoa. Isso ajudou a consertar vários problemas com as posições das câmeras fixas, mas infelizmente, o modo FPS tira muito da atmosfera do jogo. Onde alguns fantasmas podem aparecer repentinamente e o jogador perder esses eventos por conta da câmera diferente. 


A versão de Xbox também inclui uma loja, onde o jogador poderá trocar os pontos por itens, um modo sobrevivência, um novo final exclusivo, gráficos melhorados e um maior número de roupas alternativas a serem desbloqueadas. 

Fatal Frame II: Deep Crimson Butterfly - Versão do Nintendo Wii

No remake de Fatal Frame II: Crimson Butterfly para o Nintendo Wii, não foi uma mudança muito grande. Na realidade foram apenas atualizações de gráficos, algumas cenas, alguns fantasmas novos e dois finais alternativos. No todo, o remake não possui diferença alguma do primeiro, sendo até os mesmos puzzles com as mesmas soluções. Quer dizer, se você sabe de cor a versão de PlayStation 2, saberá a versão de Nintendo Wii.

A música tema original de Fatal Frame II era cantada pela Tsukiko Amano, sendo a canção "Chou" (borboleta). Já no remake, foi cantada por ela também, mas com a canção "Kurenai" (vermelho escuro)


Única diferença que foram adicionada no remake foi alguns mini jogos extras e uma personagem nova chamada Kureha, que cuida do santuário da vila. Ela lhe desafia a completar as missões e fazer os mini games.

As missões são compostas de atravessar cenários com visão em primeira pessoa e tentar acertar os fantasmas que aparecem durante o caminho. Como se fosse um jogo arcade parecido com The House of the Dead.

Em outros você terá de coletar alguns objetos enquanto um fantasma corre atrás de você. Se não for rápido o suficiente, você morre. 


No final, os pontos que você conseguiu poderão ser trocados na loja por itens de cura, roupas alternativas e upgrades para a câmera. 


"O medo que se espalha..."


Em um acidente automobilístico, Rei Kurosawa perde seu namorado, Yuu, para sempre. Algum tempo depois ela acaba sonhando com ele em uma estranha mansão. Depois segui-lo pelo estranha local, Rei começa a visitar a Mansão dos Adormecidos em seus sonhos à noite, na esperança de ver seu namorado novamente. Enquanto ela explora o lugar é perseguida por fantasmas vagando pelos salões. Eles estavam cobertos por tatuagens e após ela ser tocada apenas uma vez por eles, Rei acorda de seu pesadelo com uma dor lancinante, onde começou a crescer uma tatuagem igual à deles. 

Rei acaba retornando para a mansão todas as noites a procura da maldição da tatuagem e, eventualmente, ela descobre que somente aqueles que são os sobreviventes do desastre é que são trazidos à mansão novamente. 


"Makoto Shibata diz que Fatal Frame III e toda a série foram baseadas nas experiências sobrenaturais que ele teve e sonhos detalhados"

O primeiro Fatal Frame utiliza uma técnica de terror japonês de contar com a imaginação do jogador para criar um sentimento de medo, enquanto que o segundo coloca ênfase na narrativa. No terceiro, Makoto tentou o "medo à espreita dentro do cotidiano" como tema. Em filmes de terror normalmente o quarto ou o banheiro acontecem, muitas vezes, coisas assustadoras, então ele e sua equipe decidiram testar isso do jeito deles e se aventurarem nesses reinos clássicos também. 




No entanto, deixando o "coisas assustadoras em locais realistas" careceria de beleza, que é essencial para qualquer jogo de terror e eles precisavam de mais. 

Então veio a ideia: uma velha casa japonesa dentro de um sonho. Uma casa no mundo real e um jogador que viaja entre os dois mundos. Na casa japonesa a atmosfera é cercada por uma densa neve caindo, cerimônias misteriosas e o espírito de uma menina coberto com tatuagens dolorosas. Interagindo com ela, faz com que o mundo dos sonhos se corrompa no mundo real. 

Essa inspiração Makoto teve em seus próprios sonhos e experiências sobrenaturais. Nos sonhos, muitas vezes ele visitava uma casa no estilo japonês, parecido com o da série. O mundo de Fatal Frame se inspira em seus pesadelos terríveis. Claro, todo mundo tem pesadelos realmente assustadores de vez em quando, mas a maioria das pessoas geralmente esquece deles quando acordam. Mas, segundo Makoto, ele sempre lembra dos dele com grandes detalhes. 


O mundo de Fatal Frame III está cheio desses tipos de sonhos e experiências sobrenaturais que eu tenho.

"Dois mundos se mesclam e o terror se encontra ao seu lado"

Fatal Frame III: The Tormented é similar aos seus antecessores. Diferencial agora é que temos três personagens com histórias separadas, entre eles, a personagem de Fatal Frame estará presente. 


Os personagens jogáveis são Rei, Miku e Kei. Todos usam a Camera Obscura para fotografar pistas e lutar contra os fantasmas hostis. Como nos jogos anteriores, Fatal Frame III também é separado por capítulos, mas agora chamados de "Horas", e entre cada hora o jogar é capaz de andar pela casa de Rei durante o dia para reunir pistas de sua investigação. E à noite ela dorme e entra na Mansão dos Sonhos. 

Uma diferença fundamental é que certas fotos tiradas dos espíritos ou até de alguns locais da mansão, são capturadas com mofo (que até então eu achava que estavam congeladas q). Para poder ver essas fotografias o jogador terá que ir para a casa da Rei e revelá-las na sala escura de sua casa (já que ela é uma fotógrafa profissional). Nessas fotos podem ser encontradas informações valiosas para a história. 

Cada "Hora" Rei acordará no mundo real e dormirá para entrar no mundo dos sonhos. Como consequência disso, os dois mundos acabam se interligando e começam a aparecer fantasmas na casa de Rei. Mesma coisa as tatuagens que acabam crescendo cada vez mais no corpo dela. 



Os controles básicos e a mecânica ficaram praticamente os mesmos. Existem os filamentos onde indicam a presença de um fantasma e quando a câmera estiver ativada o jogador poderá investigar ou batalhar. Uma pequena mudança agora é que os filamentos tem uma capacidade adicional. Além de indicar se o fantasma é hostil ou não, ele também ficará azul quando um fantasmas vagante não sabe da presença do jogador, e a vermelha quando se sabe de sua localização, assim, acrescentando uma jogabilidade furtiva. E em adicional, colocando pequenos lugares para que os protagonistas possam se esconder de alguns fantasmas muito fortes. 

A câmera também tem uma quantidade limitada de filmes e, por tanto, deve ser constantemente recolocado. Os pontos são ganhos através de lutas contra espíritos ou por tirar fotos dos benignos. Esses pontos podem ser trocados por upgrades da câmera, itens desbloqueáveis, roupas alternativas e etc. 

Como nos jogos anteriores, há sequências curtas de puzzles espalhados por todos os cenários que aumentam progressivamente a dificuldade. 



Em alguns capítulos o jogador terá a oportunidade de jogar com Miku ou Kei. Cada personagem tem uma habilidade paranormal diferente, fazendo com que cada um dos seus estilos seja único. Rei é capaz de usar o flash da câmera para assustar e se desprender de alguns espíritos, mas isso é limitado. Miku tem um colar especial chamado "Pedra Sagrada", que diminui a velocidade dos espíritos quando usado. Além disso, usando a "dupla capacidade", ela poderá dobrar a carga de danos da câmera. Ela também consegue se rastejar em lugares menores devido ao seu pequeno tamanho. 


Kei sendo maior e mais forte, consegue executar ações diferentes como: arrastar móveis ou saltar de um telhado para outro. No entanto, como a capacidade espiritual de Kei é mais fraco do que a das mulheres, sua câmera é significativamente mais fraca e ele deve se esconder para evitar contato com espíritos, principalmente da Reika Kuze

Aqui o Spirit Radio não existe mais e ele foi substituído por um rádio comum. Agora temos que buscar fitas k7 para podermos ouvir algumas coisas a mais da histórias. 

"A Luz da lua... "



Ruka Minazuki vai para a Ilha Rougetsu, sua cidade natal, na esperança de descobrir as memórias que ela perdeu. Seu motivo maior de ter ido para lá é por causa de duas amigas, Misaki Asou e Madoka Tsukimori, que foram para lá com o mesmo motivo e desapareceram. 

As três meninas são as únicas sobreviventes de um sequestro que ocorreu em Rougetsu há dez anos, no entanto, elas não tem nenhuma lembrança do incidente. Elas foram resgatadas por um detetive chamado Choushiro Kirishima, que as encontrou no subsolo, na véspera da dança cerimonial da ilha, chamada Kagura. 

Logo após esse incidente, as famílias dessas meninas foram viver longe da ilha. No entanto, um misterioso incidente ocorreu lá dois anos mais tarde e nenhum dos seus habitantes sobreviveram. 

Agora duas das meninas sequestradas morreram e apenas Ruka, Misaki e Madoka vão tentar descobrir os mistérios por trás dessas mortes...

"Prepare-se para os novos controles do Nintendo Wii"

Zero ~ Tsukihami no Kamen, conhecido como Fatal Frame IV: Mask of the Lunar Eclipse para os jogadores ocidentais, foi o primeiro jogo da série a não ser desenvolvido e publicado pela Tecmo, o primeiro a não ser lançado para o PlayStation e fora do Japão. Ele foi desenvolvido pela Grasshopper Manufacture's Goichi Suda e publicada pela Nintendo em 2008.  Mas, com a ajuda de fãs, o jogo foi traduzido para inglês e assim pôde ser jogável nas terras ocidentais. 

Fatal Frame IV acaba sendo mais do mesmo. O diferencial é que agora o jogador poderá ter um controle mais realista do jogo, usando o Wii Mote e o Nunchuk, onde ele funciona com uma mira para a câmera e a lanterna. Claro, os personagens são controlados em terceira pessoa com nos outros títulos da série. 

O jogador também terá três personagens jogáveis, assim como em Fatal Frame III. Nele teremos Ruka, Madoka e Misaki. Todas usam a Camera Obscura para fotografar espíritos vagantes hostis ou benignos para adiquirir mais pistas sobre suas memórias perdidas.

Fatal Frame IV, assim como todos os outros da série, é dividido em capítulos onde o jogador poderá controlar cada personagem e suas histórias dentro da mesma Mansão. 

Os controles acabaram ficando muito parecidos com o de seus antecessores e a mecânica é muito adaptada para os controles diferenciados do Nintendo Wii. Existem muitos movimentos singulares com o balançar do controle que lhe dá viradas bruscas de 180° nas personagens. O botão Z serve para se livrar dos fantasmas que te agarram. Esses controles são muito bons para implementar a imersão do jogo, mas na exploração do ambiente, há uma série de problemas. 

É realmente difícil de olhar para baixo apenas apontando o Wiimote, além de ser muito lento e tedioso. Quanto o jogador quiser procurar algum item que está no ambiente, primeiro ele deve iluminar com sua lanterna por alguns segundos para tornar o mesmo visível. Isso acaba não funcionando direito e faz com que o jogador fique preso em determinados lugares por vários minutos até encontrar os itens que realmente precise para seguir em frente. 



Na Camera Obscura ficaram as mesmas funcionalidades. Existem os filamentos que indicam a presença de fantasmas hostis ou benignos, além disso, houve uma pequena melhoria nele e agora o jogador pode ver onde existem objetos a serem pegos quando filamento aumentar a intensidade da luz. Fora que ele também indica onde o fantasma está indo por quatro direções que aparecem ao ativar a câmera.

A câmera possui uma quantidade limitada de filmes e, por tanto, precisa ser reposto constantemente. Os pontos ganhos com as lutas e investigações podem ser trocados por upgrades na câmera, que funcionam igual aos outros, mas agora juntando os Red e Blue Crystals. Cada um tem uma funcionalidade. Os vermelhos sendo usados para dar encantamentos nas lentes e os azuis para dar upgrade da câmera em geral. Também podem ser trocados por itens desbloqueáveis, roupas alternativas, músicas e etc. 




Há também o Mission Mode, onde o jogador poderá receber várias missões simples, tais quais, matar fantasmas em determinado tempo, tirar tantas fotos por determinado tempo, matar tantos fantasmas em determinado tempo e por ai vai. Assim como nos outros títulos da série, esses pontos podem ser trocados na loja do jogo. 

Os combos estão presentes desde o primeiro Fatal Frame. Quanto mais poder tiver a câmera, filmes, lentes boas e tudo, o jogador poderá fazer combos para destruir os fantasmas mais rapidamente e conseguir mais pontos. Único diferencial nesse quarto título é que aparece uma lista de pontos e o que o jogador fez ao final dela. 


Existem pequenos puzzles que estão espalhados por todos os cenários e que aumentam a dificuldade progressivamente.  

O Spirit Stone Radio encontrado em Fatal Frame II: The Crimson Butterfly foi recolocado nesse jogo também. Uma pequena curiosidade é que agora os sons do rádio podem ser ouvidos apenas na caixa de som do Wii Mote, dando uma imersão à mais no jogo. Fora que não apenas os sons do rádio podem ser ouvidos, mas como todo fantasma que é capturado pela câmera mandará um som agonizante direto para o Wii Mote. O som realmente parece que está falhando e dá um medo a mais quando o jogador não sabe sobre isso. 

Um exemplo disso foi eu mesma que, ao jogar, não sabia nada sobre essa pequena caixa de som no controle e eu realmente achava que estava ouvindo coisas fora do jogo. Isso realmente me deixou assustada até descobrir da verdade. -Tristeza.































Bom pessoal, finalmente terminei esse post enorme!
Não coloquei aqui o último jogo da série, que apesar de ser Spin-Off faz parte de Fatal Frame. A Claudia já havia feito um post sobre ele e se quiserem saber mais sobre o Spirit Camera, só entrar AQUI!



Fontes: Fatal Frame Wikia  e Playstation.Blog de Makoto Shibata

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  1. Aweee \o/ le morte-sama fazendo um post fodastico *-* fico otimo morte ^^ tem muitacoisa q naosabia a respeito do jogo que você colocou aqui xD Ficou otimo mas nao vou esquecer da "coxa" =X EUHEUHUE

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    Respostas
    1. HIUSHAIUSHIUAHSIHIUASHIUAS

      Agora vc aprendeu uma palavra nova, fique feliz!

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  2. Morte, o post ficou perfeito! (Combinou meu amor por Fatal Frame com meu amor por postagens longas) E você está escrevendo resenhas cada vez melhores, parabéns! =)))
    Queria saber se você já jogou The Curse Of Blackwater, eu joguei recentemente e te recomendo MUITO (pra Claudia e pro Gabriel também, caso eles gostem do gênero *-*)
    O jogo combina um terror psicológico e perseguições aterrorizantes, bem no estilo de Amnesia, embora não tenha puzzles (apenas encontrar os itens e usá-los em determinado lugar), mas eu o considero mais amedrontador e agoniante que Amnesia ou Penumbra.
    O jogo não tem jumpscares, (a não ser quando você vira pro lado e o monstro ta lá HXUHSXUHSXUHSU) a sonoplastia é foda demaisss de terrível e eu acho que vale a pena dar uma chance a ele. (Se for jogar e fazer análise, fala que eu recomendei 'u'). Afinal o jogo começa numa floresta, depois o jogador anda até um hospital de maternidade e chega num laboratório abandonado (tem como não dar merda?)

    Bom, obrigado pela postagem de Fatal Frame e dá uma jogada se possível em The Curse Of Blackwater! E Desculpa pelo textão aqui nos comentários, gosto de convencer os outros a jogarem algo que eu gostei HUXHUSXHUSXHUXS.

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  3. Ah obrigada pelos elogios Luis, e que ótimo que gostou da postagem! Fico feliz!
    Bom, nem se preocupe com os textos enormes, adoramos comentários assim também!

    E pode deixar, irei jogar o Blackwater, nunca tinha ouvido falar, mas parece ser bom!

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  4. Alguma esperança de lançamento para PS3?

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    1. Não, eles estavam lançando na PSN como PS2 classic, mas já tiraram do ar de novo.
      Mas algum jogo novo para outras plataformas fora do Wii, dúvido que saia.

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  5. Jogo clássico, muito bom, anunciaram recentemente uma versão dele para o Wii U

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  6. Morte como já disse em outros posts adoro seu trabalho e esse foi um dos mais detalhados e longos que já li, se cada texto que você escrevesse você ganhava 500 reais você seria mais rica que o Silvio Santos kkkk continue assim criativa e detalhada em seus textos. seus textos acabaram com meu tédio de vez graças a você minha noites não são mais entediantes muito obrigado (com muito carinho Vinicius)

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  7. Isso só comprova o que eu sempre pensei, pra fazer terror bom você tem que ser meio louco LoL.

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  8. A série é muito boa, entre Silent Hill e Resident Evil, foi a que mais chegou perto de me assustar. É lamentável no entanto que com o tempo ela acabou perdendo esse terror e impacto, fora o fato dessa mania de lançar apenas no Japão, que inclusive prejudica as vendas. O criador parece ser uma pessoa muito interessante, gostaria de poder conhece-lo um dia. Quem sabe quando aprender japa, né? Kkkkkkkkkk. Pensar que o sonho mais assustador que tive foi de um homem ser comido por cães após achar uma bolsa cheia de dinheiro no mato e querer ficar com ela, enquanto sua companheira que havia caído num buraco escutava toda a carnificina! Ótimo post.

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