Escrito por: Fernanda Turesso



Já diziam os antigos, tudo que é proibido é sempre mais tentador. Mas, na concepção dos japoneses, tudo que é proibido é sempre motivos para um deus guardião de uma vila ficar extremamante irritado com o mundo e querer jogar o inferno na Terra. 

Fico pensando comigo mesma e acho que os deuses ficam irritados por pouca coisa. Mas enfim. 

"Não quebre as regras ou se não você vai sofrer as consequências"


Akemi Tan é um jogo de RPG Maker criado pelo Outkataoka no final de 2012 onde conta sobre uma menina chamada Shimoda Shimoko que vive numa pequena vila protegida por um deus chamado Ou. 

Ou precisava, frequentamente, de oferendas para proteger a vila e os aldeões se revezavam para entregá-las sempre. Diz a lenda que quem quebrar as regras - como entrar em seu templo ou comer alguma oferenda - a vila iria cair em desgraça, onde espíritos malignos iriam dizimar o lugar.

Dessa vez, a família de Shimoko foi escolhida para fazer a oferta e agora alguma coisa poderia dar errado nesse dia?  




Akemi Tan é mais um entre o mar de jogos japoneses para a engine RPG Maker. Começando pelos gráficos. Ele não tem nada de inovador, assim como a maioria dos RPG Makers. Chega perto dos gráficos de Witch's House e de alguns jogos mais novos mas nada que seja muito chamativo.

Os personagens são feitos com sprites genéricas da própria engine e é comum vermos alguns parecidos com os de outros jogos de títulos diferentes. 

O que deixa Akami Tan único foram os desenhos dos personagens que foram feitos pelo próprio criador do jogo. Apesar de ele não saber desenhar muito bem - pois são bem simples mesmo -, os rostos ficaram bastante expressivos e passa bem o que eles estão sentindo na hora. 

Os cenários são bastante genéricos pois a maioria das fases são dentro de casas. Então não é nada que já não tenhamos visto em outros jogos. 

Os espíritos que atacam a pobre Shimoko são bastante criativos e dão muito medo. Muitas cenas do jogo foram feitas com fotografias modificadas no photoshop, dando um efeito bastante bizarro. 

Entrando um pouco na trilha sonora e sonoplastia, o jogo consegue criar um atimosfera muito boa para o terror. Praticamente passamos ele todo sem nenhuma música tocando ou algum barulho ambiente. Ficamos no silêncio total, onde somente os sons das portas podem ser ouvidos e lógico, os espíritos falando. 

Akami Tan começou a ficar bastante único por causa dessa atimosfera hostil e terrivelmente desconfortável para os jogadores. Sem contar que mesmo com algumas músicas reconfortantes, você não para de ter medo, achando que algo ruim poderá acontecer. 



A jogabilidade é bem simples. Diferente de alguns outros jogos dessa engine, Akemi Tan faz com que o jogador tenha que testar todos os objetos que foram coletados pois, além das chaves, não é possível usá-los diretamente. 

O que senti falta foram as descrições de cenários. Muitas vezes não irá ter nada e nenhuma informação, o que deixa o jogo bastante frustrante por não ter nenhuma ação ou algo para passar o tempo enquanto você não consegue descobrir o que tem que fazer. 

Não ajudando também em alguns eventos que são realizados por tempo. Por exemplo, para algo acontecer num determinado tempo, o jogador terá que ir em um quarto antes para que aquilo aconteça. Então, o jogo faz com que o jogador fique rodando várias vezes os cenários até realmente aparecer algo para continuar em frente. 

Akemi Tan também inovou um pouco no save. Diferente da maioria dos RPG Makers, os saves dele são estáticos e só tem um por fase. Ele é representado por uma bolinha espectral voadora que fica em um determinado quarto que é, supostamente, seguro. Gostei dessa mudança, pois deixa o jogador bastante cabreiro na hora de seguir em frente, já que tem que ir até o quarto específico para salvar. 

"Shimoko consegue se virar apenas com um martelo"

A história de Akemi Tan não é um poço de originalidade, mas tem seus pontos fortes. O que realmente deixa o jogo interessante são alguns espíritos e personagens que irão querer te enganar durante o jogo e você não sabe muito bem em quem confiar. 

É incrível como um personagem vai fazer você entrar em uma situação terrível e depois você descobrir coisas piores ainda por causa dele. 

Mesmo o jogo não tendo muitos diálogos, já que Shimoko passa a maior parte do tempo sozinha. Podemos entender perfeitamente o que está acontecendo e prosseguir em frente. 



Focando um pouco na personagem principal, Shimoko, podemos dizer que o criador conseguiu inovar nessa personagem. Ela parece uma menina como todas as outras de RPG Maker, mas ela é bastante única e isso que deu o ar da graça. 

Shimoko é uma personagem forte e que, como as pessoas normais, terá bastante medo. Mas, mesmo ela sofrendo com tantos espíritos atrás dela, ela consegue se defender e se cuidar perfeitamente. 

Acredito que Shimoko seja uma das personagens mais badass que eu vi até agora em algum RPG Maker. 

Bom, o jogo pode parecer bastante terrível e assustador no começo, mas ele se mostra bastante triste perto do final. Aconselho todos a jogarem, pois, apesar de não mostrar nada de novo, a história compensa e os sustos também!

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  1. Hu3 Oia o inugami resurgindo do nada aqui :v Zerei sa jossa junto com a morte @>@ E EU VOU MATAR ELA POR ISSO Tt^TT ( fez eu perder minha noite de sono e fez escorrer suor pelos olhos '-') A historia do jogo é legal e talz e serio SHIMOKO IS BADASSSSSS é a MACHO no meio das RPGIRLS '-' Joguem recomendo muito \o/

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    1. Você sofreu só por causa dos bonecos GRANDES!

      HIUSAHISUAHISUHIUS

      Mas tem razão, a Shimoko é motherfucker, nunca vi guria macho desse jeito D:

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  2. vo jogar *-*, adoro esses jogos que te deixa com alguma emoção no final sla '-'

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    1. Sim, o final é bem triste :c
      Jogue mesmo o/

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  3. não consigo jogar muito esse rpg maker, sei lá por que mas ele me dá pavor já no começo. Ou talvez, eu que seja medrosa demais. Vou tentar jogar ele do começo ao fim, algum dia

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    1. Sei como se sente Vick, eu tbm fiquei bastante assustada no começo. Mas depois você se acostuma :3

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  4. Dizem que se você fechar o jogo uma segunda vez, você desbloqueia um final alternativo. Nem tentei, porque sou muito preguiçoso UHASUHSUAHSUAHUSAUHSUAHS

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