Escrito por: Gabriel Cavalcante

Alô alô, vocês sabem quem sou eu? *Risinho macabro* Alô alô, graças à Altana! Sumi por um tempo, mas no final foi por uma boa causa. Enfrentar necromorphs entre Vana'diel, Neverwinter e mais quatro planetas não é uma tarefa fácil! Mas, pelo menos tive uma grande ajuda com Dead Space 3, caso contrário, não teria terminado nunca (assim como DS2)... Entre meus gritos e os ataques de risos do meu herói (além do jogo travando em certos momentos e os servidores da EA caindo), deu para aproveitar a jornada de Isaac e John para por um fim definitivo nos Markers. 


"Os Markers são a salvação!"

Disse o fanático unintologista, Danik, que convicto do poder divino dos Markers, inicia outra infestação de necromorphs e segue a dupla Isaac e John até o remoto planeta Tau Volantis, destino de uma pequena tripulação na qual se encontrava a ex-namorada de Isaac, Ellie. À medida que a dupla se joga no espaço para salvar a tripulação de mais necromorphs, os objetivos de todos vão ficando claros, bem como o que é Tau Volantis. Algumas pequenas reviravoltas com o típico drama do vilão aparecendo do nada com a frase pronta "that's right..." revelam mais detalhes e mudam o objetivo de Isaac, levando ao grande clímax da verdade sobre as intenções de Danik para com o planeta. 


Malditas crianças!!!

Não sei vocês, mas esses são meus inimigos favoritos (se é que você entende a ironia) em DS. Foram menos irritantes no 3 por causa da companhia e meu arsenal. DS3 trouxe uma mecânica bem interessante na qual passei mais tempo do que fazendo qualquer outra coisa: o crafting. Diferentes dos títulos anteriores, em Tau Volantis você tem que juntar componentes para criar suas próprias armas. Na campanha normal munição de kits médico não são problema, mas no New Game +, você tem que tomar bastante cuidado com seus recursos para fazer esses itens vitais. Os aprimoramentos da armadura também utilizam esses recursos, mas aprimorá-la ao máximo é mais fácil do que parece com a ajuda de pequenos robôs que encontramos ao progredirmos, cuja finalidade é exatamente coletar materiais. O outro lado interessante de DS3 é a campanha co-op (igual à campanha solo, porém com algumas pequenas adições), que te permite se aventurar pelos servidores não tão estáveis da EA para gritar no ouvido de alguém sempre que um necromorph pula na sua frente. Além desses detalhes, nada mudou em DS3 - você primeiro se joga no espaço para fazer coisas que lembram os jogos anteriores, depois se joga num planeta frio para fazer as mesmas coisas num ambiente diferente, mas não precisa se preocupar com munição ou nada do tipo. 


"O que há de diferente?"

Sim, eu fiz essa pergunta ao meu namorado quando me perguntei o que há de diferente nos gráficos e no design de DS3. Para alguém que não presta muita atenção nesses detalhes (e não jogou o primeiro, apesar de ter, e também não finalizou o segundo) fica difícil reparar que tudo é mais refinado. Certo, eu meio que percebi em alguns momentos que meu computador ficava travando loucamente, mas para mim é preciso um microscópio para reparar nas diferenças desse para os outros dois. De fato, os inimigos receberam mais detalhes e as criancinhas dão uma pontada de medo com aqueles olhos vermelhos, mas no geral, é tudo a mesma coisa: cenário futurista, elementos similares, naves e instalações com duzentos anos que ainda assim não tem como dizer que aquilo não é Dead Space... E sim, o cenário frio, algo diferente. Porém, diferente de Resident Evil, a mudança de cenário não afetou muito a série. Ainda é bastante convincente e agradável, mantendo o estilo proposto anteriormente e dando menos sustos. Para completar, a trilha sonora não surpreende tanto. Provavelmente só teve um único momento no qual prestei atenção nela por conta da sincronia perfeita com o momento, mas fora isso, nada de tirar o fôlego e aplaudir de pé.


No final das contas, não é o melhor jogo do mundo especialmente para quem procura a agonia dos dois primeiros. A parte survival se perdeu em algum canto e Isaac e John não conseguiram encontrá-la, deixando a parte horror bem pequena e a action maior do que nunca. Não é decepcionante para fãs da série, mas para quem nunca viu Dead Space como algo incrível, é apenas mais um jogo.

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  1. Parece que mais uma franquia resolveu largar o terror e adentrar na ação. Decepcionante. Review boa, pena que curtinha.

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