Escrito por: Claudia MR

Olá,gente! Hoje trago, finalmente, uma análise de Parasite Eve.

Na época do memorável Playstation 1, a Squaresoft (ou Squarenix hoje em dia) fazia muito sucesso com Final Fantasy. Depois que foi lançado Final Fantasy VII o sucesso foi maior ainda, o que tornou o Ps1 ''O'' console de RPGs Japoneses. Bem nessa época a Squaresoft lançou Parasite Eve, um jogo RPG de Horror, o que resultou em um jogo considerado clássico.




O jogo ganhou mais tarde dois outros títulos: Parasite Eve 2 também para PS1 e 3rd Birthday para PSP.

Parasite Eve foi inspirado em um livro de mesmo nome, como eu já disse em um post exclusivo para o assunto. Quem quiser saber mais: http://videogamesdeath.blogspot.com.br/2013/03/a-inspiracao-literaria-de-parasite-eve.html

Ambas as histórias (do jogo e do livro) são estranhas. Na verdade, eu sempre achei Parasite Eve um jogo estranho, o jogo inteiro, desde a história quanto seu visual. Não que isso seja ruim, na verdade o meu ''estranho'' é em um bom sentido, é um jogo que consegue ser ótimo do seu jeito ''diferente''.

Mas, falando apenas da história do jogo em si, ela pode ser considerada um tanto quanto ''confusa''



No jogo você assume o papel de Aya Brea, uma policial da cidade de Nova York. Aya está em um teatro, assistindo o que parece ser uma peça com ópera, quando uma das artistas começa a cantar, e todos os telespectadores e os atores começam a queimar vivos.

Logo Aya inicia uma batalha com a estranha atriz que estava cantando. Em meio ao combate Aya descobre que o nome da mulher é Eve.



A parte estranha começa quando, depois de ir avançando, Aya descobre que tem alguma ligação mental com a vilã do jogo. Aya persegue Eve muitas vezes durante o jogo, o que gera diálogos esclarecedores (ou nem tanto). Também tem o fato de Aya parecer ser mais ''imune'' aos ataques de Eve, coisa que fica clara na hora em que os presentes do teatro são vítimas de combustão espontânea, com excessão de Aya (seu acompanhante, que eu nem lembro quem ele era direito, também não foi pego, mas claro que Aya ''ajudou'' ele nisso)




Para explicar essa estranha ligação das duas, a palavra ''mitocôndrias'' é muito usada. Jogam ela no jogo com explicações científicas afim de explicar a ligação ''mental'' que Aya e Eve tem uma com a outra. Ouvi falar de mitocôndrias na escola, e sinceramente foi uma das matérias que fui pior em Biologia, não sei nada sobre mitocôndrias. E claro que o jogo não explica mitocôndrias do mesmo jeito que a escola faz.


Também fiquei assim...
A medida que você avança no jogo, a história vai se esclarecendo, mesmo comigo achando que o jogo ás vezes parecia evitar grandes explicações. As cenas explicativas são daquelas que você é capaz de ''pular'', ou seja, muita gente que jogou sem estar acostumado com esse tipo de jogo, e sem paciência para o papo científico de mitocôndrias e etc, com certeza pulou e não compreendeu o jogo nem um pouquinho. Mas isso nem é um problema, afinal é normal que seja possível pular cenas em jogos (mesmo que eu já tenha visto muitos onde não era possível).

Enfim, eu disse estranho, mas todo jogo de Horror, quanto mais Japonês ele é, pode ter certeza que mais estranho e bizarro ele será. Não é exatamente o caso de Parasite Eve, até porque boa parte dele foi feito por Americanos, mas mesmo com tudo isso, Parasite Eve continua tendo suas estranhezas e bizarrices (de um bom modo). Parasite Eve é sim um ótimo jogo, que eu considero um dos melhores de Horror do Playstation 1. 



Inclusive, o fato da história ser ''mais complicada'', fez com que o jogo fosse considerado ruim ou mediano para muitas pessoas. Não os culpo, realmente a história pode ser chata, sem sentido, fora do comum para muitos. Eu realmente não achei tanto assim, até porque eu estou mais do que acostumada com histórias muito piores nesses termos. Eu entendi a história, e depois de entender mais sobre o livro, tudo ficou mais claro ainda, mas mesmo eu tendo entendido o que o jogo disse, eu ainda considero Parasite Eve ''estranho'' Claro que isso também é culpa do próprio jogo, que acho que pecou um pouco na parte explicativa. Assim, poderia ter explicado mais.



Quando for julgar Parasite Eve, vale lembrar que ele é um jogo de Ps1, e que mesmo sendo antigo, ele conseguiu explorar muito bem o console. As cenas ficaram muitos bonitas e bem feitas.

Jogabilidade

Parasite Eve é um RPG, o que significa que quando você se depara com um inimigo, a luta se concentra na área em que você o achou, e você é capaz de atacá-lo, de se defender e de se curar. Você seleciona suas ações e depois espera a reação do seu inimigo. Aya tem uma grande variedade de armas. Para quem não está acostumado com o sistema RPG, pode ficar tudo mais difícil, como não saber selecionar outra arma quando suas munições acabam, pois Aya só pode equipar uma arma de cada vez, e se a munição de sua pistola acabar e você tiver que usar um porrete, você precisa parar a lutar e equipá-lo no menu. Também é possível melhorar suas armas.




Aya tem uma barra de vida, na qual você tem que prestar atenção. Se estiver acabando, você pode utilizar itens de cura (tipo ''mágica'') Claro que algumas batalhas são piores que as outras, o que as vezes dificulta para quem passa muito tempo melhorando suas armas e defesas.




Também tem toda a possibilidade de aumentar o tanto de objetos que Aya pode carregar e tudo o mais que se possa imaginar. Eu realmente não vou explicar toda essa coisa de níveis de armas ou de pontos de defesa, ponto disso e daquilo, porque não é tão relevante para esse post. Confesso que após zerar o jogo, eu mal tinha usado tudo o que é possível. Na verdade achei muitas dessas possibilidades, desnecessárias.

Os inimigos são todos criaturas bizarras e modificadas por alguma coisa sobrenatural (é, tem muita coisa a ser explicada no jogo). Até a própria Eve pode se modificar de várias maneiras bizarras, o que complica as lutas contra ela.



Análise Geral

Vale eu falar rapidamente das músicas, são uma mistura de ópera com algo mais eletrônico que achei bem diferente, a música de combate pode se tornar repetitiva, mas as músicas ambientais são ótimas e bem ''diferentes do normal''

Eu não me lembro muito dos personagens secundários. Mas Aya é uma personagem com uma personalidade bem ''forte'' sem exageros. Acho que uma típica policial que sabe que só ela é capaz de salvar a cidade do caos que está presente. O jogo é ambientado em lugares comuns de Nova York, mas as vezes você vai parar em cenários confusos, que podem te deixar andando sem rumo por algum tempinho.



O jogo é curto para um RPG (não cuuurto, mas comparado a outros RPGs ele é curto sim), combates e grande parte contando uma história que apesar de estranha para muitos, pode ser facilmente digerida. O jogo tem alguns erros ortográficos aqui e ali, mas nada escandaloso.

Terminarei a análise aqui. Apesar da história que pode faltar um pouco e os erros no texto, o ambiente, personagens e músicas mais que compensam isso. O jogo não é assustador, pode dar uns sustinhos em desavisados ou desacostumados, mas nada demais. Qualquer fã de RPG (e fãs de Horror que valorizam os chamados clássicos) devem jogar.

Até mais!

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