Escrito por: Fernanda Turesso

"Um lugar que esconde mistérios, pilhas de corpos, pacientes desfigurados e perseguições a todo momento!"

Outlast, um dos jogos mais esperados de 2013, foi um dos mais assustadores que eu joguei naquele ano. Me lembro como se fosse há alguns dias desde que eu joguei, mas já se passaram mais de quatro meses que esse jogo assombra muitos jogadores pelo mundo.

Lançado em Setembro de 2013, Outlast traz uma premissa simples, mas que irá surpreender a todos. Desenvolvido pela Red Barrels – equipe responsável por Prince of Persia: Sands of Times, Assassin’s Creed e Splinter Cell – Outlast conseguiu atingir um nível surpreendente de tensão e horror.

Apesar de todo o alarde que Outlast deu na época de seu lançamento, ele não é um jogo imune a erros e clichês. Em se falando disso, o jogo na verdade é praticamente feito de clichês, o que faz com que ele seja mais do mesmo, só que com seu toque único de horror.


Em Outlast, Mile Upshur é um protagonista dessa história. Sendo um repórter investigativo que segue uma carta – uma pista – anônima que menciona sobre os pacientes serem maltratados e sobre experiências cruéis estarem sendo realizadas nas salas do hospício Mount Massive, nas montanhas do Colorado. Upshur decide então investigar o que está acontecendo apenas munido de uma câmera e um bloco de anotações – a fim de retratar a situação.

Mas, Upshur não sabia do que se tratavam os segredos daquele hospício e logo se vê sendo perseguido por habitantes do local. Sem capacidade alguma de se defender ou lutar, só restando a ele, correr para sua vida.

Claro, a premissa é cheia de potencial e é ela quem nos faz continuar esse jogo cheio de tensão. Mas como todo bom roteiro de horror, ele é repleto de clichês – como eu havia comentado antes – dignos dos filmes dos anos 90. Quer dizer, o ambiente além de ser extremamente escuro a ponto de não ver um palmo a sua frente, o repórter não leva nenhuma lanterna ou celular, mas leva uma câmera de vídeo com visão noturna. Junte os pontos e você entenderá o que é o terror e a tensão de Outlast.


Mas não basta termos o medo do escuro e de não ter como se locomover pelos lugares sem usar a câmera. O jogo ainda faz com que a bateria não dure quase nada durante o modo visão noturna (porque se você usar a câmera sem ela, a bateria não gasta) e você ficar mais preocupado em não ver o que vai vir pela frente do que dar uma olhada nos arredores do hospício.

Mas isso é a parte boa do jogo, isso que faz os jogadores temerem esse tipo de jogo. Lembrando que – obviamente – ele é um jogo em primeira pessoa. Só para dar mais medo mesmo.

Sobre as baterias e itens que pegamos durante todo o jogo. Podemos perceber que Outlast não necessita de muitas idas e vindas em vários ambientes até porque, todos os item chave do jogo são pegos e já usados minutos depois. Então, raramente o jogador carregará muitos objetos nos bolsos por muito tempo. O único item que poderemos carregar - e devemos - são as baterias que utilizaremos na câmera. Elas aparecem num contador no canto da tela e indicam quantas Upshur ainda possui. 

Além da tensão do escuro e da visão noturna, podemos ver que Outlast é pesado. É um jogo que possui ambientes sujos, nojentos e pessoas mal tratadas por todos os cantos. Você entrará numa verdadeira câmara de Nazistas. Para toda pessoa que você vê naquele lugar, existe alguma coisa horrível que aconteceu com ela. Desde amputações até a desfiguração completa de cada indivíduo. Alguns chegam a dar até pena de terem sofrido tanto e estarem sendo mantidos vivos naquelas condições.

É um jogo extremamente pesado tanto em visual quanto em história. É bom o jogador estar preparado para o pior em se tratando de Outlast.



“É tipo uma versão assustadora de Mirror’s Edge!”

Sim, é bem isso que você pensou. Upshur é um jornalista sem armas, mas não é um jornalista burro. Ele tem que correr para salvar sua pele e é por isso que ele acaba se tornando o mestre do “esconde-esconde”. No jogo teremos vários pontos onde poderemos nos esconder para despistar inimigos. Um ótimo plano para poder andar em paz nesse hospício maldito. Fora que as sombras também são suas aliadas. A maioria dos inimigos são incapazes de te encontrarem nas sombras – isso claro se eles não o tiverem avistado antes.

Upshur também poderá se esgueirar pelas paredes e cantos para poder observar melhor - e sorrateiramente - o que está por vir nos corredores e portas abertas. É sempre bom dar uma espiada antes de sair correndo num hospício onde todos querem teu couro. 

Outra coisa que Upshur poderá usar para se salvar é sua agilidade. Sim, ele é bastante rápido quando se trata de fugir. E claro, mesmo tendo obstáculos ele poderá pular com bastante facilidade. Então, quando estiver com problemas, não pense duas vezes, corra e se esconda. Porque sim, nesse jogo você pode correr e pode se esconder.


Mas como eu falei anteriormente, o jogo não é imune de erros e é ai que entramos um pouco na parte chata do jogo.

Apesar de todo o medo que o jogo impõem e do todo o medo que temos de sermos encontrados por algum inimigo – por que sim, eles vão atrás de você com a intenção de matar – Outlast acaba pecando numa parte que deveria ter sido o ápice de botar medo nos jogadores: não morrer com um golpe só.

Isso mesmo, em Outlast, depois que você descobre que Upshur não morre com apenas um golpe de seus inimigos, o jogador acaba perdendo o medo que ele possuía no começo. Até porque o jogo também não contém nenhum item de cura e por sua vez, o personagem se cura automaticamente como em todos os outros FPS.

Isso acaba deixando o jogo mais simples e você não liga tanto para o que vai encontrar pela frente. Isso só daria certo para os jogadores que nunca foram vistos pelos inimigos durante o jogo – o que eu acho ser impossível.


Falando um pouco de gráficos. Apesar de eu ter jogado Outlast no Very Low (porque meu PC quase cagou pra rodar esse jogo), ele tem possui gráficos muito bem feitos e bastante detalhados. E como mencionei sobre meu PC, ele acaba sendo um jogo muito pesado para computadores que não contenham placas de vídeos ou que sejam muito velhos.

Sem contar que o jogo, por se passar no escuro, contém muitas lags na hora de entrar num ambiente bastante iluminado ou que tenha muitos itens na tela - por exemplo, fumaça, neblina ou chuva. Isso acabou fazendo a taxa de frames caírem muito (no meu PC). Mas não era nada que atrapalhasse o jogo. Com certeza em PCs mais preparados, conseguirão rodar Outlast sem problema nenhum.

E apesar de tudo, apesar dos erros que Outlast cometeu, nos resta perguntar: O jogo é assustador? Oh, é sim! Um jogo que me fez gritar mais do que fãs fanáticas e ficar me agarrando nas coisas e pessoas que estavam por perto.

Outlast vale a pena ser jogado e vale a pena seguir as regras do bom funcionamento do jogo:
  • Jogue no escuro;
  • Jogue com fones de ouvido;
  • Aumente o volume;
  • Seja feliz!

Entre nos corredores desse terrível hospício e tente descobrir mais sobre os mistérios que ele guarda para você. 



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  1. Zerei os dois jogos do Amnesia e acabei de zerar Outlast, só digo uma coisa, não tem jogo melhor que Outlast pra sentir medo, agonia e tensão ! Amei o jogo do começo ao fim , e já baixando a DLC pra me "divertir" mais um pouco. Recomendo de boca cheia esse jogo !

    Obs : Tente maximizar ao máximo as sensações do jogo , apague a luz, jogue de fone , no escuro e sozinho !

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