Escrito por: Claudia MR

Geentee, voltamos a postar, e ainda temos o Gabriel escrevendo para nós <33 Mas então, aproveitando que hoje é meu dia, vou abrir uma nova sessão aqui no blog, que são Histórias dos Fãs. Essa história é da Ana Laura, que me contatou pelo Facebook do VGD. 
A história dela ainda não está pronta, eu tenho uma boa quantidade de ''páginas'' já, mas se eu postar tudo fica cansativo; terá que ser do jeito que nossos famosos escritores Brasileros (Machado de Assis, José de Alencar, Manuel Antônio Almeida, e outros.... AMO) faziam nos jornais, um capítulo por semana, deixando todos curiosos.

Sua história fala sobre assassinatos, e basicamente sobre um Serial - Killer.

Os Olhos da Coruja

O ar cheirava a morte. Naquele beco úmido e sujo ele chorava a perda. Não pelo que fez, mas pela falta de controle. Um assassino. Olhos espantados. Um assassinato. Olhos fechados. A cena do crime era algo insuportável. Recostado à parede ele chorou.  O corpo caído de costas era seu pecado. Um pecado morto e acabado. Com seus próprios lamentos, ele levanta a cabeça e olha sua obra prima. Ao longe um piar de coruja o desperta do pesadelo. Acordou no mundo real, onde tudo aconteceu, onde ele matou alguém.  Soltou a arma, que caiu inerte com um baque seco na calçada molhada. Um calibre 22. O som do tiro a pouco disparado ressoava em sua mente. Desejou ter ficado em seus pesadelos, onde nada disso era real.
          Apesar de tudo, sua concepção de realidade ainda estava afetada. Afinal, aquela coisa ainda o fitava. Aquela coisa que o despertou. Uma coruja branca de olhos amarelos que o observava de uma das janelas do primeiro andar em um dos três prédios que fechava o beco. A noite estava muda, senão pela própria respiração ofegante.
       - Sch. Saia! – A coruja virou a cabeça, mas continuou ali, imutável, quase irreal. – Preciso de um tempo...
            Deixou-se cair. Sentou-se e pôs a cabeça entre os joelhos doloridos pelo choque com o chão. 
O choro voltou em soluços frios. A ave insistia em piar. Levantou-se, mal conseguia pensar. A respiração forte ia se acalmando. Decidiu continuar. Arrumou as roupas amassadas e foi até o corpo.
       - Eu não queria... – O piar da coruja ficou mais alto. Ele virou-se para ela na insegurança de ver aqueles olhos vazios e cheios, cheios de uma certeza assustadora. A própria raiva transformou-se em voz. – O que quer de mim?
O pássaro voou para o prédio à esquerda, onde a janela era mais próxima ao chão. Piou. O assassino caiu de joelhos novamente, a sensação quente da dor o fez sentir como o ar estava frio. Frio como...
      - O que... Eu fiz? – Caiu próximo da mancha de sangue. A noite a tornava de um tom azul quase tão lindo quanto a morte de alguém.
      Frio como a morte. A coruja batia as asas. Levantou a cabeça e a fitou. Quase que imediatamente, ela parou. O olho certo do pássaro passou a olhar para a nuca do morto. Talvez estivesse com fome. Mas corujas chegam assim tão perto de humanos?
     Eu não sou mais humano.
     E na nuca, um fio prateado quase se passava despercebido. Era uma corrente tão fina quanto um fio de cabelo. A luz da lua a tornava visível e o brilho lhe atraiu os olhos. Com um piado estridente e cortante do animal, ele entendeu o que tinha de fazer. Na verdade, talvez ele já quisesse fazer isso. Levantou-se e olhou para os lados. Nunca havia roubado na vida, que pensamento engraçado para um assassino. Soltou o fecho e viu reluzir no meio da corrente um crucifixo de tamanho médio e de brilho prata intenso. Colocou em si e fez como o bom ator que era: Agradeceu a plateia – uma coruja inquieta e assustadoramente consciente – e se foi.
     Evite virar as costas para o público, disse a voz de algum fantasma conhecido.
     Um homem que tirou a vida de outro. A dois passos de sair do beco ele saiu de um estado de vertigem. Alguém ia encontrar aquele cadáver ali, pois a morte fede. Fede tanto quanto é fria. Virou-se e olhou em volta – três prédios em farrapos de uma arquitetura inadequada e esquecida do século XVIII, dois aos lados e um fechando o fundo do beco. A meia-noite tornava o breu da noite amigável. Não havia sequer uma alma viva nas ruas. Nem mesmo a minha, o silêncio da cidade era algo inimaginável e quase irreal. Voltava ao escuro dos seus pesadelos e nada tirava a morte de sua cabeça.
    Uma fúria seguida de um sorriso trêmulo e vazio o fez pegar a arma do chão. Virou o rosto do morto para si com a bota. Fez um disparo entre o nariz e a boca. O rosto antes conhecido agora estava desfigurado, mas não o bastante. Com o sorriso se alargando, e dando forma às covas das bochechas, ele pisou no queixo do cadáver. Quebrou os últimos dentes, nariz e pescoço. Com os últimos quatro tiros ele destruiu mãos e pés. A fim de pisoteá-los, mas deixando o desejo de lado, ele terminou o ritual macabro. Havia terminado sua primeira obra-prima.

Por hoje é issooo, vão ter que esperar semana que vem! Mas, é claro que as continuações não serão nos meus dias de postar, serão nos dias livres, só postei hoje para da um início mesmo.
Se você tiver interesse em nos mandar alguma história, vá em Contato e nos escreva um e-mail, ou fale com a gente no Facebook. 

Até mais!


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  1. Achei bem interessante, lembrou-me até o jogo "Indigo Prophecy"!

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