Escrito por: Claudia MR

Olá galera! Bem, eu já tinha feito um preview desse jogo aqui no blog, mas hoje vou fazer uma análise, e falar tanto do jogo original quanto do remake.

O jogo original se chama ''Palette'', foi feito por Yoshitaka Nishida usando o RPG Maker 95. Ele ganhou um grande prêmio de uma competição feita pelos criadores do RPG Maker, e mais tarde ganhou um remake para ps1 feito pela Interbrain, que foi chamado de Forget me not - Palette. Mas, infelizmente ele foi lançado apenas no Japão.




Mas enfim, não é a primeira vez que vemos um jogo feito no RPG Maker virar um jogo de console; já vimos Corpse Party por exemplo, que foi feito originalmente no RPG Maker e depois ficou bem famoso, virando um jogos de Playstations portáteis (Iphone também) e ganhando continuações, mangá e até um Ova.

E temos também Yume Nikki. Ele não ganhou versão para consoles, mas é com certeza o jogo feito no Maker mais famoso dos tempos, afinal, Corpse Party se tornou muito famoso, mas quase ninguém sabe sua real origem. A verdade é que Yume Nikki (na minha opinião) é o culpado do sucesso que os jogos de RPG Maker andam fazendo.

E Palette não é um jogo conhecido, mesmo sendo em Inglês, Forget me not menos ainda, mesmo tendo sido lançado para Ps1, um dos motivos pode ter sido que só lançou no Japão. Se bem que Clock Tower lançou fora do Japão e não é famoso como os jogos que consideramos famosos, e olha que Clock Tower é uma franquia excelente.

História

O jogo (ambos) começa no escritório de Sianos B. Sian, um psiquiatra muito bom que estava trabalhando até mais tarde em um livro. Fica tarde e ele resolve ir embora, depois de tudo arranjado para sua partida o telefone toca, quando ele atende não recebe uma resposta e desliga. Quando ele está finalmente indo embora escuta a voz de uma mulher que está do lado de fora de sua sala, falando perto da porta; ela pede uma consulta para ele nesse momento. Ele diz que seu trabalho não é brincadeira, e se ela quer mesmo uma consulta, tem que marcar hora. Diz que sempre se depara com gente como ela aparecendo lá e querendo consulta, e que lá não é um bar nem uma cartomante, é uma clínica. Então ele diz para ela voltar no dia seguinte e marcar hora, que as consultas se iniciavam as dez da manhã.




A mulher não aceita isso, e ele diz que os exames já acabaram. Ela diz que parece que ele não entendeu, e dito isso ela atira e a bala acerta um quadro que um paciente deu para Sian, fazendo-o cair. Ela diz: ''Você vai escutar a minha história, certo? Ou melhor, a dela'' Sian fica confuso e diz: ''A dela?'' Então o telefone toca e a mulher diz que é ela quem está ligando.

Quando ele começa a falar com a garota ela diz que tudo que ela se lembra é da cor vermelha. A mulher diz que ela ficou cega porcausa de um acidente que ocorreu com ela, e que desde então ela só fala em vermelho. A mulher diz que ela se esqueceu de seu nome, mas a garota chama ela mesma de B.D
 A mulher pede para Sian ajudar B.D a recuperar todas as suas memórias.

Jogabilidade, Gráficos e Análise

Você joga muito pouco com Sian, o que você mais faz com ele é ir até o telefone e você irá começar a jogar com B.D. Você anda pelos cenários com B.D, e do seu lado tem uma espécie de barra de energia, que vai subindo de acordo com as coisas que você se recorda. 
Cada porta que você passa ou ''barreira'' que você quebra é uma energia que você perde, caso você estiver quase perdendo a energia, mas achar uma espécie de ''luz'', se você for até ela você recupera um tanto. Caso você não recupere e chegue a zero, B.D fica com dor de cabeça e você volta para o consultório com Sian e precisa ir até o telefone de novo para voltar a jogar com B.D.




Tudo isso é o processo de recuperar as memórias de B.D. Como ela está muito debilitada, não pode ir recordando tudo de uma vez.

Para relembrar das coisas, você deve clicar em cima delas, em alguns casos você vai clicar e nada vai acontecer, o que significa que você precisa achar aquele objeto em outros lugares para reconhecê-lo (objeto ou pessoa).

Entendendo isso melhor. Na casa onde você está, existem várias salas conectadas, e algumas delas com barreiras de vidro. Quando B.D passa pela sala ou pelas barreiras sua ''energia'' desce, mostrando que ela pode se recuperar aos poucos, mas não pode colocar sua saúde mental em risco.

A luz que eu falei, é como se fosse um círculo de luz que aparece ás vezes, se você for até lá, recupera uma parte de sua energia, como se lá fosse uma área de recuperação. E como eu disse, caso ela não se recupere, fica com dor de cabeça e Sian tem que ligar para ela de novo. O jogo não tem um game-over, a única coisa que pode acontecer é ela perder as energias e ter que voltar.




Vale lembrar que nem todas as salas são acessíveis de primeira, algumas você só acessa se B.D se recordar de algumas coisas antes. Para se recordar de algo, você deve achar um objeto ou pessoa ''principal'', que é aquela que se você ''clica'' nela, a sala muda  e algumas figuras do local ficam com bordas brancas, e ai B.D pode começar a se recordar. Quando você se aproxima deles, eles revelam sua verdadeira forma (bilhetes, pessoas, manchas de sangue). Porém, algumas não são lembradas de cara, e do mesmo jeito que você tem que relembrar outras coisas antes de abrir algumas portas, você tem que se lembrar de outras coisas para relembrar outras.

Também a objetos ou pessoas que não estão em um lugar só. Depois de você se recordar de, por exmplo, um livro, ele pode estar em outro local, e como você já tinha lembrado dele antes, clicando no livro ele se revela.




Quanto mais coisas você descobre, mais sua energia cresce, te dando mais liberdade de uma maior exploração.

Sobre gráficos, é obviamente um jogo simples. O interessante é que, diferente de vários jogos no maker, Palette quase não tem cores, com exceção do escritório de Sian. A casa onde B.D está, é preta e branca, onde apenas algumas coisas são coloridas (como as marcas de sangue), o que eu achei que deu um ótimo ambiente no jogo.

Enfim, Palette não é um jogo muito conhecido, mas eu acho ele excelente. Uma história nada comum e intrigante, que faz você querer jogar até o final, e interpretar os problemas da garota da sua própria maneira. Com certeza um ótimo jogo (o criador saiu com um remake e uma boa grana).

Remake



Sobre o remake, ele foi lançado para Ps1 no Japão, e se chama Forget me not ~Palette~




As melhoras feitas no jogo, foram, com certeza os gráficos. Mesmo não sendo o mais avançado que o ps1 pode ser, ficou muito melhor comparado com o primeiro. O estilo de gráfico combinou com o jogo. A história não mudou. Forget me not não é um jogo que precisa necessariamente saber japonês para jogar, ele pode ser um pouco confuso pela jogabilidade. É aconselhável jogar o Palette primeiro que é em inglês e depois o Forget me not, pois a história não muda e as falas com certeza também não. Então, o ideal é jogar o Palette para entender a história e o Forget me not pelo estilo, pois apesar de simples, é bem bonito.




Vídeos

Parte 1 do Gameplay de Palette.




Parte 2 do Gameplay de Forget me not ~Palette~ (Japonês).



Opening de Forget me not ~Palette~




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  1. Parece mais um grande game, Jesus não paro de me admirar com a variedade de jogos de terror pra pc!

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