Escrito por: Fernanda Turesso

Esse texto eu fiz para a Pixel InfernoO texto é original de lá, então, visitem a Pixel! Espalhem a Pixel! Espalhem o amor!

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Muitas histórias macabras sobre pessoas que ficaram viciadas em vídeo games cresceram e alarmaram vários pais e médicos. Será que os vídeos games poderiam ser o próximo grande vício da sociedade?
Oh meudeus Video Games!!!
Oh meudeus Video Games!!!
Antigamente era um meio de diversão exclusivo de geeks que viviam enfurnados em suas casas mexendo em computadores o dia todo. Hoje parece que jogar vídeo game virou um hobby bastante comum, até mais comum que assistir televisão.
O mercado de jogos acabou crescendo muito em menos de 20 anos.  E as pessoas acabaram ficando cada vez mais atraídas por esse novo tipo de diversão. Agora nos tempos modernos os jogos tem apenas um objetivo: manter as pessoas entretidas por horas – e também ganhar dinheiro com expansões e DLCs. Alguns jogos são tão bem feitos que diálogos, gráficos, história, personagens e tudo que o compõem criem um fascínio enorme em seus consumidores. E isso acaba deixando as pessoas muito atraídas por eles. Mas, nem tudo são flores, e alguns gamers irão perder produtividade, relacionamentos e até mesmo suas vidas.
Essas pessoas acabam se tornando viciadas. O que não difere muito de pessoas viciadas em drogas ou qualquer outra substância conhecida na mídia.
Existem muitos casos de pessoas que perderam famílias e casamentos para o vício em jogos. Vários relatos de maridos que deixavam suas esposas aborrecidas e tristes por não receberem atenção e tudo acabando em divórcio.
sai desse video game seu escroto e vem me comer!
Pare de jogar essa merda, seu escroto e vem me comer!
Outros relatos mais extremos são de gamers que perdem a própria vida por causa de um jogo. Isso acontece muito em jogos online, como Dota2 ou League of Legends, onde muitos asiáticos que ganham dinheiro para jogar e acabam ficando muito tempo na frente do computador, e morrem de ataques cardíacos por ficar muito tempo na mesma posição.
Um caso bastante conhecido aqui no Brasil é de um garoto de 12 anos que foi assassinado por causa de um jogo online, o Tibia. O assassinato teria sido motivado por uma discussão durante o jogo de computador.
E por mais que as pessoas evitem acreditar em vicio de videgoames, esse vício existe. E apesar de não ser reconhecido e diagnosticado como uma desordem mental pela DSM ou pela International Statistical Classification of Diseases and Related Health Problems, há várias evidências de que as pessoas, de qualquer idade, especialmente adolescentes, encaram isso como um grande problema, às vezes severas consequências podem estar associadas à esse compulsivo uso dos video games.
De acordo com uma pesquisa no Journal of Psychiatric Research, diz que 30% – ou 6.3 milhões – jogam video game num nível “patológico”. E não são somente adolescentes. “A idade mediana de consumidores de jogos são pessoas de 35 anos. 47% de todos os gamers são mulheres”, afirma a Entertainment Software Association. “Na verdade, os meninos com 17 anos ou mais novos agora são apenas 18% dos gamers”. The Nielsen Company, uma empresa de informações de comportamento do consumidor, corrobora estes números, o raciocínio de que as mulheres têm inundado este mercado com smartphones e os jogos casuais. Lembrando , claro, que essas pesquisas foram feitas somente para o Estados Unidos da América.
Especialistas da saúde, no entanto, ainda estão se preocupando principalmente sobre como os video games afetam os homens jovens. Afinal, o estereótipo de um “Gamer Hardcore” é o de um adolescente socialmente desajeitado. A violência destes jogos, muitas vezes retorna para uma vanguarda da consciência pública onde dois garotos começaram um tiroteio em massa na escola onde estudavam, mais conhecido como Massacre em Columbine. E para deixar isso mais estereotipado ainda, mais recentemente, o garoto Newtown, em Connecticut, assassino de Adam Lanza, que disse ter sido imerso em um atirador militar popular do jogo Call of Duty.
Joguem o Super Columbine Massacre RPG e vivam aquele dia!
Joguem o Super Columbine Massacre RPG e vivam aquele dia!
Agora que os video games estão ficando incrivelmente realistas, não é de se surpreender que, alguns adolescentes prefiram jogar ao sair com os amigos, ou praticar esportes. Com isso algumas pessoas podem ter problemas psicológicos e acabar pensando que realmente fazem parte daquele mundo virtual fantástico. E indo um pouco para o mundo social, o que pode amplificar esse comportamento é quando os jogadores se envolvem em jogos online, especialmente em MMORPGs, onde alguns milhões de jogadores podem competir e interagir uns com os outros. E quando as pessoas interagem dentro de jogos, isso acaba ficando muito mais viciante.
Mas o que é mesmo ser um viciado em jogos?
Você acredita ser um viciado?
Em muitas reportagens sensacionalistas acabam falando que pessoas que jogam 30 horas semanais são viciadas. Não acredite em tudo o que vê.
Dando um exemplo meu: eu jogo quase 12 horas por dia quando estou empenhada. Mas o meu normal é ficar jogando entre 6 às 8 horas por dia. Isso daria mais que 30 horas semanais. Acredite. Isso é o normal de qualquer pessoa que joga ou passa o tempo na frente do computador.
Então, como saber se sou um viciado em vídeo games?
Os sintomas: o uso excessivo de video games pode ter alguns ou todos os sintomas da dependência de drogas ou de outras dependências psicológicas propostas. Alguns gamers se tornam mais preocupados com suas interações no jogo do que em suas vidas. Então eles podem:
  • Jogar muitas horas ao dia;
  • Negligenciarem a higiene pessoal;
  • Ganhar ou perder peso;
  • Ter privações do sono para poder jogar;
  • Jogar em horários inapropriados;
  • Ficar fitando o nada por muito tempo;
  • Evitar convites de amigos ou sair em qualquer evento social;
  • Mentir sobre o quanto tempo passa na frente de video games;
  • Usar dinheiro de outros fins importantes para jogar;
  • Roubar dinheiro de parentes ou amigos para jogar;
  • Faltar ao trabalho ou escola;
  • Parar de conversar com parceiros, familiares ou amigos próximos;
  • Perder o interesse em qualquer outra coisa fora o vídeo game.
Então, digamos que os efeitos de um viciado em videogames sejam iguais à de uma pessoa viciada em drogas. É um problema que pode ser resolvido, se a pessoa realmente quiser.
Mas apesar de ter tantos problemas relacionados ao vicio em video games, nem tudo está perdido. Geralmente as pesquisas e psicólogos dizem que os gamers viciados querem fugir da realidade, mas isso pode ser provado o contrário.
A Universidade de Essex revelou que, diferentemente do que muita gente pensava pessoas viciadas em videogames não querem fugir da realidade. A pesquisa aponta que jogos como The Sims e Call of Duty são tão agradáveis de jogar que permitem aos jogadores experimentar habilidades inexistentes na vida real. No entanto, segundo os estudos, os gamers têm mais facilidade de ficarem viciados quando simpatizam com os traços de personalidade do personagem.
Então, quer dizer que as pessoas usam os jogos como meio de encontrar seus ideais de vida, ao invés de ficarem presas em um mundo virtual. Elas querem perder aquela realidade monótona do cotidiano. Poder fantasiar um pouco para que não fiquem sobrecarregadas demais com a vida difícil e cansada que elas têm que aturar todos os dias. As pessoas na realidade não estão querendo fugir de si mesmas, mas sim, correr em direção aos suas ideias.
Todos podem acabar ficando viciados em algum jogo onde ficamos simpatizados com algum personagem. Você pode ter algum protagonista no qual você se identificou muito, seja pela história ser parecida com a tua, seja a aparência ser igual a tua ou até mesmo a personalidade daquele personagem ser igual a você. Quando você faz isso, acaba ficando mais atraído pelo jogo e assim o jogando cada vez mais.
Bom, isso tudo nos mostra que as pessoas podem se viciar em video games de uma maneira ruim ou boa.
Você se acha um viciado em video games?
Comente conosco aqui!
Muah!
Muah!

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