Escrito por: Claudia MR


Olá galera! :D Eu vim aqui, finalmente, fazer uma análise de The Cat Lady (para PC). Fiquei maravilhada nesse jogo!! xD


Faz muito tempo que eu não jogava um jogo que realmente me impressionava. Fazem um jogo cheio de Hack and Slash, monstros para todo lado, história vaga (muito fraca mesmo) e já vão falando que é terror. Se eu quisesse um jogo de matança e não de terror, jogava jogos de guerra, e tudo resolvido.

Parece que os desenvolvedores se esqueceram que terror não é apenas sangue e monstros, e sim a tensão, o inesperado, e claro, muito importante também entrar na vida do personagem, seus medos, angústias, e até seus gostos. É muito importante um jogo que faça com que o jogador se envolva na história e nos personagens, de modo com que ele se cative com o jogo.

The Cat Lady, trouxe de volta esse gosto para mim. É realmente um jogo digno da minha admiração. Ele consegue ter muito sangue, muitas cenas extremamente violentas e chocantes, e ao mesmo tempo, ter uma história profunda, detalhada, e que, com certeza, vai te envolver do começo ao fim. Os seus inimigos não são monstros horríveis que vão te matar, mas sim, os seres humanos e você próprio.




É um jogo que, tem uma parte que pode ser chamada de fantasiosa, mas, a maior parte é a personagem em conflitos com os outros e com ela mesma, desde problemas emocionais e sociais, até coisas mais sérias, como serial - killers, sequestros e outros tipos de mal que um ser humano pode causar a outro. 




A violência do jogo é extremamente forte. É um jogo extremamente perturbador, assustador e horrível. Não que seja ruim, a violência só trás uma emoção á mais no jogo, mas, não é aconselhável para qualquer um. Inclusive, The Cat Lady consegue colocar a violência, ás vezes, até como algo artístico (como mulheres mortas atrás de molduras, imitando obras de arte famosas).
O jogo, mostra também, como as pessoas podem enganar uma as outras, e como nem tudo é o que parece. Com certeza, em algum momento de sua vida, alguém fingiu que queria te ajudar, quando, de surpresa, essa mesma pessoa te apunhala pelas costas. 




Pensem também na seguinte coisa: Você está sozinha (ou sozinho) em uma rua deserta, quando um homem, que você acha meio mal encarado, vem se aproximando, a tendência é você se afastar, pois teme que ele vá te fazer algum mal. The Cat Lady  não mostra apenas pessoas que você nunca imaginaria que pudessem te fazer algum mal fazendo o contrário, mas mostra também pessoas que você ás vê e nem se espanta tanto, te fazendo algum mal.

O último ponto forte do jogo que direi aqui antes de começar com o resto, é  como ele mostra a insanidade, e o ser humano tentando lidar com ela e ter uma visão mais otimista da vida. O jogo mostra personagens com seus problemas, e como eles lidam com eles. Alguns na beira do abismo, tentando enxergar que as coisas podem melhorar e tentando não cair de vez no abismo, e outros, com problemas, mas que se mantém otimistas, querendo aproveitar o máximo da vida.




Apesar da melancolia e horror que o jogo trás, ele tem seus momentos cômicos. Isso para mim, é outra coisa que ajuda muito no clima da história.

História




O jogo conta a história de Susan, uma mulher de uns 50 anos, ela mora em um apartamento sombrio em uma parte não tão boa da cidade, e é uma ex infermeira. Susan, não tem nada em sua vida, além dos gatos da vizinhança, que sempre vão visitá-la quando ela toca o piano, e em especial, o gatinho Teacup (creio eu que esse seja seu nome) que vem fazer companhia á Susan sem querer a comida que ela oferece aos gatos. Ao ver de Susan, Teacup é o seu único amigo. Susan evita amizades, pois ela pensa que não se pode confiar nos outros e que prefere ficar sozinha.


Porém, um dia, cansada dessa vida, Susan tenta se matar com remédios. Mas, ao ser levada, por uma até então, misteriosa mulher até o hospital, ela acaba, milagrosamente se salvando da morte.





Susan, se vê em um mundo que parece ser irreal (ou talvez não), lá, ela encontra uma senhora muito velha, que deixa a entender que seja a própria Morte. A senhora diz a Susan que ela é a escolhida, e que quer dar a ela uma chance de continuar com a vida. A velha diz que muitas pessoas irão fazer mal  á ela, e que ela deve matar essas pessoas. Susan diz, que é apenas uma senhora, e que não tem força par matar essas pessoas. A velha termina dizendo que Susan tem uma grande vantagem em cima deles: A imortalidade.




E é assim que começa a luta de Susan contra os ''maus do mundo'', para que ela possa recuperar sua própria vida e vontade de viver.




Análise Geral

A jogabilidade do jogo é ótima, e não tem grandes dificuldades. Você joga com os teclados e muito com a tecla Enter. Você faz quase tudo, pegar objetos e interagir com objetos e personagens usando as setas e o Enter. O objetivo do jogo, é praticamente lidar com serial - killers e recuperar sua felicidade.

O point - and - click é usado muito nos diálogos. Nesse jogo, assim como alguns outros, é feito de escolhas á partir das falas. Você pode tanto ser a pessoa mais rude quando a mais doce. Pode ser extremamente verdadeira ou extremamente mentirosa. Insensível ou Compreensiva. 


Na fala de baixo está escrito: Estou cansada, deixe-me dormir agora.


Ás vezes, existe também o medidor do humor de Susan. Se você conseguir fazer quase tudo dar certo, ela ficará satisfeita, mas se tudo der errado, Susan irá a loucura novamente.





O estilo da arte do jogo, não é comum (a não ser que você tenha jogado Downfall, outro maravilhoso jogo dos mesmos criadores de The Cat Lady). Os cenários e objetos, apesar de serem como tirados de um desenho ou jornal, foram feitos de um jeito que os faz parecerem muito realistas. Os personagens, são desenhados com características muito reais também, apesar do estilo de desenho.



Muitos cenários do jogo possuem cores tristes e escuras, outros conseguem ser um pouco mais alegres. Em alguns cenários escuros, eles ás vezes colocam algo nele que destaque (principalmente o sangue). Ás vezes, quando algo muito impactante acontece, a tela dá tremidas e zoom na cena, entre outros efeitos. Sem falar das músicas, que variam de melodias tristes a um rock pesado, o que dá um clima perfeito no jogo.




O jogo, tem uma certa dificuldade. Em certos pontos, você fica totalmente perdido, com objetos que você não sabe onde usá-los, e situações de desespero que você não vê como sair delas. O jogo te obriga muito a pensar e a ter paciência.



O fato de Susan ser imortal, não tirou meu medo do perigo. Mesmo eu sabendo que podia ser morta com um furo no peito, e logo iria acordar em algum lugar bizarro e voltar a ação, eu sentia medo. Nesse jogo, você quase nunca se sente seguro, em lugar nenhum, você sempre tem medo que algo possa acontecer ou o que está bom, levar uma mudança drástica e virar uma completa desgraça.


Enfim, para terminar, eu repito. The Cat Lady é um jogo perturbador e melancólico, que vê a beleza na tristeza e no vazio. É um jogo que é preciso que seja jogado. Sem dúvidas, uma experiência diferente e envolvente. Eu não tenho nada o que reclamar do jogo. Não é muito recomendado para pessoas sensíveis demais.

É isso aí gente! Espero que tenham gostado!

Até a próxima!

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  1. The Cat Lady é um jogo muito bom e eu recomendo a todos,ele faz você ver como é a vida de uma pessoa com depressão e isso chega a mexer com seus sentimentos

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    Respostas
    1. É, realmente, eu, alguns meses antes de jogar The Cat Lady, estava em depressão. Imagino que se eu tivesse jogado esse jogo, eu teria mudado um pouco mais cedo e visto as coisas de um jeito melhor.

      Esse jogo é simplesmente lindo <3

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