Escrito por: Fernanda Turesso
Ano passado e esse ano parecem que foram palco para grandes histórias sendo criadas para jogos do RPG Maker. Normal, temos centenas de jogos desses tipos saindo quase toda semana, mas somente alguns conseguem ficar marcados na gente. No caso de Ib, Corpse Party e Witch’s House que foram bons títulos de terror para o RPG Maker... Sem contar com outros que também já tiveram seus créditos como Ao Oni e Schuld.

Mas agora vim falar de um novo que saiu agora esse mês. Eu acabei vendo esse jogo na página do facebook do Ib. Lá eles estavam comentando quem já havia jogado Mad Father, alegando que ele era uma mistura de Ib, Witch’s House e To The Moon.
Bom, na hora em que eu vi esses três jogos sendo comentados juntamente parei e pensei: “PORRA, deve ser um puta jogo!”. E realmente foi.

Agora sim, começando...

História

A história do jogo se passa dentro de uma enorme mansão onde vive a pequena Aya, seu pai e a assistente de seu pai, chamada Maria. Alguns anos atrás a mãe de Aya morreu e todos os anos seu pai e ela vão visitar seu túmulo.
O pai de Aya vive trabalhando nos porões do castelo junto com Maria. Ele é um cientista em busca da beleza perfeita do ser humano. E Aya sabe do segredo de seu pai... Sabe por que as pessoas e os animais gritam tanto lá dentro do laboratório.
Mas um dia, por causa de uma maldição, os mortos voltaram para se vingar de seu pai, agora Aya quer ajuda-lo, não importa o que!

Jogabilidade

Contanto que o jogo é bastante comum e bem parecido com as suas inspirações, Mad Father consegue trazer algumas pouquíssimas novidades.

O jogo em si é basicamente andar para qualquer direção à procura de objetos, textos, livros ou qualquer coisa que faça você entender a história e progredir nela.
Certo que teremos várias chaves escondidas pelo jogo e muitas portas trancadas. 

O jogo funciona com um belo survival horror onde a gente terá que pegar um objeto e usá-lo somente lá pra frente no jogo. Fazendo sempre aquele negócio de ter que ir pra lá e pra cá e atravessar o cenário todo para abrir uma porta que você nem lembrava mais. É, o gênero survival horror está bem presente nesse título.

Além de ter todo esse esquema de usar os itens, temos também uma barra de vida. Mas lembrando de que você não poderá usar nenhum item para atacar inimigos. A única coisa que você tem para escapar deles é sendo rápido e esquivo, porque, vai por mim, eles são muito rápidos e se você ficar preso em algum canto, pode esperar porque você vai morrer bem rápido. Achei que isso ficou ruim, mas fazer o que, você não vai conseguir escapar quando tiver dois inimigos e eles te prenderem num cantinho, até porque, nem tem pra onde fugir.

Mas isso me deixou bem puta uma hora, quando aparecem umas pequenas mandrágoras (aquela planta maligna que grita até as pessoas morrerem) e elas ficam zanzando pelo cenário enquanto você tenta pegar algum item ou verificar se não deixou nada para trás, e de repente, quando você vai ver está cercado por elas e não há meios de sair dali, se não dando um restart no jogo!


O jogo também terá um botão de ação que aparecerá nas horas mais tensas. O botão Z vai aparecer na tela indicando que você deve apertá-lo até o inimigo desgrudar de você. Bom, isso funciona igual àquele botão de escape do Dino Crisis quando um dinossauro te agarra do além. É bem prático, mas deixa você muito desesperado.

E falando nisso, a sua barra de vida vai diminuindo enquanto você tenta escapar do inimigo. Mas, se você sair do recinto ou for para qualquer outro lugar, a barra irá aumentar automaticamente. Ou seja, não temos itens de cura nesse jogo, porque a Aya se cura sozinha (?).

Mas nesse jogo teremos um pequeno utensílio que é – e ao mesmo tempo não é – útil. A pequena serra elétrica é um dos itens que você irá carregar pelo jogo todo. Nela podemos quebrar pequenos barris para podermos liberar espaço (porque às vezes eles estão na frente de portas) ou para podermos pegar alguns itens escondidos. Lembrando que não podemos usar esse item contra os inimigos ou fora dos porões.

Em Mad Father também contamos com o mascote de Aya, um pequeno coelho branco chamado SnowBall. Ele de inicio é bem inútil e só ser para passar em lugares pequenos. Pelo menos ele não nos deixa tão sozinhos na casa.

E alguns itens extras irão aparecer no jogo. São algumas pedras que poderemos tentar pegar todos que aparecem na casa. Se você conseguir todos, irá destravar a Gallery no menu principal, onde tem textos falando sobre todos os personagens do jogo!  
Uma pequena curiosidade. Se apertarmos Z em algum personagem da galeria, a imagem deles mudará.

Gráficos & Música

O que mais atrai nesse jogo é que ele é cheio de músicas lindas e misteriosas. Uma que eu achei muito boa chamada “Light Left”, que tem uma voz feminina cantando mas não da para entender o que ela canta. Achei muito boa a composição das músicas, mas ainda não sei se elas são originais ou puxadas de algum canto. Só sei que foram boas escolhas para esse tipo de jogo.
A maioria das músicas é composta por pianos, violinos e instrumentos clássicos, deixando aquele clima misterioso e que também combina com o cenário, que em algumas horas mostra-se parecido com uma enorme igreja, ao invés de ser uma mansão.


Os gráficos em si são os normais do RPG Maker. Alguns cenários parecem que foram copiados de Witch’s House, mas creio que seja só por causa da engine mesmo. Sei que o diferencial desse jogo é que os personagens são bem desenhados e ocupam quase a tela toda na hora da fala. Sem contar que eles mudam suas expressões e ainda tem pequenas falas (em japonês). Pequenos sons de voz, como gemidos, gritos, sustos e coisas do tipo, são bem dublados no maior estilo japonês!


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  1. Eu sou apaixonado por esse jogo,pela hístória,pela trilha sonora,pelos gráficos,por td,foi o mlr game de RPG Maker que eu joguei sem exageros,eu realmente amo ele.
    E o review ta nota 1000

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  2. uia, valeu ai Hibiki por ter gostado tanto da review!

    Mas sim, tenho que concordar, esses jogos feitos no rpg maker estão cada vez melhores! incrivel isso D:

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  3. Yoo \o mad father tsc tsc... de fato um dos otimos jogos de rpg maker que ja joguei a historia muito macabra e perfeita os personagens são otimos ( simplesmente a Aya *--* ) e uma coisa... ainda mato o criador por ter tacado akelas bonecas com facas no jogo T^T é duro quando se tem automatonofobia T^T bem entao é um otimo jogo pena q nao me deu muito susto T.T ( oisa que o ib vivia fazendo O.o ) e a Reviw morte ta Otima *--* vlw mesmo xD e Bom trabalho ^^

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  4. HIUSAHIUSAIUHUIHSI

    brigada Victor!

    Ah sobre os sustos, eu tbm nem levei susto nem nada. Na real, nem tive muito medo do jogo. mas eu gostei muito da ambientação e da história. Apesar de tentar ser um jogo de terror, acredito que seja mais drama mesmo... Envolvendo fantasmas e pessoas com sentimentos ruins. Me pareceu bastante com aqueles filmes coreanos de terror dramático XD

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  5. O jogo em si é bom e triste, porém o final (todos) é uma bosta :(.

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  6. HOORAY TO PEEEWWDIEEEPIEEE!!!!!!!!!

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  7. que mané pewdiepie... HUSIAHIUSHAIU

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  8. Aqui é só nóis E_E Pewdiepie o cacete xD

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  9. Claudia, você também podia falar de Misao, do mesmo autor. E também Mad Father é a continuação de Misao...

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  10. Pode deixar, eu já joguei o Misao xD

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  11. Eu já passo por aqui a bastante tempo.... Desde a ultima mudança do VGD na verdade kkkkkk'

    Mas acho que nunca comentei...
    Então, vou logo dando os parabéns pelo maravilhosos trabalho que vocês fazem no blog. Todos os jogos com reviews perfeitas, todas as seções, a organização... Estão realmente de parabéns, é o melhor blog sobre games que eu conheço e visito sempre em busca de atualizações! ^^


    Agora sobre Mad Father...
    Baixei este jogo por dois motivos: tem a ver com ib (meu primeiro jogo de rpg maker e o inicio da minha paixão) e Witch's house (ainda não consegui terminar, mas adoro os puzzles e tal).... e por causa desta review que me deixou bem animada.
    Admito, no começo eu estava entediada, achando tudo muito clichê e tal....
    Mas depois de um certo ponto eu mergulhei de tal forma no jogo que, quando vi, já não queria mais desligar e deixar para o dia seguinte.
    Tive que quebrar a cabeça em algumas partes e em outras morrer mais de 3 vezes para entender o que fazer, mas agora posso dizer, este é o jogo mais perfeito que tem! Empatando com Ib em meu conceito de jogos de rpg maker, este jogo me encantou e cativou em todos os sentidos: personagens bem construídos, o mistério, a trilha sonora (amo musicas mais melancólicas), o cenário, os puzzles e até os mobs que também eram bem inusitados na maioria das vezes.
    Espero encontrar mais jogos assim....

    A proposito, que "misao" é este do qual falaram acima? '-'

    É isso, continuem com o ótimo trabalho! Abraços~

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  12. Oláá Nayou :D Puxa, fico feliz pela preferência sério, sempre que alguém vem elogiando fico super feliz, afinal, trabalhamos em função disso né! Eu também me apaixonei por Mad Father D: A história, os personagens, tudo xD E Misao é um jogo da criadora de Mad Father, fique atenta porque terá review dele essa semana :D

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  13. eu amo esse jogo como o jogo tb the wich house é um bom jogo apesar que os gráficos são bastante parecidos amo a música do mad father e a história amo amo muito e beijos amei o site.

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