Escrito por: Fernanda Turesso


Aeee meus amores, a Morte voltou!
Desculpem estar sumida do blog assim, é que eu to cheia de provas, ficante novo, vida nova, e tava me internando no Resident Evil 6!

Esse review também está na Pixel Inferno! Não deixem de vistar ein! o/


O ano é 2013, o atual presidente dos EUA, Adam Benford, decide fazer um pronunciamento, onde revelará a verdade sobre os atentados bioterroristas que passaram a assustar o mundo – incluindo o incidente de Raccon City –, na Universidade Ivy que se localiza na cidade de Tall Oaks. Entretanto a universidade é alvo de um ataque bioterrorista. Adam se transforma em um zumbi e agora cabe a Leon, presente no local garantindo a segurança do presidente e amigo de longa data, matá-lo. Com a ajuda da agente Helena Harper, Leon deve descobrir a verdade por trás desse misterioso atentado.
Enquanto isso, na cidade fictícia Lanshiang na China, Chris Redfield atua como membro da B.S.A.A. em um incidente envolvendo o C-vírus. Seis meses antes, Chris enfrentou a mesma situação ao lado de Piers Nivans na Europa Ocidental e acaba perdendo toda a sua equipe. Chris sofre um trauma tão forte que acaba perdendo a memória e começa a vagar por bares até ser encontrado por Piers.
Agora em outra parte do mundo e pelo fato de Jake Muller possuir o sangue herdado por seu pai, Albert Wesker, o mesmo possui uma imunidade contra vários vírus usados em ataques bioterroristas e agora está sendo perseguido. Sherry Birkin, atualmente uma agente especial do governo dos EUA mandada para proteger Jake e agora estando ao seu lado, ambos precisam sobreviver a esse local hostil.
Resident Evil 6 possui quatro campanhas e todas com começo, meio e fim.  Basicamente temos quatro jogos dentro de um só. Entretanto todas elas se ligam de alguma forma e assim fazendo com que o jogador tenha um entendimento melhor de tudo que está ocorrendo.
É muito incrível a forma como a história de cada campanha se desenrola, você ficará desde o começo da mesma querendo saber o que está acontecendo.
Acredito que isso ficou melhor do que em Resident Evil 5, por exemplo. No quinto título tudo ficou muito “spoileado” por causa de trailers que mostram momentos chaves com muito ênfase. Por causa dessas coisas, você já poderia ter uma ideia de como era a história do jogo. Em RE6, até teve uns trailers que mostraram algumas coisas, porém ficou mal explicado deixando assim o mistério no ar.
Nota: curioso que a história de RE5 é muito parecida com RE6, porém ficou muito melhor neste novo título.
Primeiramente tenho que explicar que não comecei a jogar RE6 com a intenção de que ele seria o melhor da série e que tudo o que eu gostava nos jogos dos anos 90 iria voltar à tona. Esse jogo tentou agradar a todos os fãs e conseguiu com muita graça. Como já disse, o jogo contém quatro campanhas distintas e todas elas são feitas em nicho para cada tipo de fã.
Apesar de o jogo possuir três histórias possuindo seu próprio final e desenrolar, é preciso ver todas para que o jogador tenha um entendimento melhor de tudo que está ocorrendo.
Gameplay
Dando um ênfase um pouco mais na história antes de começar a parte de jogabilidade. O pessoal tem que aceitar que RE6 é um jogo bastante frenético. O mundo todo está passando por um caos total com criaturas muito mais ameaçadoras que as dos títulos antigos. O personagem principal TEM que ser rápido e TEM que saber se defender mesmo sem armas. Esse negócio de que ele só pode atirar e ter que resolver puzzles para abrir uma porta, acabou. Ok?
Tudo o que vou falar nessa parte está totalmente de acordo com o tema do jogo e o que ele quer apresentar. Não é muito difícil de perceber isso. Então, vamos ao que interessa!
Acredito que a jogabilidade de RE6 foi a mais realista de toda a série no sentido de que o personagem pode fazer qualquer coisa para sua sobrevivência. Ele pula, bate nos inimigos a qualquer momento, corre que nem um doido, o personagem se cansa e finalmente podemos mirar e atirar ao mesmo tempo. Entretanto, muitas pessoas reclamaram de que o personagem está andando muito lentamente quando mira, diferente de outros jogos que existem essa possibilidade como, por exemplo, Dead Space e Max Payne 3. Neles o personagem mira e anda rapidamente.
Confesso que não achei isso um problema, de fato o personagem está andando lentamente quando mira, mas achei isso mais realista. Imagine você correndo que nem um doido e consegue mirar e acertar sempre os inimigos, pra fazer isso seria meio impossível. Veja no caso de Max Payne 3, eu duvido que um cara com o corpo totalmente anestesiado por causa de bebida e analgésico consegue mirar mesmo parado, agora imagine andando. Confesso também que com isso, você consegue mirar melhor. Pelo menos eu achei. Apesar de serem treinados para usarem armas, os personagens não possuem uma mira excepcional.
Pessoas também reclamaram da mira, disseram que não conseguiam mirar nos inimigos. Creio que aquele quadrado que fica em volta da mira ficou horrível e realmente eu não consegui mirar, entretanto é só desligar o HUD do jogo e ficará só o laser. Assim fica bom daí. O problema da mira a laser é a cor escolhida, têm cores que não ficam muito visíveis, a melhor mesmo é a verde. Acredito que poderiam ter feito à opção de você criar uma cor.
Bom do HUD é que podemos desativá-lo totalmente. No jogo normal você tem dicas e um ponto mostrando o seu destino. Que nem em FPS. Mas você pode desativar tudo isso e ficar por conta própria. Achei isso bastante interessante, por que aquilo tira metade da dificuldade do jogo. Pois tem partes em que você precisa encontrar algumas senhas perdidas espalhadas por um local, e o HUD mostra onde todas estão. Agora se desativá-lo, você terá um desafio bem maior e com certeza irá gostar mais do jogo.
Vi pessoas reclamando da movimentação do personagem, disseram que ele está muito leve, não é igual a do RE5 onde o personagem parecia mais pesado. Em RE6, você não precisa segurar um botão para o personagem começar a correr que nem era nos RE antigos. Nesse o personagem já tá correndo, até por que em um lugar super hostil ninguém vai ficar andando calmamente.
Agora em RE6, não existe mais o sistema de upgrades de armas, ou seja, não existe mais dinheiro que nem tinha no RE4 e 5. Mas agora tem skills points. Com eles você comprar habilidades que dão alguma vantagem para o personagem. São vários tipos de habilidades, aumento de dano corpo a corpo ou nas armas, aumento do zoom de sniper, poder carregar mais munição de determinada arma, conseguir lutar melhor contra um inimigo especifico, entre tantas outras.
[Inimigos]
Ustanak. Se acostume porque ele te ama e não vai te largar por nada!
O jogo está bem criativo em relação aos inimigos, dependendo de onde você os acerta, irão sofrer uma mutação e ficar mais fortes. Todas essas mutações são relacionadas a insetos. Dai isso explica toda aquele design por trás do logo e aqueles “olhos de mosca” no menu.
Achei muito interessante essa ideia, pois o único lugar onde vi aproveitarem os insetos para serem inimigos e mutarem pessoas, foi na série Forbidden Siren. Quem não se lembra dos shibitos vespas?
Além dos J’avos que são inimigos iguais aos Ganados e Majinis, existem monstros que nascem de cascas e esses meu amigo… São monstros desgraçados! Existem também monstros iguais ao Regenerator de RE4, eles se regeneram e não morrem de jeito nenhum. O Regenerator até morria em um determinado ponto, mas esse, não morre por nada! É muita desgraça pruma vida só!
Na campanha do Jake teremos um inimigo especial. O Ustanak.
Ele se comporta igual a um Nemesis. Bastante inteligente e o máximo que você poderá fazer na maioria das vezes é fugir dele. O cara tem quase três metros de altura e seu braço direito foi substituido por garras. Mas ele pode mudar quando quiser. Ele é um inimigo bastante forte para se enfrentar somente com armas. Precisa se algo a mais pra conseguir parar esse monstro terrível!
Mas também temos uma variedade enorme de inimigos para todos os gostos.
[Veículos]
Pela primeira vez podemos controlar veículos. Carros, motos, helicópteros, aviões. Realmente são muito emocionantes as partes em que podemos pilotar esses veículos. Como cada campanha é em co-op, um controlará o veículo e o outro protegerá de inimigos.
E tá aí uma coisa que falaram
O jogador não vai ficar observando, ô idiota, ele tem o papel dele e acabou. também, nesses momentos um dos jogadores deve proteger o veículo, beleza. O papel dele é ficar atento nos inimigos que se aproximarem e mata-los. O problema é que falaram que o segundo jogador, por muitas vezes, vai ficar só observando e não irá jogar. Sinceramente, tenho a impressão de que as pessoas foram jogar isso com raiva e não viram essas partes direito. Claro, tem umas duas partes em que o player dois fica só olhando, mas são partes totalmente plausíveis. Como por exemplo, você ficar na garupa de uma moto, enquanto teu amigo dirige. Você não precisava fazer nada gente. O máximo que você pode fazer é atirar em alguns inimigos que chegarem perto. Vai dizer que vocês não gostavam de fazer isso em The Godfather?
[Sobrevivência]
Cada personagem têm seus golpes, assim como no RE4 e RE5 e também cada um possui uma arma própria, a Sherry, por exemplo, tem uma pistola que possui botões para alterar o tipo de tiro, que é o semiautomático e automático. O Leon pode ficar com duas pistolas na mão, Max Payne feelings. E por ai vai.
E não, os personagens não tem super poderes. Comentaram muito disso durante as notícias ante jogo. Alguns dos personagens têm a cura mais rápida que os demais e alguns são um pouco mais fortes que o normal, mas só! Nada que pareça uma Alice feelings.
Uma coisa muito boa é que inventaram o tal do “quick shot”. Isso, creio eu, foi a melhor invenção dos jogos até agora. O quick shot funciona quando você está num momento crítico, não sabe onde está o inimigo ou ele te deu um susto, você simplesmente aperta os dois gatilhos ao mesmo tempo e o personagem irá dar um tiro certeiro nos inimigos. Isso faltava em muitos jogos, pois realmente, se você tivesse a surpresa de um inimigo aparecendo por trás de suas costas, com certeza iria atirar nele sem pensar duas vezes.
Bom, temos botões para apertar durante a jogatina. Os inimigos continuam chatos e gostam de te agarrar sempre, então, prepare os dedos para esmagar vários botões durante toda a campanha. Pessoal reclamou que tem muitos QTEs nesse título, mas os que eu vi mesmo são bem poucos. Tenho que alertar o pessoal que botões de ação durante o jogo são diferentes de QTE. Até porque, QTEs só aparecem em CGs, fazendo com que o jogo se torne mais interativo nas partes não-jogáveis.
Por conta disso, temos bastante ataques furtivos e ataques críticos que ajudam a empurrar os inimigos para longe. Isso ajuda quando tem um amontoado deles em volta de você. Eu particularmente adorei esses ataques, são bem eficientes quando se precisa.
Fan Service
Para completar um pouco mais sobre o jogo. Parece que o pessoal da Capcom, além de tentar agradar a todos os fãs, resolveu encher o sexto título inteiro de Fan Service.
Bom, para quem não sabe, Fan Service é um termo utilizados nas mídias visuais, particularmente por fãs de mangá e anime, referindo-se a elementos supérfluos à história principal, mas incluídos para divertir, entreter ou atrair a audiência. Muitas vezes incluem situações de forte conotação sexual ou erótica. Mas aqui não vem ao caso.
Enfim, é isso mesmo o que vocês leram. Resident Evil 6 está CHEIO de Fan Service e dos bons. É impossível você jogar a parte do Leon sem lembrar do RE2 inteirinho. A cidade, o caos, os “zumbis”. Tudo está feito como nos antigos jogos, justo para que, para chamar a atenção de quem tanto reclamava que a série não possuía mais os queridos zumbis.
Outras partes do jogo também estão repletas das Fan Service. Só a sinopse do Jake já nos dá uma ideia sobre o inimigo, chamado Ustanak, que não para de persegui-los durante o jogo todo. Alguém se lembrou do Nemesis ai?
Também quero comentar muito sobre reviews que eu vi em vários sites falando que o sexto título da série estava cheio de clichês e explosões para todo o canto. Claro, com certeza RE6 está bastante “filme de ação” feelings, não vou negar. Mas como já disse, o jogo é mais do mesmo. Ninguém lembra das explosões em RE3?
Temos até uma parte idêntica na campanha do Leon, onde ele tem de fugir no meio de vários carros enquanto tudo se explode atrás dele. Alguém se lembrou de Jill e Carlos correndo da explosão no estacionamento?
É gente, o jogo está muito animado e realmente parece um vídeo game. Como o Greg me disse, ele é um dos poucos jogos que me dá vontade de jogar mais vezes e que realmente está nos feelings de jogos. Acho que ele está no mesmo patamar de Shadows of the Damned em se falando de um jogo divertido e com fator replay. Mas também não irei dizer que ele não pode ser levado a sério, até por que, o jogo contém uma série de files extras contando tudo sobre o mesmo e mais sobre os antigos. Então, ele realmente faz parte da série principal mesmo!

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  1. Boa analise Morte! o jogo mudou fazer oque né? tem que aceitar. Eu gostei bastante do jogo (só vi videos XD). Mas o jogo da bastante medo?

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  2. Aeee, Morte de volta. Poxa, eu até joguei mas não gostei muito,meio que desanimei

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  3. o jogo nem dá medo Eder. Ele é bem adventure mesmo, o único de horror que tem é por causa dos monstros mesmo. Mas faz mtu tempo que o RE deixou de ser um jogo assustador.

    Eu me animei demais com esse jogo, acho que ele tem uma das histórias mais bem contadas da série. Sério, mtu bom! o/

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  4. vou testar o RE6 na bgs, foi bom ter lido uma review do game. vlw muerte!

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  5. Morte, troque minha foto horrível D:

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  6. hoje de madrugada eu arrumo. Tenho que estudar e fazer prova hoje e só to me enrolando D:

    HISUAHSIUAHISUHIUS

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  7. Hauhauahuah xD Ook, aah, vou fazer um post com games de horror do Master System, pois ganhei um recentemente :D

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  8. Sim,mudou bastante mesmo,mas a CAPCOM quer atrair um publico que não costuma ser fã desse tipo de game,mas acho que ficou bom,tem seus erros e acertos,algumas mudanças são sim bem vindas,mas sem perder a essência do original.Já terminei o game,se fosse pra dar uma nota daria 8,5.Mas essa é MINHA opinião,um abraço a todos do VGD!

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