Escrito por: Fernanda Turesso


Olá amores!

Hoje eu vim trazer uma review dum jogo beeem antigo. A Claudia já comentou dele aqui no blog no terceiro post sobre Jogos Desconhecidos! Não deixem de conferir!

Esse post também está na Pixel Inferno!
Como sempre, não deixem de visitar tbm o/

Então, resolvi dar um ar da graça com ele!
Espero que gostem!

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Extraterrestres, seres de outro mundo. Medo do desconhecido. São fatores que ajudaram a criar toda uma cultura em cima desses seres imaginários (ou talvez não) que tanto assombram a vida dos seres humanos.

Se você for pesquisar sobre esse assunto, temos infinitas escolhas.
Isso começou lá pelos anos 60 quando a NASA começou a mostrar mais detalhes sobre o espaço e os planetas. Com o tempo, a mídia e os fãs desse assunto foram criando uma espécie de cultura alien. Desde então muitos filmes, séries e jogos começaram a usar isso como meio de entretenimento. Nisso, a maioria das mídias eram voltadas para o terror.

Os seres humanos se sentem bastante ameaçados com esse tipo de assunto. Achavam que iam ser abduzidos de madrugada e que seus parentes iam ser trocados por clones de pesquisa científica extraterrestre. Isso tudo deu mais BOOM ainda quando aquele caso da rádio que soltou um pedaço da história “Guerra dos Mundos” sem avisar ninguém, e todos estavam achando que estavam realmente sendo atacados por alienígenas. Claro, na época, isso era bastante assustador, hoje isso já nem é tanto.

Com toda essa história, Ridley Scott resolveu fazer um clássico do cinema e que iria fazer muitas pessoas ainda terem medo de extraterrestres, mas de uma maneira bem ameaçadora. Alien, de 1979, ainda se classifica como um dos mais assustadores filmes já feitos. Há pelo menos uma dúzia de razões do por que ele ainda é tão eficaz, enquanto outros filmes de terror de hoje em dia parecem nem chegar lá. Mas uma grande fatia do crédito para esse filme ter sido tão bom, vai para o H.R. Giger, o artista suíço que desenvolveu o homônimo Xenomorph.
o querido Xenomorph
Suas obras combinam pesadelos e criações biológicas do seu imaginário. Boa parte delas são escuras e mecânicas, combinando com muita intensidade imagens perturbadoras e psicossexuais. É tudo tão diferente que muitos desenvolvedores de vídeo games da década de 80 copiaram seu estilo, ou tentaram fazer uma mera referencia ao artista . Mas é muito evidente em jogos arcades como Contra e R-Type.

E é ai que nosso jogo de hoje entra na partida, Dark Seed é totalmente feito com as artes do Giger.

Tudo começou como num pesadelo...

Como todas as noites, Mike Dawson foi dormir e teve um terrível sonho, onde ele foi capturado e máquinas alienígenas abriam sua cabeça e jogavam uma sonda orgânica lá dentro. A partir desse dia, Mike começou a ver coisas estranhas e inexplicáveis em toda a parte. Dores de cabeça terríveis o atormentavam depois desses pesadelos horríveis e parece que ele está sozinho nessa. O que são essas aparições horríveis que o assombram?


Bem, a história tem dois mundos diferentes: o Mundo das Trevas que é um mundo paralelo habitado por uma raça alienígena chamada de “os antigos” que estão tentando tomar conta do mundo normal. Parece que os antigos são os que causaram os problemas na vida de Mike. Quando Mike descobre um portal para o Mundo das Trevas através de um espelho em sua casa, ele também percebe que a fonte de sua dor de cabeça é por causa de um embrião alienígena em crescimento que foi implantado pelos Antigos em sua cabeça. Você deve guiar Mike acabar com o plano maligno dos aliens, desativando o nexo de alimentação e escapar de volta ao mundo normal em uma nave espacial, com sua cabeça ainda intacta!

Dark Seed tem uma história bem interessante. O jogo mostra de cara que é sobre uma invasão extraterrestre, já que a primeira cena mostra esse pesadelo de Mike – que pra mim já é bastante bizarra -. E nisso podemos já deduzir o que vai acontecer.  Mas parece que o jogo é muito além de alienígenas querendo invadir nosso mundo. Parece que Mike não é uma pessoa muito equilibrada psiquicamente e isso acarreta muitas teorias e especulações sobre o que está acontecendo de verdade na história. E como em todas as grandes histórias de horror psicológico, há certa ambiguidade sobre se o que Mike vê é real ou apenas uma alucinação de uma pessoa muito doente, embora de que respostas sólidas nunca são dadas e nem a teorias, isso se torna totalmente hermético.

E com toda essa bizarrice a parte do jogo, Dark Seed hoje em dia pode parecer bem ultrapassado, tanto em assunto quanto em jogabilidade – por causa das limitações tecnológicas e tal -, mas acredito que ele tenha sido um dos jogos que alavancou o gênero de terror psicológico com um ambiente interativo. Hoje ele pode parecer esquisito, mas foi incrivelmente perturbador no início dos anos 90 - não só nessa época, porque eu joguei esse ano e mesmo assim, consegui sentir o terror que ele quis passar.

Jogabilidade


Nos anos 90 era bem fácil de ter jogos em point-and-click com o gênero terror ou policiais – com mistérios a serem resolvidos. Dark Seed é todo em point-and-click. Para fazer o personagem andar, você terá que clicar na localização que você queira que ele vá – semelhante à The Sims ou Clock Tower -, nisso você também irá aproveitar para poder explorar todos os ambientes.

No começo o jogo parece meio confuso, até porque ele não dá nenhuma dica ou tutorial de como se joga. Então, o mouse terá três tipos de cursor. Se você clicar com o lado direito do mouse eles irão mudar. Então temos o cursor normal – que te leva para outros quartos ou faz você andar pelo cenário -, o cursor de pesquisa (como vou chamá-lo) – onde ele irá mudar para um ponto de interrogação (?) ou para um ponto de exclamação (!). O cursor irá mudar conforme tiver coisas interagíeis no local (dai isso polpa tempo de ficar procurando o que tem ou não tem no lugar) -, e por fim, o cursor de ação – aonde ele irá se transformar numa mão, que muda igual ao cursor de pesquisa. Onde tiver coisas para interagir no ambiente, ela irá virar uma mão com o dedo indicando. Com ele podemos pegar objetos ou puxar alavancas, por exemplo.

O inventário é bem simples também. Tudo o que você pegar e botar no bolso ficará no topo da tela. Ele fica invisível até você passar o mouse em cima, mas é bem prático.

Uma coisa que eu achei bastante interessante nesse jogo é que você tem um limite de tempo para fazer suas coisas. Ao contrário da maioria dos point-and-click que dão ao jogador um tempo para explorar, quase todas as ações em Dark Seed tem que estar dentro de prazos precisos, ou o jogo vai acabar em um estado impossível de ser fechado corretamente. Como resultado disso, qualquer coisa que você esquecer de fazer ou não pegar, será preciso recomeçar tudo de novo ou recorrer há um detonado.
E o jogo não oferece nenhuma dica para nos ajudar a continuar, e como ele tem limite de tempo, isso acaba o tornando bastante difícil de fechar, mesmo sendo um jogo bem curto.


Enquanto as obras de H.R.Giger são capturadas belamente na tela como imagens estáticas, as animações são instáveis e lentas para jogar. Mike andando de um canto para o outro leva uma eternidade. Isso é chato desde que o jogo envolve backtracking pesado entre os dois mundos para resolver muitos dos enigmas. Embora os próprios puzzles sejam em sua maioria simples, eles são sensíveis ao tempo. Isto porque o jogo tem lugar ao longo de três dias – como já disse -, e com ciclos de noite e dia. Depois de completar os quebra-cabeças designados para esses dias, Mike deve voltar para casa antes do anoitecer. Se Mike adormece fora da casa, todos os pertences de Mike serão roubados. Mas, não se preocupem, alguns desses objetos roubados podem ser recuperados na delegacia. Se Mike adormecer no Mundo das Trevas, ele irá morrer.

Creio que a parte de não ter informações suficientes e o tempo muito curto do jogo (não sendo o da história em si, mas do tempo real de jogo) um ponto negativo para o Dark Seed. Mas creio que com o tempo você se acostume a jogar isso. Hoje em dia temos jogos com muita informação dada de graça e/ou jogos muito fáceis de prosseguir, então, jogos mais antigos – ainda mais sendo de point-and-click – acabam deixando os jogadores desacostumados.

Falando um pouco sobre a exploração de cenários. Temos que tomar cuidado quando formos procurar algo em algum cenário novo. Para os novatos em point-and-click, é bom sempre clicar em todos os lugares possíveis do cenário e tentar interagir com tudo. É bastante importante isso, pois qualquer coisinha, se não vista direito, passa despercebida. E isso pode comprometer todo o seu jogo, já que nenhum dos objetos que você realmente precisa obter está muito evidente no local.

[Um pouco sobre os gráficos]


Dark Seed tem um gráfico meio diferente. Ele mistura um personagem bem humano com um cenário todo desenhado. Tipo, o personagem principal e os outros humanos do jogo foram todos fotografados e foi feita uma montagem em stop-motion para dar vida aos mesmos. É bastante esquisito quando vimos pela primeira vez, mas, depois que você lembra que isso é semelhante ao que fizeram em Mortal Kombat, já começamos a nos acostumar bem rápido.

Algumas cenas, que seriam as “CGs” do jogo, são feitas com fotografias animadas também dos atores que fizeram os personagens.

Como eu disse anteriormente, o jogo é dividido em dois mundos. Os cenários do Mundo Normal são criados pela combinação de imagens montadas a partir de várias fontes de arquitetura com arte original, enquanto que o Mundo das Trevas é construído inteiramente com as artes de H.R.Giger. Um dos passos importantes no processo de concepção de arte envolve o desenvolvimento de paletas personalizadas usadas nos locais do Mundo das Trevas. Por causa da precedência dos seres biomecânicos em grande parte do trabalho de Giger, a coloração do Mundo das Trevas é projetado para refletir o humor sinistro das imagens dos pesadelos de Giger.

[Trivias]

- Uma lenda urbana que se espalhou rapidamente sobre o designer-chefe de Dark Seed, o Mike Dawson (sim, ele tem o mesmo nome do personagem , que claro, foi nomeado por ele mesmo), é de que ele teve uma espécie de colapso mental. No entanto, ele realmente deixou a indústria de games depois de completar Dark Seed e se mudou para a redação em televisão (incluindo alguns episódios de Family Matters) até o final dos anos 90. Lá ele escreveu quatro livros sobre programação (incluindo Beginning C++ Game Programming e Python Programming for the Absolute Beginner) e hoje está ensinando design de jogos e dando aulas de programação na Universidade de Stanford em UCLA.

- Em 2006 o Gametrailers nomeou Dark Seed como o sétimo jogo mais assustador de todos os tempos.

H.R.GIGER


Hans Ruedi Giger é um  pintor, escultor e cenógrafo suiço, mais conhecido por seu trabalho de design no filme Alien. Os projetos de Giger para o exterior foram inspirados por sua pintura chamada Necronom IV e ganhou um Oscar em 1980. Seu terceiro livro de pinturas que foi publicado, intitulado Necronomicon (seguido por Necronomicon II em 1985), continuou sua ascensão para a proeminência internacional, assim como o aparecimento frequente de sua arte na revista Omni. Giger também é conhecido por obras em um número de registros populares.

Na maior parte de sua carreira, Giger trabalhou predominantemente em aerógrafos, criando telas monocromáticas que retratavam surrealismo e perturbadoras paisagens oníricas. Sua inovação mais marcante é uma representação ímpar de corpos humanos e máquinas em uma fria relação interconectada, descrita como "biomecânica". Suas pinturas muitas vezes exibem imagens sexuais fetichistas e são consideradas perturbadoras para algumas pessoas. Suas principais influências foram os pintores Ernst Fuchs e Salvador Dali. Ele conheceu Salvador, a quem foi apresentado pelo pintor Robert Venosa. Ele também era amigo de Timothy Leary. Giger é talvez o maior sofredor – conhecido - com terrores noturnos e suas pinturas são em certa medida, inspiradas por essas suas experiências desse distúrbio do sono. Ele foi originalmente educado como um arquiteto e fez suas primeiras pinturas como forma de terapia pessoal.

Ele é reconhecido como um dos mais importantes artistas do mundo do Realismo Fantástico.

Nascido em 1940 numa família de um químico em Chur, Suíça, ele se mudou em 1962 para Zurique, onde estudou arquitetura e desenho industrial na Escola de Artes Aplicadas. Em 1964 ele estava produzindo suas obras que primeiro eram desenhos, e em sua maioria eram pinturas a tinta óleo, resultando em sua primeira exposição individual em 1966. Logo foi publicada a sua edição mundial pela primeira vez em 1969. Pouco depois, ele descobriu o aerógrafo e, junto com ela, seu estilo de pintura à mão livre, levando à criação de muitas de suas obras mais conhecidas. As paisagens oníricas surrealistas biomecânicas, que formaram a pedra angular de sua fama.

Até à data, mais de 20 livros foram publicados sobre a arte de Giger.

O livro mais famoso dele é o Necronomicon, publicado em 1977, serviu de inspiração visual para o filme Alien, do diretor Ridley Scott. Isso valeu o Oscar de 1980 como Melhor Realização em Efeitos Visuais. Nos trabalhos de Giger, outro filme bem conhecido que foi incluido em seus projetos, é o Poltergeits II e Alien 3.

Nos anos 60 a 70, Giger dirigiu uma série de filmes, incluindo Swiss Made, Tagtraum, Necronomicon e Alien.

Giger tinha um desejo enorme de tirar seus projetos do papel e botá-los no plano 3D. Então, ele criou projetos de móveis, particularmente a cadeira Harkonnen Capo para um filme de romance chamado "Dune" que estava sendo dirigido por Alejandro Jodorowsky.

Giger aplicou seu estilo biomecânico para design de interiores. Um "Giger Bar" surgiu em Tóquio, mas a realização de seus projetos foi uma grande decepção para o artista, uma vez que a organização japonesa por trás do empreendimento não esperou por seus projetos finais, mas mesmo assim ele decidiu ir em frente com nada mais do que seus rascunhos preliminares. Por essa razão, Giger repudiou o Tokyo Giger Bar e nunca pôs os pés no local. Dentro de alguns anos, o estabelecimento estava fora do negócio. Os outros dois bares que estão na Suíça (em Gruyères e Chur), no entanto, foram construídos sob estreita supervisão de Giger e assim ele conseguiu refletir seus conceitos originais com precisão.
imagem de fora do Giger Bar na Suíça
No centro das atenções de Manhattan, a obra de Giger foi licenciada para decorar uma sala VIP, da capela mais antiga igreja do local, mas nunca teve a intenção de ser uma instalação permanente e não tinha qualquer semelhança com os outros bares reais que tinham na Suíça. O acordo foi encerrado depois de dois anos, quando a Limelight fechou suas portas.

Desde 2009 apenas dois bares de Giger estão abertos até hoje, os que residem na Suíça.
Giger também é muitas vezes referencia na cultura pop, especialmente na ficção cientifica e cyberpunk. William Gibson (que escreveu um roteiro para Alien 3) parece particularmente fascinado com as artes de Giger.



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  1. Quem é Gustavo ???
    Ei Morte você e a Claudia se conhecem na vida real ?

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  2. Gustavo é um dos que postam aqui no blog, pode ser conhecido por Dr.Frankenstein XD

    Nãooo Larrl, a gente não se conhece na vida real. Mas estamos prestes a nos conhecer.... vamos ver o que acontece! o/

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  3. Estou prestes a ir até ela usando meu teleporte (chamado carro do meu pai xD)

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  4. Vocês parecem ser ótimas amigas!
    Eu perguntei dele porque do tempo que eu conheço o blog eu nunca vi nem um post com o nome de Gustavo, ele também é amigo de vocês ?
    Ei Morte!naquele vídeo que você fez do Fatal Frame deep crimson butterfly você esqueceu de falar do final secreto!o final que as duas vão embora juntas.

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  5. Digamos que a gente tem um caso...vish UAHSUASH brincadeira a gente é amigo , eu acho ... O_o

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  6. ah mas nem falei dos finais mesmo, pra não contar spoilers pros outros q

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