Escrito por: Fernanda Turesso


Ultimamente com toda a suposta decadência do gênero Survival Horror nos games, eu tenho visto muitíssimos comentários dizendo e criticando jogos que não exploram da habitual técnica de litros de sangue espirrando na tela enquanto o soldado fodelão fuzila a criatura com sua AK47 e sinceramente isso me surpreende. Parece que agora com os avanços, as pessoas estão desaprendendo a jogar e apreciar as pequenas coisas e acha que apenas coisas mastigadas e lançadas na cara são dignas, bom, esse não é exatamente o assunto da vez, mas sim esse aqui:

“Sabe, nada contra visual novels, mas não tem como vc postar mais sobre games que sejam um pouco mais desafiadores? Este é o único blog que eu conheço dedicado a games sangrentos, e isso que leio muito. Adoro os posts sobre games perdidos e creepy pastas de games. Gosto de jogos de mais interações e movimento. Hoje em dia avançam os gráficos mas se perde muito nas histórias fracas e previsíveis. os games de terror estão mais pra aventura. Um abraço!” 
retirado de Video Games Death

Mesmo sendo um comentário tão negativo, ele traz um tópico geral interessante: Um jogo realmente precisa de interação e movimento para trazer terror? Bom, no meu achismo, eu realmente venho a discordar e trazer Visual Novels que causam tanto pânico e terror num jogador quanto qualquer Survival Horror atual. Mas, antes de mais nada vamos explicar aos leigos o que é uma Visual Novel.

Visual Novel é uma espécie de ficção interativa, geralmente ela usa gráficos estáticos e os sprites dos personagens feitos no estilo anime e raramente utiliza-se live-action. Assim como o nome sugere, elas são basicamente uma versão digital daqueles conhecidos livros de “Escolha sua Própria Aventura”.


O culpado preparou um corpo falso antes, e o disfarçou para parecer que tinham morrido enquanto ele o escondia depois do crime...? ... Você pode falar que é ridículo, mas não é um truque impossível. – Umineko When They Cry
As Visual Novels se popularizaram no geral no Japão, que produz toneladas desses jogos anualmente, seja para PC ou para os consoles de mesa. E as mais populares dessas são adaptadas para Light Novel (Livro Físico), Mangá ou Anime, como é o caso de séries como Sono Hanabira ni Kuchizuke Wo, Uta no Prince-sama ou Fate/Stay Night. Mas, como muitos pensam, esse gênero não trata-se apenas de Eroge, no caso, os jogos de conteúdo erótico, mas enganam-se por aí, porque foi com uma Visual Novel que experimentei um dos jogos mais aterrorizantes que já tive o prazer de jogar.


De repente, ela sentiu algo frio escorrendo por suas meias. Ela timidamente se abaixa para tocar seu pé, seus dedos voltando cobertos com um massa viscosa verde oliva. Essa massa é como a água suja de um tanque há muito entupido com algas e peixe morto e todo o chão está coberto com ele. Deve ser essa a origem do cheiro podre. Oumi desejou que tivesse entrado na casa usando seus sapatos – boas maneiras agora são a última coisa em sua cabeça. - Saya no Uta
Problemas com o erotismo japonês

No caso, como as Visual Novels são lançadas para o público japonês, o humor deles é bastante diferente dos que são comumente mostrados nos jogos ocidentais. É bastante comum vermos conteúdo erótico desenfreado em vários Visual Novels. Japoneses não têm problemas com esse tipo de tabu que os ocidentais ostentam. Lá é comum eles venderem em lojas comuns de rua (tipo aquelas lojas de revistas que vemos aqui no centro) itens eróticos, como: camisinhas, revistas eróticas de qualquer assunto especifico – e quando digo especifico, é especifico mesmo! – brinquedos e outras diversas coisas bizarras. Isso faz com que essa cultura seja jogada nas mídias japonesas. Por isso é bastante normal termos mangás ou jogos com certos níveis de pedofilia, zoofilia, sadismo e etc.


Uma coisa bastante comum por lá é Burusera, uma das fantasias eróticas mais populares entre os homens japoneses. É um fetiche por garotas em uniformes escolares, que no Japão são extremamente sensuais. Isso soa bastante pedófilo, mas lá não é uma coisa a se preocupar. E conseguem retratar bastante isso nos visual novels.
No caso do jogo citado a cima, Saya no Uta. Apesar dos pesares, Saya tem a aparência de uma menina bastante jovem e que mantém relações sexuais com um homem bem mais velho. Isso seria totalmente proibido aqui no ocidente, e por causa desses tabus, os produtos japoneses são bastante ignorados e pouco importados para cá.  O que faz os fãs desses jogos não poderem ter todos os títulos, a menos que saibam japonês.


Além de serem mal vistos por causa do erotismo incluído nas histórias, várias pessoas se afastam desse tipo de jogo por pensarem que é apenas pornografia gratuita, mas, normalmente, os Visual Novels não tem porque só ostentarem pornografia sem uma história boa jogada em cima; Isso acontece com Divi Dead, onde temos uma história magnifica, mas que possui muitas cenas de sexo explícito.

Censura e Preconceito com o Horror & Humor Japonês 

Irei acrescentar mais uma coisa que faz com que os jogos orientais sejam bastante ignorados aqui no ocidente.
Um dos diretores de games mais famosos do Japão, Shinji Mikami, o famoso criador de Resident Evil, andou comentando sobre a falta de interesse dos ocidentais com os jogos japoneses. Em uma notícia ele até comenta o seguinte parágrafo:

É claro que ainda existem jogos maravilhosos, como 'Gravity Rush', 'Monster Hunter', 'Catherine', 'Yakuza' e 'Super Mario 3D Land'. Mas esses são casos mais raros. Eu mesmo participei da produção de 'Okami'. Foi espetacular, mas mesmo assim não vendeu como esperado. Concluo, assim, que os ocidentais não gostam desse tipo de jogo e prefiram algo mais direto ao ponto e não tão fantasioso.
- retirado de Adrenaline

Não irei botar a culpa nos americanos em sí, mas isso é bastante normal aqui no ocidente e vou explicar o porque.
É bastante normal vermos espíritos; espíritos vingativos; casas assombradas; ódio encravado em construções onde morreram várias pessoas; cemitérios sem corpos sepultados; cremação; altares dentro de casa; templos e etc. E para quem é acostumado a ver mangás, animes, filmes e jogos japoneses, verá que isso é uma coisa que assusta bastante. Os mortos assustam mais do que assassinos e estupradores no Japão. Então, acaba sendo levado de uma maneira diferente as ideias de medo dos orientais para os ocidentais. Por causa desse tipo de terror, a maioria dos ocidentais não consegue simpatizar.No Japão, como já comentei, existe bastante pornografia desenfreada - tanto que o país é conhecido como o país do sexo bizarro, - e também toda a sua cultura nipônica é jogada em suas mídias. Isso inclui sua religião. Todos sabem que 90% dos japoneses são budistas e xintoístas e os demais 10% são de outras religiões, incluindo cristianismo. Então, como a religião predominante é a Shinto, temos isso encravado em quase todas as histórias japonesas.


Claro, nem todos os jogos japoneses são relacionados a religião deles, óbvio. Mas, isso é a cultura deles. Tem certas coisas que não teriam como tirar por ser muito do cotidiano deles. Isso também explica porque vários animes/mangás e jogos mostram pessoas vestidas com kimonos tradicionais, pois a cultura japonesa evoluiu tão rápido, que eles acabaram americanizando toda a sua cultura de um jeito ruim, deixando de lado velhos costumes antigos, mas, que ainda tentam guardar isso em festivais anuais.


Uma coisa que também afasta muito do público ocidental são as artes originadas do mangá. Todos sabemos que a maioria dos mangás/animes e jogos são feitos com aquelas meninas de cabelos coloridos, olhos gigantes e uniformes escolares. E apesar dos desenhos mais infantilóides, cada mangá é único e pode ostentar histórias de faixas etárias diversas. O que lá no Japão pode ser considerado praticamente uma novela ou livro a ser acompanhado por várias pessoas, especialmente adultos, aqui no ocidente é só mais uma mídia destinada a crianças. Isso acontece com as visual novels que são praticamente mangás/livros animados para um público que procura mais emoção nas histórias em quadrinhos. E quando esse tipo de jogo vem para o ocidente, poucas pessoas compram - tanto por não conhecerem quanto por não gostarem -, e além disso, várias coisas são censuradas por conter muita violência - que eu acho isso o cúmula da idiotice, vise os jogos americanos antes para falar de violência, né? -, pornografia e certos assuntos comuns no Japão.



Outra coisa que é bastante censurada em jogos e qualquer mídia japonesa no ocidente é a aceitação do homossexualismo. Lá no Japão é normal homens se parecerem mulheres, se travestirem, e sempre ter um teor de lésbianismo naquelas amiguinhas colegiais ou aqueles caras bonitões e altos serem gays. Claro, isso não é regra, mas é normal nas histórias japonesas. Quem nunca viu em um jogo uma linda mulher e depois descobrir que ela é uma homem?; E quando isso vem para o ocidente, é censurado ridiculamente. Os americanos tem a capacidade de mudar o personagem e fazer com que ele se torne mulher para que não ofenda os bons costumes do ocidente.



E depois de toda essa exclusão dos ocidentais com os produtos japoneses, eu volto a comentar sobre o Shinji Mikami e seu infeliz comentário.



Seria correto querer americanizar justamente o que eles fazem de melhor?



Aspectos Técnicos


Visual Novels são no geral reconhecidas pelo seu aspecto mínimo e limitado de gameplay. Na grande maioria dos casos você só deve pressionar o botão para avançar o diálogo ou pressionar o direcional para escolher uma opção enquanto lê os diálogos e vê a mudança de cenário ou a reação dos personagens via sprite.


E mesmo assim, essas possuem um grande fator replay pois é bem comum existirem várias narrativas e múltiplos finais e a mecânica se baseia na escolha de reação de personagem e/ou resposta de certa pergunta. Mas, mesmo sendo um gênero não popular, pessoalmente digo que é uma das formas mais simples e mais efetivas de levar o jogador a famigerada imersão, afinal, por essa grande capacidade de escolha: VOCÊ é o personagem.
É por isso que normalmente a Visual Novel possui narração em primeira pessoa e os eventos presentes possuem a narração de certo personagem que tende a se alternar por outro em certos pontos da história.

Genericamente os cenários são pré-estabelecidos e estáticos com o sprite de personagem imposto nele, a perspectiva geralmente é em primeira pessoa, com o protagonista não sendo visto pelo jogador. Em certos momentos chave do jogo, existem os chamados CG, uma certa imagem em especial, detalhada e desenhada especialmente para aquela situação e com efeitos, jogo de câmera e incluem o protagonista do jogo. Esse é um dos fatores que influenciam o replay já que normalmente é impossível se ver todos os eventos especiais em uma jogada apenas.

Simples e fácil, sem grandes desafios tirando a longa leitura. Isso é o que basicamente uma Visual Novel é e ao mesmo tempo não é. Assim como num livro, tudo depende da narrativa em geral. O mesmo assunto pode virar um pedaço de merda na mão de um autor e uma obra prima nas mãos de outro, assim como o amado Survival Horror está sendo ultimamente. Então aqui vamos nós, explorar um gênero pouco conhecido, mas de forma belíssima sendo executado nas Visual Novels.

Agora iremos dar alguns exemplos de Visual Novels com histórias bastante complexas, envolventes e assustadoras:


Saya no Uta



Imagine-se como um estudante universitário, com excelentes pais e grandes amigos que o apóiam. Mas, por um acidente de carro, você perde sua família e ainda é submetido ao tratamento experimental para lhe salvar da morte cerebral. Você sobrevive, mas, sua visão do mundo é completamente alterada, tudo a sua volta se torna sangue e carne pulsante, além que as pessoas nada mais são do que criaturas horrendas. A um passo da loucura e do suicídio, você conhece uma menina com o nome de Saya,a única pessoa que pode ver normalmente e essa pede sua ajuda para encontrar seu pai. Com um fio de esperança no fim do túnel, você pode tentar seguir a vida com Saya enquanto aprende a viver no seu inferno pessoal.







Esse é o plot básico de Saya no Uta, uma visual novel de horror e com certo conteúdo sexual. Com várias doses de violência, órgãos, criaturas bizarras e uma arte magnífica, Saya no Uta é uma digníssima obra que merece ser vista não só pelos adoradores do horror mas, também por qualquer um que aprecie uma boa história. A narrativa depressiva de Fuminori, nosso protagonista, enquanto vê seu mundo ruindo em carne e sangue é simplesmente cativante e com toda a atmosfera de uma Visual Novel é impossível de imergir naquele mundo.

No decorrer da história, assassinatos começam a ocorrer em volta de Fuminori e digamos que participar desses incidentes com essa visão distorcida não é tão agradável para todos. Sério, se você for sensível, não agüentar gore e sangue, em hipótese alguma jogue Saya no Uta.  A tensão é presente na narrativa do jogo, assim a soundtrack e os efeitos sonoros super-produzidos ajudam muito a você se sentir como o personagem que narra a história. Essa é uma das minhas recomendações para os céticos sobre minha afirmativa.




Tem uma textura estranha. É macio e maleável, como um pêssego ou pêra. Quando eu o mordo com meus dentes de trás, um suculento suco enche minha boca, combinado com uma fina e forte fragrância; É diferente de qualquer coisa que eu já tenha experimentado.”    - Saya no Uta



999: Nine Hours, Nine Persons, Nine Doors


Existem outros exemplo populares, como a recentemente visual-novel trazida para o DS com o nome de 999: Nine Hours, Nine Persons, Nine Doors. O plot narra a visão de nove pessoas que foram seqüestradas por um homem misterioso que atende pelo nome de Zero. Eles se encontram num navio e recebem a mensagem de que o grupo possui nove horas para escaparem antes que o navio afunde. Zero está promovendo um jogo chamado de Nonary Game – Um jogo aonde você coloca sua vida. O grupo é forçado em se separar em sub-grupos e explorar as portas numeradas com os puzzles do seqüestrador que prometeu que a saída jaz por trás da porta numerada 9. Os personagens devem trabalhar juntos, lutar contra suas suspeitas para avançar e descobrir a identidade de Zero e seu motivo. 





999 não se destaca pelo terror, mas pelo seu roteiro que se assemelha a um jogo de xadrez e pela grande tensão que o cerca. Até hoje não vi uma pessoa que não tenha se sentido tensa e ficado com um pé atrás por sua narrativa, afinal, trabalha com o típico “estranhos obrigados a trabalhar juntos” de forma majestosa e que ao mesmo tempo que você precise confiar em alguém você não pode.


E alguns finais que ilustram essa história simplesmente não ajudam com essa tensão. Como não cheguei a terminar 999, não posso falar muito, mas, não deixa de ser uma série que se destaca nesse fator.




Higurashi When They Cry 





Por fim vamos chegar ao conhecido When They Cry, vulgo, Higurashi no Naku Koro ni que se popularizou pela versão animada produzida. Higurashi é uma história de mistério, que se passa no ano de 1983 na vila de Hinamizawa. Keiichi, nosso protagonista da vez está se mudando para lá, logo ao chegar faz amizade com suas novas colegas de classe: Rena, Mion, Rika e Satoko. Hinamizawa parece ser uma calma e normal vila rural para o rapaz novo, entretanto, a tranqüilidade repentinamente acaba após o festival anual do Watanagashi, uma festividade que comemora e agradece ao deus local, Oyashiro.


Então, Keiichi é informado que durante os últimos quatro anos, uma pessoa tem sido assassinada e outra desaparece no dia do festival, o rapaz interessado então passa a investigar os crimes e tudo que envolve aos mistérios do festival e do deus Oyashiro.

Parece um simples jogo de mistério bonitinho cheio de japices, certo? ERRADO!






Em cada arco da história, o próprio Keiichi ou um de seus amigos é controlado e um crime é cometido. Usualmente o crime envolve o assassinato de um de seus próprios amigos. Enquanto é impossível diferenciar a ilusão e a realidade de cada arco no mistério de Hinamizawa, lentamente Keiichi vai alcançando a verdade.

Higurashi envolve muitos acontecimentos que funcionam como Mindfuck, no geral é uma história complexa, mas, chegar a ver o próprio Keiichi sendo levado a assassinar seus amigos, ou aquela garotinha que você achou fofa lá em cima enlouquecer e esfaquear a melhor amiga é no mínimo assustador. É o tipo de jogo que mexe com os menos preparados e que pode surpreender se der uma chance.


Theresia ~Dear Emile~







Quem nunca teve a oportunidade de jogar Amnésia porque o seu pc não aguentava, agora terá a chance de jogar um genérico dele para o Nintendo DS.
Theresia ~Dear Emile ~ é um Visual Novel bastante interativo, com sistemas de labirintos, onde você poderá caminhar em primeira pessoa e encontra portas, chaves, armadilhas e várias coisas curiosas.


Nele conta à história de uma garota sem memória. Ela acorda dentro de um quarto sem saber quem é, de onde veio, quem foi e nem onde está. A única coisa que ela tem certeza é de que é uma garota caucasiana, magra e fraca. Agora cabe a ela querer fugir dessa terrível construção recheada de armadilhas prontas para furar a sua carne.



Theresia é um pouco diferente das demais visual novels justamente por conter mais interatividade no gameplay e poucas falas. Mas, para você descobrir o que irá acontecer com a pobre garota perdida, só será caminhando pelos calabouços de uma igreja abandonada.



Esse jogo, apesar de ser bastante parado e não ter tanta ação como nos “survival horror” de hoje, deixa qualquer machão tremendo de medo. Porque, por mais que você seja forte e grande, você terá que jogar com uma garotinha indefesa que não sabe de nada sobre o lugar em que está. E conforme você for descobrindo a história, vai se sentindo cada vez mais triste e assustado para querer sair dali logo.



Gakkou de atta Kowai Hanashi







Visual Novels são jogos bastante antigos e podemos encontrar eles até no Super Famicom! Um deles se chama Gakkou de atta Kowai Hanashi, é um visual de terror escolar (como já diz o próprio nome), onde um bando de crianças fica contando histórias de terror depois da aula.


O mais legal desse visual novel é que ele foi todo feito com pessoas reais. O jogo assustava bastante na época. As histórias são divididas em vários pequenos contos, sempre envolvendo mortes, suicídio, assassinato, fantasmas e outros assuntos corriqueiros do mundo nipônico nas escolas.



Apesar de esses assuntos não darem tanto medo em nós ocidentais, para os orientais isso é bastante assustador, já que a maioria acredita em espíritos vingativos que podem querer acabar com sua vida. Mas isso afeta bastante quando a pessoa entra na história e imerge nos personagens. Os mais desavisados terão bastante medo desse visual novel.



Conclusão



Para chegarmos a ter medo, aliás, qualquer outro sentimento em uma obra, não é necessário basicamente um tiroteio, gráficos ou uma movimentação absurda. Tudo que precisamos é um pouco de imersão. Sim, imersão.



Também não vai ser o texto no geral que trará o medo, mas também tudo aquilo que está a sua volta. Os sons, o cenário, a dublagem, não é tão difícil assim chegar ao ponto chave do coração humano e seus sentimentos.

E antes que alguém fale que o texto é desnecessário para o medo, vamos lembrar que também jogos de grandes gráficos e conhecidos pelo pânico como Amnesia: The Dark Descent o usam como artifício para intensificar ainda mais o pânico do jogador. É só um lembrete que não é necessário, mas ajuda bastante.


Então se você aí, deprimido pela falta de Survival Horror atualmente está sem nada para jogar, por quê não dá uma chance para uma Visual Novel?



Fica a dica aí, leitores.

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  1. esse theresia parece ser do caramba!
    tipo o clock tower de Nintendo ô aperto que eu passei fugindo daquele anão com machado! é pra windspro certo?

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  2. Theresia é um jogo ótimo, por causa da claudia que eu fiquei conhecendo ele. Ela fez uma review aqui no blog, dai eu fiquei com vontadinha... HSUAIHSAHUI

    E sim Nerohentai, vc pode emular esse jogo no windspro. Prefiro no DS mesmo, mais fácil de jogar... Mas aproveite, eu to jogando ainda e ele tem já umas 10h D:

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  3. Nossa muito boa sua gameplay sobre shoters robóticos aliens radiotivos,li tudo,muito bom Fernanda tá evoluindo no ramo de economia,seus cálculos como sempre muito precisos,estou impressionado.
    SAHUSHAUSHAUHSUAHSUAHSUAHSA

    Zueiras a parte,tá bom mesmo engra
    Keep on going :3

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  4. UIHSUIAHSUIAHSHSIA

    tomanocu, matheos HUISHAUIS

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  5. Curti o texto, e concordo. As pessoas passam longe de Visual Novels por achar que é besteira e sem graça, e perdem a oportunidade de conhecer estórias excelentes e bem construídas que dão um banho em vários games famosos por aí...

    É claro que existem várias visual novels cujo único objetivo e agradar a galera que curte um fapfapfap, mas também existem várias com estórias fudidas que fazem seu cérebro fundir xD

    Com exceção desse "Gakkou de atta
    Kowai Hanashi", eu já joguei todos os outros (embora não tenha dado final).

    Pra quem gosta de ler, Visual Novel é uma boa pedida... E pra quem não gosta, é uma oportunidade de começa a gostar, já que é algo mais interativo.

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  6. Concordo com tudo no post, gostei bastante '-'
    Esse tipo de coisa acontece com outros gêneros de jogos tambem, por exemplo o Dragon Age, que no primeiro era bem grande, com muitas opções de dialogo e etc pra escolher,
    mas no segundo jogo as opçoes diminuem de quantidade e qualquer uma delas leva ao mesmo acontecimento sem alterar praticamente nada. Isso tem acontecido por causa da grande quantidade de players moderninhos que só querem 'jogar',
    sem ligar pra história nem nada do tipo, infelizmente :/ Logo, esses passariam longe de VN's.

    Já joguei umas VN's aqui e achei muuito legais, o problema pra mim é não ter terminado outras por ser lerdo em ler em ingles -Q

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  7. pois é... Infelizmente os jogos estão ficando cada vez mais sem diálogos e tendo muito mais ação.

    Por isso que aqui no blog está ficando bastante dificil de colocar jogos de terror para vcs.

    A não ser que o pessoal queira só aqueles genéricos que estão chamando de survival horror, como Dead Space 3...

    Para quem não gosta, tente dar uma chance, aposto que vai gostar de alguma visual novel ou outra :3

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  8. Amoo visual novels, inclusive já perdi as contas de quantos posts de visual novels já fiz, e tenho para fazer ainda xD

    Sim, theresia é foda, quando eu tava jogando no DS eu não parava xD

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  9. Já que usaram meu comentário para me apredejar, aos fãs de visual novels, faço aqui minhas sinceras desculpas, pois acredito fielmente que fui mal interpretado.

    Já joguei muitos visual novels, muitos deles apresentavam muito mais erotismo do que terror (Caso E.V.A). Infelizmente, como ocidental, não consigo muita imersão enquanto estou lendo, o que me coloca no grupo de pessoas que se interessam mais por silent hill do que RE, em função de ter menos diálogos.

    Não falei aquilo tudo por cultura, não gosto de sangue em excesso, mas gosto da idéia do desespero em achar alternativas com pouco tempo, imaginando que algo inesperado pode aparecer. Faz minha cabeça rodar mais rápido afim de achar solução. No caso das visuais novels, achei algumas com quadros muito bonitos, o que me chama mais a atenção do que os livros, mas não consigo me sentir como personagem principal, só como leitor.
    Bom, eu para para de chorar, peço desculpas a má interpretação de quem achou que eu estava criticando o gênero, só estava tentando explicar que existem gostos distintos. Normalmente mulheres ouvem, homens precisam ver e tocar.

    Abraços!

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  10. Na realidade, gostaria que eles investissem mais em mecânicas e histórias que realmente sejam mais interessantes. Acho até que não fazem os jogos de terror para adultos. OS que são "adultos" falam de porno ou violência humana gratuita, como GTA.
    Mas se fizessem jogos onde vc tivesse que sobreviver ao Leatherface, Haloween ou Jason, como toda aquela violência e o instinto de sobrevivência, aí sim teríamos algo que daria medo. Chega de super poderes, precisamos de mais emoção.

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  11. Agora que fiz meu post fui ler mesmo. Pô, muito legal, o Nine Hours é ótimo!! *-*

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  12. Ricardo, não ví onde te apedrejaram '-'

    Na verdade, teve um post em que disse para você escolher um jogo que te agradasse para eu postar, e você não respondeu.

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  13. Respondi, mas vc jah postou sobreco clock e lsd. Soh tenho curiosidade de saber se alguem jah zerou o lsd..eu nao cheguei perto do meio ainda.
    Sobre o que falei de homens e mulheres "Analogias trazem sempre uma idéia, mas não uma verdade absoluta".
    Abç

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  14. HSIUHAIUSHUAIHSI

    Ricardo, ninguém te apredejou... Minha amiga que escolheu o teu comentário pra ilustrar o post. Mas realmente, várias pessoas tem preconceito com os visual novels por ter uma cultura diferente da ocidental, como eu mencionei ali...

    Tem gente que tem medo de gente comentando sobre algo que aconteceu; tem gente que tem medo de ver o que aconteceu; e etc...
    Por isso é dificil as vezes juntar gameplay e história. Poucos jogos conseguem casar isso de forma boa e olha, isso faz um bom tempo que não acontece :c

    Mas não levamos a mal o teu comentário, pense pelo lado positivo. Rendeu essa postagem enorme HISUAHSUIAHIUS

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  15. Nem adianta falar que homens tal e mulheres tal, não me coloque no meio disso não :P

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  16. Só um comentario rands aqui, SE tem bem mais 'cabeça' do que Resident -QS

    Pra exemplificar 'ação sangue e tiroteio' em vez de 'historia' eu colocaria o Resident em primeiro entre esses dois G_G mas sei lá, né.

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  17. não compare RE com SH pq são jogos diferentes... ok?

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  18. nao fui eu quem comparei, só discordei da colocação que o outro fez ali em cima \o\

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  19. 999 é bem tenso mesmo. Mas... sinceramente é um saco ficar jogando várias vezes pra pegar todos os finais. Consegui o "final verdadeiro" na segunda tentativa...
    De qualquer forma, tem uma filosofia bem interessante por trás da trama do jogo, além do óbvio.

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  20. Bonita, canta... e que texto, Morte! Defendeu lindamente seu gosto pelas visual novels.

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  21. own, valeu ai Ghayl!
    tive que fazer isso, a minha amiga que teve a ideia, pq né... Mta gente tem preconceito com esses jogos. É bom sempre dar uma chance prum gênero que vc tem bastante preconceito... vai que gosta né :3

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  22. Ei, cade os novos posts????
    Sou ansioso!
    Não consigo achar o 999 pra baixar pro pc, se alguém tiver ajudae!

    Ki&Hu's!

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  23. Aquele julgamento ocidental existe desde o arianismo e o nazismo(não é nada novo)para que houvesse a raça perfeita os israelenses e as primeiras especies humanas(orientais e africanos)deveriam ser extintos.

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