Escrito por: Fernanda Turesso

Olá meus queridos jornalistas...
Enfim, hoje resolvi falar sobre um jogo meio que desconhecido do PlayStation 2. 
Espero que gostem da pequena review o/

Michigan: Report from hell foi desenvolvido pela Grasshopper Manufacture e publicado pela Spike. Foi lançado para PlayStation 2 em 2004 no Japão e em 2005 no resto do mundo. 
O jogo foi dirigido por Akira Ueda e planejado por Goichi Suda e assim sendo lançado em 2008 para PlayStation 2.  

Pegue um jogo com um enredo envolvendo monstros, repórteres se fazendo bonzinhos e fazendo uma reportagem sobre uma cidade que foi evacuada e você sendo o câmera dessa história. Parece um tanto quanto divertido, não?
Mas não, Michigan não é só isso! 

História 


Em Michigan: Report from Hell, jogamos com um cameraman novato da Zaka TV, (da divisão de entretenimento do poderosos da conglomerado Zaka) acompanhado por Brisco, um engenheiro de som e Pamela, uma das repórteres. Eles são enviados para investigar uma misteriosa neblina que desceu sobre a cidade de Michigan. O cameraman logo descobre que o nevoeiro é, de alguma forma, o motivo que transforma as pessoas em gigantescas, carnudas e monstruosas sanguessugas com membros humanos. 
Pamela é atacada pelas criaturas e é encontrada mais tarde se transformando em uma delas. O Cameraman e Brisco, e uma nova repórter, são enviados novamente para investigar o surto de monstros na cidade.

O andamento de enredo...

A história de Michigan: Report from Hell parece bastante simples. Um nevoeiro estranho que desceu em toda Chicago e foi para Michigan. 
O mais interessante é que o governo evacuou toda a cidade, pois monstros estavam em todos os lugares, talvez vieram juntos com a névoa, enfim. Os caras tiraram todos do lugar para não haver mortes, mas são idiotas o bastante para permitir que uma equipe de TV vá arriscar suas vidas para o bem da mídia. 

Bom, uma coisa interessante sobre o enredo é o fato de que suas ações afetam ele. Esse jogo não é muito focado no gameplay. Você joga pouco e vê mais. É quase como que um filme interativo. Claro, você pode andar para onde quiser e olhar para onde quiser, mas isso nos leva a perceber mais sobre as coisas da história do que do jogo em si. Enfim, a história é afetada pelas suas ações durante o jogo, bem, não realmente, mas decide qual repórter irá começar a te acompanhar. 

Por exemplo, minha repórter está prestes a morrer, meu objetivo é salvá-la. Se eu conseguir salvá-la, ela continua comigo para a próxima fase. Se eu não conseguir e ela morrer, somos mandados para um estágio completamente diferente e com uma repórter diferente.



Isso é uma maneira legal de fazer o fluxo da história funcionar, mas é possível perder várias informações ou partes da história devido à esses "jumpings" no enredo. 

Bem, acredito que a história tivesse seus pontos bons. Tiveram uma ideia bastante original, de você ser só uma câmera registrando tudo. A história realmente tinha um bom potencial. Mas, não souberam levar isso pra frente e acabou no que deu. Uma história cheia de furos, mal feita e repetitiva. 


Jogabilidade 

Michigan é praticamente um point-and-click. Você mira a câmera para certos pontos que você queira gravar e vai interagindo com a história, cenários, objetos e pessoas.

Algumas vezes irão aparecer pontos amarelos na tela, ai você pode pressionar o botão X e esperar que coisas interessantes aconteçam.

Normalmente é bastante raro algo realmente bom acontecer, no entanto, se você filmar, praticamente, qualquer coisa, o jogo registra como sendo algum "suspense". 


Ah sim, o jogo tem três tipos de pontuação para você progredir na história. Temos os pontos de Suspense, Imoralidade e Erotismo!
Esses pontos são mostrados de acordo com o que você foca enquanto está cobrindo a reportagem para a tv. 

Enfim, infelizmente, as coisas que deveriam ser classificadas como "Suspense", são simplesmente nigligenciadas como inúteis, como por exemplo, o Brisco dizendo que uma pintura está bem feita naquela casa, ao invés de ganhar pontos por registrar algum som assustador, sangue, monstros e etc.

Neste jogo, o oposto do Suspense é o Erotismo. Enquanto você tenta se envolver com algo assustador, como monstros, sangue ou coisas sobrenaturais acontecendo (coisas que não tenham a ver com erotismo), mas, sem você perceber, o jogo te leva para o lado erótico. Você pode estar pedindo para alguma repórter ir na sua frente, então ela tem que passar por de baixo de uma mesa e você, como está atrás dela simplesmente não vai ter para onde apontar a não ser para sua calcinha. No entanto, você também pode aumentar os seus pontos de erotismo encontrando revistas jogadas pelo cenário ou em sites que ficaram nos computadores (como se todo o mundo naquela cidade só visse pornografia né ¬¬). 



O chamado Erotismo do jogo é inútil, no entanto, aparentemente, se você ganhar pontos suficientes em erotismo, você pode desbloquear alguns tipos de vídeos que possuem imagens de todas as repórteres. Tem sido relatado que há um bug na versão européia, que trava o jogo se você tentar ver o vídeo (oooh, travando o porn nas europas! uuu).

O último aspecto do jogo, provavelmente o mais hilário, é o "Imoral". Isso basicamente acontece quando você faz coisas imorais (óbvio né), tais como derrubar as repórteres ou o Brisco no chão, filmar eles sendo mortos, etc.
Basicamente podemos fazer uma espécie de snuff movies para a televisão! Mas nada de especial acontece se você ganhar muitos pontos de imoralidade, porém, a menos que você realmente goste de ouvir a repórter dizendo "Ai! Você é um idiota!" com uma voz chorosa típica de hentai... Também você pode derrubá-las para que caiam no chão e você possa ver suas calcinhas! (6)



Bem, como eu sei que estou ganhando um desses aspectos para ganhar mais pontos durante o jogo, afinal?
E como eu sei que estou sendo muito imoral?
Isso tudo é mostrado numa barra superior na tela. Quando você filma, você verá que o marcador no meio vai gradualmente deslizar para a esquerda ou para a direita, dependendo do que você está fazendo no jogo, no entanto, os pontos são imorais quando são indicados por uma barra vermelha, que fica entre os pontos de suspense e erotismo.

Outras características da tela são as pequenas setas que aparecem nas bordas para indicar a direção que a sua repórter está.

Bem, Michigan tem uma espécie de QTEs que podem ser úteis para salvar as repórteres ou o Brisco da morte certa. Mas eles não são muito frequentes. Esses QTEs aparecem em algumas cutscenes. Bem, você pode escolher quem você quer salvar, mas, você pode acabar ganhando uma quantidade bem alta de pontos de imoralidade.

No geral, o jogo usa algumas técnicas interessantes, mas foram empregadas muito mal e porcamente que passam bem lentamente. Isso faz com que o jogo pareça chato e cansativo.


Personagens 


O Cameraman: ele é o personagem jogável. Ele trabalha como um cameraman para a Zaka TV. Ele é um protagonista silencioso, ele não fala nada durante a trajetória do jogo até que ele termine. Sua aparência muda de acordo com as ações do jogador durante o jogo.

Jean-Phillppe Brisco: Ele é o engenheiro de som e o operador do boom (um microfone com um cabo longo para poder capturar as vozes enquanto o cameraman grava a reportagem). Brisco nos acompanha o jogo todo. Diferente das repórteres, ele não pode ser morto durante o jogo normal.

Ann Anderson, Carly Reis, Justine Rhodes, Paula Orton e Mark Bockwinkle: Cinco repórteres da Zaka Tv. Um deles morre sem que possamos fazer nada, depois, cada repórter é substituído pelo próximo a medida que vão morrendo.

Pamela Martel: é a primeira repórter a morrer e ser substituída.

Nina Valkov: é a repórter random do jogo. Nina aparece no seu próprio level e serve para substituir o destino do repórter que morreu no level anterior.

Deborah:
é uma fria e misteriosa chefe da Zaka TV. Ela manda severamente a equipe da Zaka TV ir cobrir a cidade cheia de monstros e perigos a espreita. Brisco acredita que ela é, parcialmente, responsável por esse caos, mas não sabemos se isso é verdade ou não durante o jogo. 



Gráficos 

O que falar dos gráficos desse jogo?
Na realidade, nem irei comentar muito sobre isso, pois o jogo é muito fraco nessa parte. Deixando muito a desejar, com personagens não muito bonitos, cabelos mal feitos e até um andar esquisito em todos os personagens. Mas isso não atrapalha em nada na jogabilidade. Como vocês podem ver pelas imagens, o jogo não apresenta nada de muito inovador em seus gráficos. 
Para falar a verdade, eu não vi nada de mais e ele me lembra muito aqueles joguinhos de hentai para PC. Podem reparar, são idênticos... (se bem que Michigan não se diferencia muito de um soft hentai né ¬¬).
O que o jogo consegue fazer bem feito é a neblina que cobre toda a cidade. Ela é bem feita, ficando até parecido com as neblinas de Silent Hill 2 (talvez). 

Trailer



Bom, é isso pessoal!
Espero que tenham gostado da review e até mais! o/

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  1. Quando eu joguei, adorei essa câmera no jogo ^^

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  2. ah eu gostei disso tbm. Achei mó diferente o jeito de jogar... mas quero ver os outros finais. Eu só fiz um
    HIUSAHSUIAS

    e o jogo tem mta coisa pra fica mudando no enredo. Vo ver se jogo mais vezes

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  3. Nossa, eu nem sabia que tinha mais de um XD

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  4. Epa epa! Tenho certeza que já teve post sobre isso aqui. Tanto que foi por causa desse post que eu saí procurando pra baixar.
    Vocês não me trollam ¬_¬

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