Escrito por: Fernanda Turesso

Olá meus queridos!
Bem, faz muito tempo que eu fechei Clock Tower 3, foi ano passado ainda, mas agora resolvi fazer uma review legal pra ele, pois esse jogo realmente vale a pena!

Quando falamos de Clock Tower todo mundo já começa a fazer cara feia. Normalmente se lembram do primeiro jogo da série que saiu para SNES lá nos anos 90 ou simplesmente nem sabem que existe!!! 

Clock Tower 3 não é pra qualquer tipo de pessoa. Lançado em 2003 e exclusivo para PlayStaiton 2. Foi feito pela Capcom e distribuido pela Sunsoft... O jogo é um survival horror que, normalmente, os gamers mais “hard core” não irão gostar, pois é um jogo que costuma deixar as pessoas com raiva, pois o jogo é de sobrevivência, e, estando no controle de uma garota indefesa, acaba deixando um pouco o pessoal irritado, mas nada que não dê para se acostumar! hahahaha 

Por mais que seja bem elaborado e com uma história bem construída, o jogo não é difícil. Tanto que não temos seleção de dificuldade logo no inicio. Ele flui com bastante leveza. Algumas vezes o jogador poderá ficar preso em alguma parte do jogo, mas é por culpa do cenário que às vezes não mostra tudo. Todas as fases tem uma linearidade simples e bem feita que faz com que não se quebre muito a cabeça para se seguir a diante. 
O jogo tem um clima bastante burguês, com pessoas que moram na parte rica da Inglaterra, bem vestidas e com um belíssimo sotaque britânico. Os personagens são bastante exagerados nas suas emoções. Então normalmente você verá Alyssa se jogando no chão dramaticamente sem muita necessidade. Eles são bastante meigos, carismáticos e gentis. Os inimigos são simplesmente sádicos e bastante exagerados, com vozes fortes e assustadoras. Vozes típicas de filmes de terror antigo.
 
Apesar de o jogo apresentar um tema bastante feminino, fazendo os jogadores se sentirem bastante preocupados com sua sobrevivência – afinal você não possui armas! – ele transpassa um terror bastante significativo. Não são apenas espíritos ou inimigos querendo matar a personagem principal, mas também conta sobre outros personagens que tiveram mortes terríveis. O mais legal disso tudo é que, todas essas mortes são mostradas durante o jogo. Uma que me deixou meio incomodada foi na segunda parte, onde enfrentamos um maníaco jogou duas pessoas dentro de um barril cheio de ácido. Não vou dizer que fiquei horrorizada com isso, mas achei bastante forte pra esse tipo de jogo. Era uma coisa que eu nem imaginava que iria aparecer em Clock Tower.
Enfim, o jogo todo mistura épocas diferentes... Com o mundo atual, mais ou menos nos anos 2000 e partes de outras épocas pra baixo dos anos 70. Mistura espiritismo com misticismo. Temos bastante o fator de exorcismo e alguma espécie de seita que a família da personagem principal seguia (que também é o fato de estar acontecendo todo esse caos com a pobre garota). Esse quarto título da série é bem diferente dos outros jogos, em quesito de história, pois mostravam simplesmente uma garota tendo que sobreviver há um homem deformado e canibal numa mansão. 
Por falar na história, ela conta sobre Alyssa Hamilton, uma garota de 14 anos estudante de um colégio interno. Ela recebe uma carta de sua mãe alertando para que saia imediatamente do colégio e esconda-se em algum lugar seguro e de que maneira alguma retorne para casa até completar 15 anos. Preocupada com a situação e sem conseguir contato com sua família ela ignora o pedido de sua mãe e resolve retornar para casa. Ao chegar lá, encontra a residência aparentemente abandonada. Em um dos cômodos encontra um homem misterioso e desconhecido que parece conhecer muito sobre ela. Ao entrar no quarto de sua mãe, um piano começa a tocar; uma força a suga para fora de sua casa; e então Alyssa começa a presenciar acontecimentos estranhos.
 
Clock Tower 3 tem uma jogabilidade simples e boa. Não temos problemas com a personagem se prendendo pelos cantos do cenário. Ela anda relativamente rápido, não deixando o jogo enjoativo. 
Nele temos alguns comandos que irão te ajudar ou atrapalhar na hora da jogatina. Como por exemplo, o Panic Meter.  

Toda vez que Alyssa estiver ameaçada, o Panic Meter irá aumentar. Quando estiver no máximo, Alyssa entrará no estado de pânico. Nesse estado, os movimentos da garota serão restritos. Tipo, ela fica com tanto medo que chega a parar no meio da correria pra ficar tremendo num canto, e isso pode ser ruim se o inimigo estiver na tua cola! E também há as consequências, se algum inimigo te atacar nesse estado você irá morrer instantaneamente. Sim, ele funciona como se fosse a vida de Alyssa. 
Esse medidor de pânico foi uma tacada de mestre para que o jogo ficasse mais realista. Porque, fazer menininhas de 15 anos com uma super força e sem medo de nada a lá Sucker Punch, não nos daria a sensação de pânico que o jogo tenta passar... E como Alyssa é uma menina indefesa e normal – na maioria do tempo –, temos que tomar cuidado quando aquele medidor maldito chega ao ápice do pânico. Aí meu caro, só o santo pra te guiar nessas horas. Enfim, mas como qualquer jogo de sobrevivência, temos uma solução para esse pânico de Alyssa. O medidor irá começar a baixar se você deixar a garota em algum lugar seguro do cenário (onde inimigos não possam entrar) ou simplesmente usando as lavandas que você encontrar por ai. Sempre fique de olho no Panic Meter, e tente sempre minimizá-lo quando for possível!

Um objeto muito importante que iremos ganhar logo no começo do jogo é uma garrafa de água benta que ganhamos de nossa mãe. 
A água benta pode ser pega em fontes que estarão disponíveis nos cenários. Você poderá encher sempre que quiser a sua garrafa, mas só poderá utilizar a água por três vezes, depois com o tempo irá aumentando o número de vezes, o que já ajuda bastante!
Esse objeto tem um fator importante, pois ele tem poder exorcista.  Os inimigos são uma espécie de espíritos maus que estão tentando manter Alyssa longe do seu destino, mas também são todos sádicos e querem mata-la a todo custo por pura diversão, então, a água benta é uma arma totalmente eficaz contra eles. Sempre que a garota estiver ameaçada e com medo, jogue um pouco de água benta nos inimigos, isso irá retardá-los por um curto tempo. Mas a água benta não serve apenas para inimigos. Serve também para abrir novas portas, pois muitas delas estarão trancadas com selos brilhantes desenhados nelas. 


Clock Tower 3 funciona de uma maneira bem básica: Cada fase tem um boss principal. Nessa fase você poderá vivenciar uma pequena história nada a ver com a história principal. Isso é você verá história de outras pessoas que sofreram com esses bosses. Então, cada vez que você matar um boss irá libertar a alma do personagem que sofreu nessa fase. É bastante simples... Então, você irá ficar rodando com Alyssa pela fase toda em busca de ajudar as pessoas e salvar sua própria pele, pois o Boss ficará correndo atrás dela a lá Nemesis.
No final das fases sempre teremos uma lutazinha básica com um boss.  Quando Alyssa vai lutar com ele, seu jarro de água benta vira num lindo arco-e-flecha, que será mais acessível para você poder enfrentar o inimigo. 
Eu, particularmente achei que essa parte estragou totalmente o clima do jogo, pois, quando ela pega esse bendito arco-e-flecha, parece que tá fazendo uma transformação à lá Sakura Card Captors! 


Mas enfim... A luta é simples. Atire flechas no boss, as flechas mais fortes o prendem e quanto mais preso ele ficar, mais energia ele vai perder. Quando a vida dele ficar num nível que dê para você soltar o especial, ele irá sofrer o julgamento necessário.
Alguns comandos irão mudar na hora da batalha. Um deles é o Panic Meter que irá mudar para uma barra de energia (agora não precisa se preocupar com o pânico, só sair vivo!). Apertando bolinha você poderá desviar dos ataques do inimigo. Mas isso irá te deixar vulnerável para outros ataques. Triângulo você pode atirar as flechas, segurando por mais tempo as faz irem um pouco mais fortes e também podem acorrentar os inimigos. Para mudar o tipo da flecha, você só precisará apertar R1 e assim selecionar as flechas especiais.


Além dos inimigos principais de cada fase do jogo, teremos espíritos.
Esses espíritos são de pessoas que morreram por uma causa não natural, ou seja, foram mortas antes do tempo ou assassinadas. Muitos deles estarão espalhados pelo cenário, e normalmente estarão perto de objetos que pertenceram a eles em vida ou perto de seus corpos mortos. Eles não são espíritos bons e estão presos na Terra tentando encontrar seus objetos perdidos e esperando para serem libertados para o outro plano.  Então, eles normalmente irão te atacar, por isso, tome cuidado!   
 
Para libertá-los é muito simples. Você irá fazer uma espécie de exorcismo. Quando você encontra um Item Sentimental que pertenceu à pessoa que morreu, por exemplo, um anel, você terá que coloca-lo de volta em seu case. Se tiver um colar com um pingente pela metade, coloque junto com a outra parte que falta. Devolvendo esses Itens para os Espíritos, eles ficarão livres; e Alyssa ganhará algum item importante em troca.


Outro inimigo bastante incômodo no jogo são umas borboletas rosadas. Elas na verdade não são bem inimigos, são mais sinais de alerta para que Alyssa fique assustada e o Boss encontre você mais fácil. Caso você esteja muito longe de algum inimigo e essas borboletas aparecerem, é melhor correr ou jogar água benta, para que não possa ser descoberta!
Uma coisa que eu gostaria de comentar... Os cenários desse jogo são bem filhos da puta! Em todo canto tem alguma latinha, garrafa, panela, bolinhas barulhentas ou qualquer outro objeto que possa fazer barulho e informar a posição que você está! Tudo isso pra deixar foder com a vida dos jogadores mais desatentos! Sempre que você bater num desses objetos, os inimigos irão até você quase que instântaneamente! Então, tome cuidado!

Ok, ok, não falei do mais importante. Como Alyssa não é uma máquina de matar e ela só têm como meio de retardar seus inimigos um pote de água benta finito, ela obviamente terá de se esconder se quiser continuar viva. O esquema é bem simples... Existem vários pontos para se esconder e para retardar os inimigos temporariamente. 

Quando Alyssa está sendo perseguida por um inimigo incansável e chato, certas áreas no cenário irão ter um pequeno brilho, indicando que ali você pode se esconder. Mas não seja burro. Claro que se o inimigo estiver nas tuas costas ele vai saber que você está ali... Então, tente correr um pouco deles para depois pensar em se esconder. 


Enfim, isso vale também para o tipo de inimigo do qual você está fugindo. Se ele for inteligente, óbvio que você não poderá se esconder no mesmo lugar mais de uma vez, pois ele sabe que você já esteve ali. Se o inimigo for meio burrinho, você pode até arriscar se esconder ali sempre. Se o inimigo te encontrar no seu esconderijo, mesmo que você tenha despistado ele um pouco, Alyssa irá fugir do lugar.
Agora também temos os pontos de evasão. Esses pontos são uteis para quando você estiver encurralado e não ter como se esconder ou fugir. Alyssa irá tentar fazer uma armadilha para o inimigo e assim retardá-lo por algum tempo. Pode demorar ou pode ser muito rápido, então, não fique dependendo sempre deles. Uma coisa ruim nesses pontos de evasão é que você só poderá utilizá-lo uma vez. 

Outra coisa que eu gostei bastante, além do jogo em si, foi a trilha sonora. O jogo não usa as músicas antigas do primeiro título, como fizeram os outros para PS1. As músicas são todas bem colocadas em cad
a fase. Mas o que eu achei meio repetitivo, foram as musicas de perseguição. Cada boss deveria ter uma música própria... Mas, acabaram colocando sempre a mesma. Ai quando você escuta elas de novo, já começa a fica puto da vida. Fora isso elas foram bem casadas com cada temática das fases e pra cada situação. Tem bastante música em piano e algumas com sons de relógio para dar o tema do título do jogo. Uma única música que ficou bastante irritante é da quarta fase, onde estamos num cemitério, que, além de ficar tocando a fase toda, tem um som agudo irritante e penetrante que vai deixando você com raiva. Fora isso, é a OST vale a pena ser ouvida!









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  1. nossa parece ter sido um bom jogo mesmo!! acho que depois de eu ter terminado o Amnesia estou mais aberto para esse tipo de jogabilidade de não ter que usar armas apenas fugir. talvez seja por isso sempre evitei esse tipo de jogo e pra piorar eu nunca tive um ps2, realmente era um ótimo console

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  2. Olá, já foi avisado antes até por email que a Ghost Hunters Br mudou de endereço mas venho novamente avisar e o endereço novo é: ghbroficial.blogspot.com

    beijos e obrigada pela atenção
    xD

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