Escrito por: Fabrício Destro

Não é nenhum segredo que Outlast é uma experiência única: mesmo sendo, a princípio, mais um título de terror no meio da avalanche de jogos influenciados (ou literalmente copiados) de Slender, conseguiu formar sua legião de fãs por ser um game intenso, de uma violência gráfica sem precedentes e possuir uma mecânica de jogo simples, de modo que é fácil colocar o game pra rodar e jogá-lo. A sua expansão, Outlast: Whistleblower, é um prólogo aos eventos do primeiro game, e promete trazer muito do que os fãs passaram a amar em Outlast.

Dessa vez, o jogador encarna Waylon Park, o engenheiro de software que está sob contrato com a Murkoff Corporation, e que envia emails a jornalistas do mundo todo (incluindo Miles Upshur) no início de Outlast.

O colaborador T. Blake Braddy, do bloody-disgusting.com, realizou uma entrevista com David Chateauneuf e Philippe Morin, co-fundadores da Red Barrels, sobre esse novo game. Então, sem maiores delongas, vamos conferir!

Bloody Disgusting: Como o foco da narrativa é diferente em Whistleblower? Ter um protagonista diferente mudará a forma como o game é retratado?

Em Whistleblower, seu objetivo será sair de lá como no primeiro Outlast. Mas, além disso, nós realmente queremos que o jogador sinta que está lidando com algo maior e que suas ações são cruciais a fim de espalhar a informação para fora do hospício. "Ele conseguirá?". Nós tivemos que levar em consideração que os jogadores já sabem bastante sobre o manicômio e o que está acontecendo, então fez sentido para nós escolher um personagem que também fosse alguém que tivesse informações de dentro. Que sabe mais ou menos tanto quanto o jogador. Foi quando decidimos começar, então jogadores podem ver um lado diferente de uma história que eles já sabem.

BD: Já que a expansão é ostensivamente um prólogo, o Mount Massive estará diferente? Os jogadores explorarão novas áreas do manicômio?

Algumas áreas serão diferentes no sentido que serão mais povoadas. Mas jogadores passarão a maior parte do tempo em novas seções. Na verdade, nós poderíamos dar um mapa real em 3D de todo o manicômio. Tudo está interligado (os ambientes de ambos os jogos) e faz sentido. Nós achamos que é importante criar um sentimento de realismo.

BD: Quais mudanças, se há alguma, os jogadores podem esperar com relação ao gameplay? Há algo sendo adicionado ou melhorado?

Nós decidimos focar em como iríamos estruturar os encontros com os pacientes, e para cada uma dessas seções nos perguntávamos "o que podemos fazer diferente, para que pareça novo e não-repetitivo?". Esperamos que tenhamos conseguido mexer com as expectativas dos jogadores.

BD: Vocês podem adiantar algum inimigo novo, ou isso está sendo mantido em segredo?

Acho que podemos dizer que você encontrará um canibal lunático. Você pode vê-lo em algumas screenshots e em nosso novo trailer. Mas, há algo que nós realmente não queremos estragar a surpresa e que está esperando por você dentro do manicômio. Eu posso dizer somente que "o amor está no ar".


BD: Quanto durará a experiência da DLC?

A experiência durará um pouco menos que o game base.


Vejo com muito bons olhos essa nova DLC e, apesar de os produtores serem pouco específicos em algumas informações (o que eu acho que seja proposital), a expectativa é grande. O site oficial afirma explicitamente que esse será o "último capítulo" da história de Mount Massive. Whistleblower representará o fim da franquia Outlast como um todo, ou apenas a história específica do manicômio de Mount Massive?

Até então, é a última história sobre Mount Massive. Atualmente o time de desenvolvedores quer experimentar outras coisas, mas tudo pode acontecer no futuro.

Outlast: Whistleblower será lançado dia 6 de maio nos EUA (PC e PS4) e 7 de maio na Europa (PS4) por $8,99.

Fonte: Bloody Disgusting

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