Escrito por: Fabrício Destro



Ao me deparar com as expressões "jogo de horror" e "multiplayer" na mesma frase, a primeira coisa que me vem à cabeça é a inserção do modo online em Dead Space 2 e Resident Evil 5, que foram um DESASTRE (aliás, nos mostra como as grandes companhias hoje em dia colocam esses "extras" numa tentativa somente de vender mais, desconsiderando o mínimo de planejamento e capricho. Mas minha crítica nesse ponto fica pra outra hora....). No entanto, Spectre parece ser diferente: ao invés de ser um simples adicional ao gameplay, o modo multiplayer é a atração principal.


A história


O game apresenta um conceito, não possui uma história complexa ou intrincada. De acordo com os produtores, tal conceito é o seguinte:

"Numa região bem no interior da Baviera, uma mansão luxuosa era a casa de uma baronesa, a quem era dito que teria sofrido grandemente na vida. Se desligando completamente do mundo exterior, seus anos finais foram passados em isolamento dentro de seus muros. Os poucos que conheciam a história faleceram, e todas as memórias da mansão e sua habitante foram perdidas.

Anos se passaram, e rumores surgiram sobre algo aterrorizante vivendo na mansão, à medida que a culpa de qualquer doença ou azar era atribuída à agora assombrada residência. Pessoas comuns adentraram na mata, tochas em mãos, prontas para livrar suas terras da influência maligna. Nenhum retornou. Aqueles que restaram procuraram por seus amados ou pela mansão e não encontraram ambos. Os diários ou artefatos encontrados daqueles que permaneceram preservaram a memória com uma certeza quase absoluta. Tudo estava perdido.

Aqueles que viram a mansão antes de seu desaparecimento faleceram há muito tempo. Mas como que na borda de um pesadelo, há relatos de que ela tenha sobrevivido. Que ela se revela a andarilhos incautos, somente para reivindicar suas almas. Historiadores agora estudam a floresta ao seu redor, e aventureiros vagam por ela teimosamente. Você e seus amigos escolheram procurar pela mansão, se arriscando pela floresta durante o dia e acampando à noite. Então a tempestade veio, e vocês se abrigaram numa rocha exterior em uma colina isolada.

Você acorda na completa escuridão, sentindo sua face contra o chão frio e suave. Seus amigos desapareceram, suas roupas estão rasgadas, e você está arranhado e machucado. Suas calças ainda possuem o farol amarrado ao seu cinto.

Onde você está? Você se levanta e liga sua lanterna. Papéis de parede esfarrapados, prata fina agora com manchas escuras do tempo. Os restos de uma bela mansão agora em ruínas. Você sabe onde está e seu coração para. Um calafrio desce sua espinha quando, de repente, você começa a ouvir o fraco murmúrio sussurrado por uma mulher..."


Gameplay


Pelos primeiros trailers, o sistema de jogo parece ser o mesmo criado por Slender: visão em primeira pessoa, e o uso de uma lanterna para te situar em ambientes escuros, além de sons incômodos ao jogador. Mas, a grande sacada de é, sim, o modo multiplayer, no qual os jogadores podem escolher entre dois "times": os Seekers ou Spectres. Jogando como Seeker, sua única salvação é sua lanterna, que pode emitir pulsos de luz limitados, que retardam Spectres que estejam te perseguindo. Jogando como Spectre, seu objetivo é perseguir e sugar a vida dos Seekers. Você ainda pode deixar armadilhas, criar ilusões, emitir sons perturbadores à distância, disorientar os Seekers, e se transportar para outros locais. Num surto de criatividade ao incorporar elementos originais a um sistema de jogo já bem fundamentado, a produtora Proscenium promete muitos sustos e muita diversão ao jogador, já que a ideia de poder assustar seus amigos é sensacional.


Aspectos técnicos


A mansão parece gigantesca e com vários ambientes, o que pode render muitas horas de jogo e várias estratégias nesse jogo "de gato e rato". Como todo bom jogo de terror, os sons emitidos pelos Spectres são aterrorizantes e piores que aquele barulho de unhas no quadro negro. Os gráficos não parecem ter nada de especial, mas o design das criaturas está a cargo do artista plástico Fabrizio Bortolussi, que trabalhou em filmes como Silent Hill, Alice no País das Maravilhas de Tim Burton e Distrito 9. Então, esperem por monstros bem assustadores e com design original.

Design das criaturas por Fabrizio Bortolussi.


Outro chamativo em Spectre é a promessa de integração total com o novo sistema de realidade virtual Oculus Rift (mais informações aqui), que promete tornar a experiência de jogo mais imersiva e realista. No entanto, para quem for desprovido de tanta riqueza (assim como eu), pode jogar com o sistema tradicional mouse+teclado, o que, aliado a bons headphones, pode render vários sustos também!

Integração com o Oculus Rift.

Projeto


Até o dia 26 de março, o projeto estava no Kickstarter e a arrecadação estava em $ 11.597, faltando apenas 6 dias para o término do prazo e a pouco menos de $ 3.500 da meta. Para quem está curioso sobre essa nova experiência "horror-multiplayer-em-realidade-virtual", dê sua contribuição, ou vote para o projeto no Steam Greenlight. De acordo com os desenvolvedores, todos na equipe estão trabalhando como voluntários, então, se você tem pelo menos uma conta na Steam, um votinho vale a pena!

Se lançado, Spectre saíra para PC e Mac.

Um abraço!


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